A busca pela imediacia é interminável. É uma busca pela “experiência sem mediação”, como referido por Bolter e Grusin. E um dos obstáculos a essa transparência tem sido o interface do utilizador com o computador. O rato, o teclado, ecrãs tácteis, luvas e capacetes têm o obectivo final de nos introduzir cada vez mais no mundo digital. O ser humano avança na fusão com o digital, na imersão que prentende mais completa. Somos cada vez mais cyborgs, mais ainda se considerarmos o conceito de cyborg apresentado por Amber Case, antropóloga (http://www.youtube.com/watch?v=z1KJAXM3xYA), com um sentido muito mais lato do que aquela visão de um homem impregnado de componentes electrónicos.
No vídeo que apresento no início, esta busca ganha uma nova forma, talvez aquela que melhor concretiza a fusão do mundo real ao mundo virtual. É, a meu ver, uma abordagem inovadora na conceptulização da relação entre homem e máquina, já que se opta por trazer o digital para mundo real em vez de procurar formas de imergirmos no digital. De certa forma, a imersão torna-se completa. Toda a informação digital projectada no nosso mundo, nas coisa nas pessoas, nas situações.
Depois de considerarmos as novas tecnologias como um extensão da nossa mente, de nos percebermos como cyborgs , no sentido em que já dependemos de inúmeros dispositivos para levar a cabo a nossa vida, esta tecnologia provoca uma extensão do mundo virtual ao mundo real, um processo de certa forma inverso aos que temos analisado mas não menos consequente no futuro das nossas vidas.
Rui Carvalho