Arquivo de Março 19th, 2011

Um exemplo da forma de alteração de ensino

As práticas de ensino, de hoje em dia, são bastante diferentes das tradicionais pois estão, invariavelmente,  mais ligadas às tecnologias e aos novos média. A forma de nos interligarmos está cada vez mais presente e mais fácil de obter e a informação que hoje circula está cada vez mais globalizada pelos meios de informação. Tudo isto possibilita uma nova forma de encararmos o ensino e , consequentemente, as suas práticas.  A forma como a aula é dada, hoje em dia, está cada vez mais a abandonar o quadro tradicional para dar lugar ao quadro interactivo e aos “power points”. Começa-se a utilizar mais material tecnológico para, assim, incentivar o aluno a achar a matéria mais interessante.

Analisando o vídeo (visualizado na aula) de Michael Wesch, posso concluir que:

- a excessiva utilização dos computadores pode levar à falta de encorajamento por parte do aluno a participar na aula;

- os estudantes têm mais facilidade em encontrar o que é realmente preciso para o seu estudo diário;

- enfrentam bastante dificuldades de concentração;

- perguntam-se bastantes vezes se irão ter emprego na sua área;

- a presença do facebook e da internet atrapalha muitas vezes a vida escolar, assim como o telemóvel;

Apresento-vos, então, um vídeo que contém uma ideia bastante inovadora e que me captou a atenção pelo simples facto de incorporar na aula o Facebook e o Twitter (as 2 redes sociais mais famosas do Mundo) para, assim, improvisar o estudo e para uma partilha de informação entre colegas e professores mais fácil.

Atendendo à descrição no vídeo pode-se ler: ” Os estudantes universitários sempre falaram das suas aulas, e, ultimamente, as conversações foram transferidas para o Facebook, Twitter e mensagens de texto, muitas vezes durante a aula de leitura em si.
Agora, através de uma incorporação um pouco inteligente de jiu-jitsu educacional, uma aplicação desenvolvida em Purdue University,  usa essas conversas backchannel para melhorar a aprendizagem dos alunos.”

O software que capta as conversações durante a aula chama-se Hotseat e é através dele que o estudante comenta sobre um determinado assunto. Permite também que todos os presentes na sala de aula leiam essas mensagens, incluindo os assistentes e o  professor.  Os estudantes podem enviar mensagens para Hotseat usando o seu Facebook, MySpace e Twitter, ou podem simplesmente entrar no site Hotseat.

Sugato Chakravarty, professor do “Purdue’s Department of Consumer Sciences and Retailing”, disse que o Hotseat está a transformar-se numa inovação legal. Com esta ideia, vê-se cada vez mais alunos a interagir com o curso e a  fazer perguntas relevantes…

Este é mais um dos exemplos em que os média e a educação podem funcionar de uma maneira mais benéfica para os estudantes!

(Para mais informações: http://www.purdue.edu/newsroom/students/2009/091102BowenHotseat.html )

Sara Cunha

Captação de imagem e som – Impactos e transformações

Inicialmente, acreditava-se que os mecanismos de captação de imagem e som captava a realidade, tal pensamento gerou um certo impacto social, pois alguns acreditavam ter tal facto cunho religioso, desmerecendo toda parte cientifica e tecnologia. Com o passar do tempo, muitos foram os que reflectiram sobre a questão e chegou-se a conclusão de que a captação da imagem e do som na verdade era uma REPRESENTAÇÃO do real, e a partir deste conceito, novas transformações ocorreram em diversas áreas do conhecimento.

No campo Social, tal mecanismo permitiu uma maior rapidez e amplitude de acesso e disseminação de informação;

No campo psicológico, ocorreu uma fragmentação da identidade e ao mesmo tempo gerou uma necessidade de pertencer;

No campo cultural, houve uma alteração de carácter comunicacional;

Percebemos assim, que somos influenciados por esses mecanismos,mas que também o influenciamos, ou seja, queremos CONSUMI-LO.

Esse desejo de consumo, é que desperta o interesse nos investimentos ligados as áreas científicas e tecnológicas. E é esse mesmo desejo que nos move a captar cada vez mais o outro, o eu, um todo, e ser também captado pelo outro e pelo todo a todo instante.

A necessidade de ser visto, de ser observado, de ver e de observar, rompe com a palavra privacidade e nos da “PODER”!

“PODER” estar inserido, “PODER” não se sentir só, “PODER” “SER”, não apenas existir.

Andreia Moro Maranho


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