A tecnologia e a cultura

Marshall McLuhan tinha dito, “o meio é a mensagem “ De facto, o meio em si traz já um conteúdo que muda o homem, que muda a forma como a sociedade se organiza e como pensa.

Antigamente se uma pessoa encontrava uma outra pessoa a falar sozinha na rua iria estranhar muito. Hoje em dia não é assim, logo que vemos um telemóvel na mão duma pessoa a falar supostamente “sozinha”, sabemos que não está a falar sozinha. Outro exemplo é que talvez as pessoas antigamente nunca imaginavam que uma pessoa iria poder falar com outra pessoa através duma “tábua”. Uma pessoa vinda do passado que iria fazer um viagem pelo tempo iria assustar-se ao descobrir as tecnologias do ano de 2012. Virá a tábua como uma tábua e provavelmente era capaz de dizer que aquilo era fruto do diabo. Portanto, essa mesma pessoa iria ver o meio em si, o material, pois não teria a noção, nem o conhecimento requerido para perceber o que era aquilo.

É ai que vemos que a tecnologia muda a cultura. Hoje em dia já estamos tão habituados que já não vemos o meio, sendo algo de simplesmente material, mas vemos o mundo que está por detrás, tomando exemplo na televisão ou no computador. A não ser que aconteça algo que revele o meio. Ou seja, um exemplo seria que o meio deixe de funcionar por qualquer razão técnica. Aí iria acontecer algo que se poderia assemelhar a um estado de hipermediacia, o meio revelar-se-ia e mostraria que tem limites. Eu própria experienciei isso há pouco tempo quando o meu computador deixou de funcionar por causa ainda desconhecida. É um pouco frustrante quando isso acontece na sociedade de hoje, pois quando se tem um trabalho para entregar e fazer-lo sem computador torna a coisa um pouco mais difícil. Outras pessoas ficariam frustradas no sentido se não podessem utilizar as redes sociais. O meio é uma espécie de extensão do nosso sistema nervoso e por isso mesmo, se o meio nos falta parece que perdemos uma parte nós.

Retomando o tema de hipermediacia, aconteceu que o meio revelou-se, o contrário seria que não se note o meio, ou seja a imediacia. Ou seja, muitos de nós com o habito esquece-mo-nos do meio em si e perde-mo-nos fascinados pelo mundo virtual. Como se fosse uma janela aberta à nossa frente e sem limites. A gente esquece-se que interagimos com processos automáticos criados por programadores, quais fizeram programas altamente complexos de algoritmos, nos quais no próprio código uma vírgula ou um ponto pode fazer com que o programa não funcione.

Com os computadores, já pré-programados fazemos tudo com muito mais rapidez. Finalmente, os médias e os médias digitais mudaram e continuam a mudar os nossos hábitos, o modo como nos pensamos e como nos organizamos.

 

Vanessa Gomes

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