As redes sociais e a sociedade

Os novos média tornaram-se factores fundamentais na vivência e no quotidiano do ser humano. Hoje em dia, poucas (ou nenhumas) são as pessoas que não estão em contacto com os novos meios de comunicação, sendo a internet o meio predilecto. Os programas de conversação online e as redes sociais passaram a fazer parte do dia-a-dia dos jovens, o que, para muitos pode parecer algo completamente inofensivo, na verdade os perigos são imensos.

No passado dia 28 de Março de 2011 saiu uma notícia no jornal I, em www.ionline.pt, que dizia o seguinte:

Os jovens – cada vez mais obcecados pelas redes sociais e por programas de conversa virtuais – podem vir a  sofrer de problemas do foro psicológico. A “depressão do Facebook” afecta cada vez mais pessoas e desenvolve-se consoante a intensidade da relação que se tem com a rede social.

O Facebook é especialmente perigoso para jovens que sofrem de falta de auto-estima. Contudo, os investigadores não conseguem perceber se a depressão associada às redes sociais é um fenómeno associada exclusivamente à rede social ou se, por outro lado, é outra vertente da depressão comum.

Os jovens podem sentir-se na obrigação de actualizar constantemente a sua página na rede e de por fotos em que pareçam alegres, o que pode também levar a um maior desenquadramento e desadaptação do mundo real.

Especialistas afirmam que os pais têm um papel fundamental na prevenção da “depressão do Facebook” e que são eles que podem conversar e chamar a atenção dos filhos para os problemas relacionados com a vida social nas redes.

O Facebook, uma rede social lançada a 4 de Fevereiro de 2004, fundada por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Hughes, ex-estudantes da Universidade Harvard, que começou por ser uma forma de entretenimento, tem vindo a tornar-se cada vez mais num autêntico vício, vício esse que a juventude já não consegue dispensar, o que acaba por levar a consequências bastante negativas. É, essencialmente, a faixa etária dos 12 aos 18 anos que mais se expõe através das redes sociais, mas também nós, adultos, acabámos já por criar uma espécie de “bichinho” dentro de nós que já não dispensa um dia sem visitar uma rede social. Há que, acima de tudo, conhecer-mos os nossos limites e termos a noção de que há vida para além de uma rede social, e não deixarmos por nada que nos tornemos prisioneiros dela.

Os limites das redes não são limites de separação, mas limites de identidade. (…) Não é um limite físico, mas um limite de expectativas, de confiança e lealdade, o qual é permanentemente mantido e renegociado pela rede de comunicações.

Andreia Loureiro

About these ads

Calendário

Maio 2011
S T Q Q S S D
« Abr   Jun »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Estatística

  • 329,401 hits

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 1.211 outros seguidores


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.211 outros seguidores

%d bloggers like this: