http://www.youtube.com/watch?v=KPc6R03tIbI&feature=related.
EarMaster é um software da música lançado em 1996 pelo editor dinamarquês Miditec, que mudou seu nome para EarMaster ApS em 2005. A primeira versão do EarMaster foi baseada no protótipo do software DOS, mas desde 1996, evoluiu continuamente com o ósmio de Microsoft Windows. Em novembro de 2008, EarMaster transformou-se em uma multi-plataforma com a liberação de uma versão para Mac OS X. O foco principal do EarMaster é o treinamento da percepção e da teoria musical. Três edições de EarMaster existem: Earmaster essencial, EarMaster pro (versão padrão), e escola de EarMaster (versão educacional).
Assim como ear master, gnu solfejo e band in a box existem inúmeros softwares que auxiliam a formação musical. Além de dar a possibilidade para uma iniciação musical ao individuo, pode também contribuir para os estudos de um músico profissional. Estes meios permitem o acesso para o desenvolvimento musical do individuo que não tem condições de adquirir um instrumento musical, em especial o piano, que é um excelente instrumento que dá as condições necessárias para os exercícios de percepção musical. Em contrapartida, estes softwares tem o carácter de auxílio na aprendizagem na formação musical, e não a substituição da aprendizagem do contato humano e dos instrumentos musicais tradicionais, uma vez que eles foram criados para o usuário interpretar e compor não só com as formas tradicionais.
Nestes programas tem em comum: A linguagem musical e a digital, pois utilizam partituras e sons de instrumentos musicais digitalizados.Portanto, ocorre um processo de remediação que Jay David Bolter e Richard Grusin aplica no seu livro: Uma teoria dos novos média digitais, que consiste em uma linguagem do conteúdo de um meio representado no outro meio, ou seja, os dispositivos digitais permitem a simulação sonora do instrumento e da teoria através do uso do rato ou do toque no ecrã.
Outra teoria que se aplica na utilização desses médias é a de Lev Manovich que são os conceitos de variabilidade e a da transcodificação cultural, que ambos se desenvolvem a partir da representação numérica e da modularidade. Na variabilidade fica expressada pela grande quantidade de versões que ampliam ou modificam os softwares já existentes, enquanto na transcodificação cultural é a possibilidade do individuo não só depender de um ensino musical em conservatórios, mas tendo estes softwares permite a complementação da prática musical, permitindo que ocorra a transformação dos códigos culturais com as computacionais.
Os média vão cada vez mais se ampliando e com ela traz a possibilidades de dar acessibilidade e informação, e não acontece diferente na música. O que se deve preservar é a prática do ensino humano complementada com os novos média.
Bruno Fernandes Oliveira.