A informática possibilitou o aumento da capacidade de expressão em meios como a televisão e o cinema, atribuindo às cenas realismo, e utilizando efeitos considerados inacreditáveis e convincentes.
Converteu-se num fenómeno de massas que se tornou capaz de criar e representar imagens fascinantes. Contudo, se não se tivesse apostado na contribuição indispensável de artistas e profissionais de várias áreas no desenvolvimento de complexos programas de tratamento de imagem a multimédia não teria tido uma evolução tão considerável.
Por outro lado, a forma como podemos trabalhar as imagens no computador ganha importância. Podemos copiá-las, modificá-las, alterando-lhes a cor, a luminosidade, o contraste, acentuando ou atenuando pormenores. Acabamos por manipulá-las, adaptá-las ao gosto de cada um, fazendo delas obras únicas e pessoais. Outro aspecto interessante é o que diz respeito ao tratamento de imagens através do computador, este não está apenas acessível a empresas e profissionais qualificados mas ao alcance de qualquer um de nós.
Hoje em dia podemos de forma fácil e rápida fazer downloads de uma ou mais versões dos mais diversos programas de edição e tratamento de imagem. A evolução dos programas e a “capacidade” dos computadores pessoais originaram a possibilidade de qualquer um de nós poder com mais ou menos jeito fazer uso da criatividade.
Este começo desta “linguagem artística” evidenciou-se com o aparecimento da imagem digital. Estas, transcritas em código binário para poderem ser entendidas pelo computador, são representadas pelo mapa de bits , e visualizadas por meio de uma serie de pontos (pixéis) de luminosidade diferente.
No que diz respeito à imagem digital, podemos dizer que há varias aplicações destinadas a tratar este tipo de imagem. Temos quer programas mais conhecidos e considerados fáceis como o Adobe Photoshop, quer programas mais profissionais, como o SuperPaint, o Criket Paint ou o Designer.
Podemos ainda falar noutros aspectos como a captação de imagens, a escolha do método de captação e digitalização, etc. Com o aparecimento das máquinas digitais em 1990, revoluciona-se a forma como se obtém, vê e se lida quer com a imagem quer com a fotografia. Com estas máquinas passamos a ter uma variada e melhor resolução e captação da cor, exposição e focagem. As máquinas passam a ter ecrãs LCD e a permitir a imediata visualização das imagens capturadas. O sistema de armazenamento altera-se, transferem-se dados directamente para um computador ou para uma impressora através de conexões como USB, Serial, Firewire, etc. As máquinas digitais passaram a permitir também a captação de vídeo. Este tornou-se facilmente editável e os processos de criação de efeitos especiais detinados a obras multimédia ou cinema simplificaram-se (o que permite brincar com as imagens pondo por exemplo, uma cabeça de uma pessoa no corpo de outra, combinar num mesmo plano um desenho animado e uma pessoa, modificando a aparência de pessoas ou coisas.
A informática acabou por revolucionar também o mundo da animação, facilitando o trabalho dos desenhadores que passaram a usar digitalizadores para a captação de imagens ou realizar provas de cor com grande rapidez. Permitiu também a existência de novas formas de animação, como animações a três dimensões, característica dos jogos de acção e simulação.
A informática abre assim inúmeras possibilidades à experimentação. A imaginação ou criatividade do artista não ficam, desta forma, presas às limitações dos suportes ou materiais, permitindo a criação de obras virtuais.
Carmen Gouveia