Desde sempre o Homem questiona-se sobre: O que é a vida? O que fazemos aqui? Quem somos nós? E qual o propósito de tudo isto? Não sei se estamos perto ou longe de responder a estas questões, mas quanto mais o Homem se questiona mais cresce dentro de si o seu mais secreto desejo: a posteridade – o ficar, o permanecer, o deixar algo para sempre…
Escrever, fotografar, filmar, gravar (em pedra, madeira, papel, compact disk ou qualquer dispositivo que o permita) são meios de nos perpetuarmos. São estas as maneiras que arranjamos, que inventamos de nos prolongar pela eternidade (ou pelo tempo que durarem, e certamente duraram mais do que um frágil corpo humano).
![Science Blogs. [online] Disponível na Internet via WWW.URL: http://scienceblogs.com/clock/spiral%20clock.jpg. Arquivo capturado a 13 de Março de 2012](http://scienceblogs.com/clock/spiral%20clock.jpg)
Ilustração 1 – Science Blogs. [online] Disponível na Internet via WWW.URL: http://scienceblogs.com/clock/spiral%20clock.jpg. Arquivo capturado a 13 de Março de 2012
São extensões do Homem que lhe permitem vencer a morte. É este o maior e mais secreto desejo de todos nós, a luta interminável da humanidade por permanecer de alguma forma na memória dos que virão.
Todos estes meios, o capturar a imagem (fixa e em movimento),o som, proporcionaram-nos parar o tempo, como nos diz, a certa altura, Friedrich Kittler, em “Gramophone, Film, Typewritter” – “O que o fonógrafo e o cinematografo, (…), permitiram armazenar foi o tempo (…)”.
É para isso que servem todos estes novos média, mais meios de nos comunicarmos ao futuro, de nos revermos uns aos outros, de nos eternizarmos para além do tempo.
Sílvia Salzedas