O desejo secreto do Homem

Desde sempre o Homem questiona-se sobre: O que é a vida? O que fazemos aqui? Quem somos nós? E qual o propósito de tudo isto? Não sei se estamos perto ou longe de responder a estas questões, mas quanto mais o Homem se questiona mais cresce dentro de si o seu mais secreto desejo: a posteridade – o ficar, o permanecer, o deixar algo para sempre…

Escrever, fotografar, filmar, gravar (em pedra, madeira, papel, compact disk ou qualquer dispositivo que o permita) são meios de nos perpetuarmos. São estas as maneiras que arranjamos, que inventamos de nos prolongar pela eternidade (ou pelo tempo que durarem, e certamente duraram mais do que um frágil corpo humano).

Science Blogs. [online] Disponível na Internet via WWW.URL:  http://scienceblogs.com/clock/spiral%20clock.jpg. Arquivo capturado a 13 de Março de 2012

Ilustração 1 – Science Blogs. [online] Disponível na Internet via WWW.URL: http://scienceblogs.com/clock/spiral%20clock.jpg. Arquivo capturado a 13 de Março de 2012

São extensões do Homem que lhe permitem vencer a morte. É este o maior e mais secreto desejo de todos nós, a luta interminável da humanidade por permanecer de alguma forma na memória dos que virão.

Todos estes meios, o capturar a imagem (fixa e em movimento),o som, proporcionaram-nos parar o tempo, como nos diz, a certa altura, Friedrich Kittler, em “Gramophone, Film, Typewritter” – “O que o fonógrafo e o cinematografo, (…), permitiram armazenar foi o tempo (…)”.

É para isso que servem todos estes novos média, mais meios de nos comunicarmos ao futuro, de nos revermos uns aos outros, de nos eternizarmos para além do tempo.

 

Sílvia Salzedas

Como participam os média digitais nos meus processos formais de aprendizagem? Como uso a internet e o computador? Que programas e plataformas uso?

Bem como ponto de partida gostaria de começar por um pequeno momento nostálgico. Tenho 28 anos e voltei recentemente a estudar, tenho uma vaga ideia de ter deixado a escola mais ou menos em 2003. Não me parecia ter sido assim há tanto tempo, não fossem as grandes diferenças que senti no meu retorno, especialmente, em termos da utilização dos meios digitais e electrónicos de que agora dispomos. Recordo-me como era gratificante ver um vídeo (sim, ainda no velhinho VHS), ou escutar uma peça musical num rádio de cassetes, ou mesmo ver imagens em slides retro projectadas em nada mais do que uma parede numa sala de aula, e era sempre uma aula diferente, algo que saía do normal, da rotina que a escola pressuponha.

Chegada à faculdade, e começado logo na inscrição, é necessário, e bem mais fácil e cómodo fazê-lo em casa através do computador e da Internet. E nas aulas propriamente ditas, deparo-me com o facto de qualquer aula ser leccionada através da utilização do computador. A espera inicial para que o aparelho funcione nas devidas condições, a espera pelo técnico informático que virá, sempre à disposição de qualquer docente, para arranjar meio de que se projecte na tela a matéria preparada em casa. Agora é a rotina escolar. Agora seria surpreendente que tal não acontece-se.

No fundo é assim, que hoje em dia, os média digitais participam nos meus processos formais de aprendizagem, assim e através do envio de muitos dos materiais que necessito para a minha formação académica, e aproveito a oportunidade de agradecer. Também a pesquisa de livros, imagens e informação é um auxiliar importante na forma como organizo e faço os trabalhos que me são propostos. Fora do âmbito escolar são inúmeras as formas como utilizo o computador e a Internet. Tão inúmeras e infinitas que eu não posso descrever todas, desde pagamentos de serviços à simples audição de uma música a meu gosto.


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