Com a explosão dos novos média, a geração claramente mais atraída e mais confortável com a evolução tecnológica da comunicação é a mais jovem. Para as pessoas que nasceram nos anos 80 ou 90, os novos média participam nas suas vidas, e estes os olham com complacência, e muitas vezes dependem deles como fonte de entretenimento e partilha de informação. Mas para a antiga geração, acredito que seja diferente. Como é que quem está habituado a comprar um jornal e a ter a informação imprensa em algo material vai-se habituar à ideia de ver as notícias num computador? Como é que se vão habituar a fazer “scroll down” em vez de virar a página?
O facto é que a nova geração conduz os novos média para níveis mais altos e fáceis de aceder, no que toca a partilha e conforto do seu uso. Isso traz consigo uma certa questão de valores. O que antes era sentar-se à volta do rádio ou da TV e esperar pela programa favorito, ou pelas notícias (categorizadas por outrem) agora é escolher qualquer altura do dia para ver qualquer programa ou para ler qualquer notícia que pretendemos saber. E também aquilo que vemos ou partilhamos constitui diferenças de percepções entre as gerações. O significado de privacidade, hoje-em-dia, é ditado pelos jovens, e o que para eles é aceitável de ser público, para os mais velhos não o é. A partilha de fotos de família ou de “noitadas” com os amigos é algo até encorajado pela nova geração. Esta liberdade que os jovens vêm não se traduz de maneira tão simples para os mais velhos. Os de gerações prévias estão habituados a ser mais cuidadosos, porque são mais velhos e temem pela sua saúde, segurança e privacidade.Eles preferem algo ao qual estão habituados, como o jornal em papel (com notícias seleccionadas por profissionais, em quem confiam), do que aventurar-se na Internet e pesquisar a informação por eles próprios.
Há outras questões que evidenciam a brecha entre gerações causada pelos novos média, mas deixo aqui um vídeo para resumir o meu argumento:
André Ribeiro