Os princípios dos novos média, devem ser considerados não como leis absolutas, mas como tendências gerais de uma cultura sobre computorização. À medida que a computorização afecta camadas mais profundas da cultura, estas tendências manifestar-se-ão mais e mais.
Princípio 1:
a) Representação numérica – são compostos por código digital. Os objectos digitais podem ser descritos formalmente, isto é, matematicamente: as suas unidades ou elementos são discretos ou quantificáveis, são unidades divisíveis às quais foi atribuída um valor numérico.
b) Os objectos digitais podem ser manipulados por algoritmos, isto é, são programáveis.
Princípio 2:
– Modularidade – tem a mesma propriedade estrutural, em diferentes escalas ou níveis.
Os elementos dos média podem ser representados como colecções discretas (pixéis, polígonos, voxels, caracteres, scripts, etc.), mesmo quando combinados em objectos maiores mantêm a sua modularidade.
Em suma, um objecto dos novos média consiste em partes independentes que por sua vez, consistem em partes mais pequenas e independentes até ao nível de pequenos átomos como pixels, pontos ou caracteres.
Princípio 3:
– Automação – princípio importante porque nos leva a considerar determinadas aplicações que o mesmo tem, e estou a considerar não em termos negativos para uma ou duas pessoas mas à escala da Humanidade. Falo da automação computacional nas práticas e instrumentos de guerra. Estará a nossa cultura que cresce sobre constante computorização a criar armas de destruição maciça que poderão a longo prazo ser a causa da destruição do Homem … vemos algumas nações tais como os Estados Unidos a apetrecharem-se das mais recentes tecnologias e terem ao seu dispor as inovações que poderão ser usadas em caso de conflito bélico. Exemplo disso são os mísseis Tomahawk.
Os mísseis Tomahawk são mísseis de cruzeiro de longo alcance, subsónico, introduzido pela General Dynamics na década de 1970 tendo sido essencialmente concebido como um míssil de médio/longo alcance, de baixa altitude, que pudesse ser lançado a partir de um submarino submerso.
O desenvolvimento do Agm-86 começou em meados dos anos 70. A utilização de engenhos não pilotados como forma de bombardeiro não é nova mas apesar disso mísseis como o Boeing ALCM surgiram com um pedido da força aérea americana para uma arma estratégica lançável de bombardeiros.
Existem ainda os drone controllers que são artilhados e comandados à distância. Os aviões sem piloto estão no Afeganistão, os controladores nos Estados Unidos realizando as operações por controlo remoto e vendo tudo o que se passa à sua frente.
Na manipulação que é feita dos objectos digitais, é preciso ter em conta a aplicação a dar aos mesmos. É preciso ver e rever conceitos para evitar males maiores.
Pedro Polónio