Todos aprendemos a escrever direito, em cima das linhas, letras perfeitas, palavras correctas e completas. Até ao aparecimento do MSN, por exemplo, começámos a aprender a falar por códigos. Reduzir as palavras para ser mais rápido e até inventar palavras que substituíssem outras mais complicadas.
Talvez ainda antes da internet e das redes sociais, no telemóvel já se utilizavam expressões diferentes. Muitas das vezes, adaptamos ao inglês. Temos o exemplo do “ok”, diversas formas de expressão: okay, k, ókapa. No entanto, há ainda pessoas que preferem adicionar letras, dando ênfase à palavra.
O problema é quando, numa conversa mais formal, queremos encontrar a palavra certa e em português e só a sabemos em inglês ou na língua em que é mais utilizada, o que dificulta bastante. Mas há ainda quem escreva correctamente.
A utilização de smiles também é constante e muitas vezes, quando não os usamos, somos mal interpretados. A grande variedade que existe, leva-nos a pensar que por vezes nem são precisas palavras, ainda que não estejamos a ver a outra pessoa. Há smiles de contente, triste, enjoado, extasiado, irritado, com óculos, entre outros e há também de animais ou outros objectos inanimados.
Pomo-nos a pensar, será que qualquer dia vai valer a pena haver teclado num computador? A quantidade de funcionalidades que os novos equipamentos possuem, fazem-nos pensar que daqui a uns tempos não temos que mexer nem um dedo.
Ana Gonçalves