Arquivo de Junho 5th, 2011

A Arte digital é eterna?

As artes digitais produzidas com o computador  utilizando os programas (softweres) são  armazenadas ou guardadas em arquivos e em CDs ou DVDs.  Depois de todo processo criativo e  finalização serão  apresentadas nos espaços publicos nas galerias e museus, esses espaços são importantes  para que os artistas mostrem suas obras, com isto, serem reconhecidos e consequentemente,  fazer com que o publico tenha contato com outros meios de fazer arte, evidenciando que a arte convencional e a arte digital podem conviver no mesmo espaço.

Porém,  há um grande problema a vista que é a preservação da arte digital e sua salvaguarda. Atualmente grande parte das obras estão gravados nos CDs e DVDs, porquanto, estarão  a salvos por  muito tempo como acontece com uma  pintura em tela e uma escultura que foram  feitas (algumas dentre tantas)  a três séculos e ainda se encontram preservadas e autenticas nos museus?

Diante da acelerada vida tecnológica dos hardwares que estão em constante mutação e desenvolvimento será que a arte digital terá os mesmos suportes(leitores óticos/CDs/DVDs), atuais e poderá ser vista daqui a dez décadas?

Um exemplo mais claro: algumas obras que  foram gravados em fitas rolos de filmes e fitas VHS e o suporte para fazer a leitura (os aparelhos de videocassetes), estão ultrapassados e  não há manutenção ou peças de reposição e deverão ser  transportados para os DVDs ou CDs e ao modificar o suporte  não perdem sua originalidade e autenticidade como Benjamim  havia profetizado? O suporte é parte integrante de uma obra de arte, os recursos utilizados para sua produção também, por isso, a arte digital/ multimédia é sem dúvida um desafio enorme que os museus terão que lidar para manter, salvaguardar e preservar as obras que integram o seu acervo e requer especialização, estudos e pesquisas de novas técnicas de preservação  para atender as tranformações no mundo da arte.

Manoelito Neves

The Museum of Me

O que será ver a nossa vida social num museu virtual?

Curiosamente é possível tornar esta situação real:

http://www.intel.com/museumofme/r/index.htm
Acedendo a este site e clicando em ‘’Connect to Facebook’’ é aberta uma página com uma aplicação do facebook que permite que se aceda à nossa informação social, possibilitando a visualização das nossas interacções pessoais, num contexto virtual museológico.
Ao darmos permissão para que tal aconteça é criado um vídeo da suposta exposição virtual ‘’The Museum of Me’’ que consiste em aplicar as nossas fotografias como quadros em exposição, as nossas publicações textuais em telas, os nossos vídeos, as nossas músicas em componentes do Museu. Faz-se também uma navegação dos nossos amigos onde, para finalizar, se constrói a rede social em si, as ligações humanas via internet.
É interessante reparar que o propósito desta interacção, tende, na minha opinião, a fundamentar-se numa forma de humanizar o que é meio digital remediando o espaço museu como espaço de exposição física e engrandecendo as redes sociais.

Filipa Lima

Os medias e a educação musical.

http://www.youtube.com/watch?v=KPc6R03tIbI&feature=related.

EarMaster é um software da música lançado em 1996 pelo editor dinamarquês Miditec, que mudou seu nome para EarMaster ApS em 2005. A primeira versão do EarMaster foi baseada no protótipo do software DOS, mas desde 1996, evoluiu continuamente com o ósmio de Microsoft Windows. Em novembro de 2008, EarMaster transformou-se em uma multi-plataforma com a liberação de uma versão para Mac OS X. O foco principal do EarMaster é o treinamento da percepção e da teoria musical. Três edições de EarMaster existem: Earmaster essencial, EarMaster pro (versão padrão), e escola de EarMaster (versão educacional).

Assim como ear master, gnu solfejo e band in a box existem inúmeros softwares que auxiliam a formação musical. Além de dar a possibilidade para uma iniciação musical ao individuo, pode também contribuir para os estudos de um músico profissional. Estes meios permitem o acesso para o desenvolvimento musical do individuo que não tem condições de adquirir um instrumento musical, em especial o piano, que é um excelente instrumento que dá as condições necessárias para os exercícios de percepção musical. Em contrapartida, estes softwares tem o carácter de auxílio na aprendizagem na formação musical, e não a substituição da aprendizagem do contato humano e dos instrumentos musicais tradicionais, uma vez que eles foram criados para o usuário interpretar e compor não só com as formas tradicionais.

Nestes programas tem em comum: A linguagem musical e a digital,  pois utilizam partituras e sons de instrumentos musicais digitalizados.Portanto, ocorre um processo de remediação que  Jay David Bolter e Richard Grusin aplica no seu livro: Uma teoria dos novos média digitais, que  consiste em uma linguagem do conteúdo de um meio representado no outro meio, ou seja, os dispositivos digitais permitem a simulação sonora do instrumento e da teoria através do uso do rato ou do toque no ecrã.

Outra teoria que se aplica na utilização desses médias é a de Lev Manovich que são os conceitos de variabilidade e a da transcodificação cultural, que ambos se desenvolvem a partir da representação numérica e da modularidade. Na variabilidade fica expressada pela grande quantidade de versões que ampliam ou modificam os softwares já existentes, enquanto na transcodificação cultural é a possibilidade do individuo não só depender de um ensino musical em conservatórios, mas tendo estes softwares permite a complementação da prática musical, permitindo que ocorra a transformação dos códigos culturais com as computacionais.

Os média vão cada vez mais se ampliando e com ela traz a possibilidades de dar acessibilidade e informação, e não acontece diferente na música. O que se deve preservar é a prática do ensino humano complementada com os novos média.

Bruno Fernandes Oliveira.

Contrata-se Rosey

Rosey é um robô que não só faz as tarefas domésticas de um lar, mas também tem o comportamento e sentimentos humanos. Essa personagem da série animada Os Jetsons,criada pela empresa Hanna-Barbera, que surgiu na década de 60 cujo o tema central é a tecnologia a serviço do bem estar da humanidade. Nesta série apresenta-se carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, a inexistência da poluição, programas de entretenimento e aparelhos eletrodomésticos com tecnologias muito avançadas onde as máquinas estão a serviço do homem.

Em alguns pontos desta série que Hanna-Barbera produziu não está tão distante do nosso dia-a-dia. A empregada Rosey simboliza o que desde a Revolução Industrial até a tecnologia atual promove para a sociedade que é o antagonismo social tecnológico, onde nem todas as civilizações possuem capital para ter acesso a ela, e a outra forma que a tecnologia promove é o desemprego. Se por um lado a tecnologia promove a velocidade e a precisão para algumas empresas, por outro trás o desemprego e a competitividade para as pessoas que não a adere. O êxodo rural é um exemplo em que o individuo obriga-se ao deslocamento para zona urbana e tem que se enquadrar nos moldes impostos pelo mercado industrial, tecnológico e da comunicação, sendo que uma vez que o individuo não se atualiza ao mercado, ele será superado por outro.

Hoje não temos casas suspensas, carros voadores ou a inexistência da poluição, mas outros exemplos que a série Os Jetsons profetizaram já se concretizaram. A automação e a substituição da mão humana pelas máquinas são algo comum em quase toda parte do planeta, ora garantindo a comodidade para o homem, ora causando a competitividade pelo domínio da mão de obra especializada. E essa mão de obra especializada não só compete ao duelo do homem versus homem, mas já abrange outro duelo entre o homem versus máquina.

Bruno Fernandes Oliveira.

Um filme por todos. Todos por um filme.

No ano passado, o website Youtube lançou um desafio a vários utilizadores: filmarem um excerto do seu dia-a-dia, especificamente no dia 24 de julho. O objectivo? Criar uma longa-metragem que mostre uma amostra de um dia no planeta terra vivído pelos humanos, em diferentes sociedades e prespectivas. O realizador, Ridley Scott, pretendia capturar o geral da paixão humana pelas pequenas coisas (ou pela vida em si) e imortalizá-la numa cápsula temporal que servirá para mostrar a gerações futuras (e também para a actual) como é que é foi viver neste planeta nesse dia.

O filme em si será uma prova de como os média influênciam e servem para a comunicação entre todos os indivíduos com acesso aos mesmos. A remediação das memórias nesse dia vão incorporar-se num outro elemento mediático. A obra será a derradeira prova do impacto da mediação moderna no planeta, e como até é possível gravar e reproduzir (de uma certa maneira) os nossos momentos e episódios da nossa existência.


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