Arquivo de 3 de Março, 2009

Nós (as máquinas) somos criadores de outras máquinas

A tipografia é uma arte que nos permite criar um texto (ainda que fisica ou digitalmente). Trata-se de uma composição legível e, no caso da imprensa, é necessário uma preocupação com a escolha do papel, com a tinta e com a impressão. O vídeo que observamos numa das aulas de Introdução aos Novos Média é, basicamente um ensaio sobre a tipografia: a sua história, os seus inventores e a sua anatomia.
A típica ideia que todos nós temos da tecnologia é que esta avança assustadoramente, ao ponto da dependência total dos meios digitais. Sim, é cada vez mais difícil encontrar pessoas que não tenham nenhum objecto tecnológico que, claro, facilitam a vida a toda a gente. Seja um telemóvel, um computador portátil… Eu diria que a tecnologia é um avanço constante das capacidades mentais do Homem. Nós, Homens, somos máquinas criadoras de outras máquinas. Usamos as máquinas que produzimos e estamos cada vez mais dependentes da nossa criação. Hoje em dia temos mais de cem músicas num mp3 (um aparelho do tamanho de um porta-chaves), mil sms’s guardadas num telemóvel, um Mundo dentro de um computador!
A tecnologia que o homem produz está ao serviço da comunidade. Mas não nos esqueçamos disto: apesar desta dependência tecnológica, a ciência e a tecnologia são dois conceitos fundamentais para o avanço e progresso da humanidade! No entanto não nos podemos deixar iludir pelas personagens que encarnamos na Internet. Devemos saber distinguir o virtual do real e a dar importância às verdadeiras coisas da vida: o amor, a amizade, a família,entre outros.

Ana Sofia Lopes

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Tecnologia Vs Sociedade

Eu, Carlota Ambrósio confesso-me.

Sou uma viciada em Tecnologia.

Tenho um telemóvel de terceira geração.

Tenho um leitor de mp4.

Tenho um computador portátil.

Caramba, até uma chaleira eléctrica tenho!

Pensaremos um pouco; o que é que não temos hoje que não use uma via electrónica ou tecnológica?

Pouca coisa.

A tecnologia domina o mundo.

Ou somos nós que estabelecemos, impingimos, de certo modo a tecnologia á sociedade?

Impingimos de tal modo a tecnologia que esta quase se tornou num estereótipo social, em que se não usamos o computador ou não temos internet em casa, “somos totós” . É ao que se chama ser hipócrita á boa maneira.

A evolução da tecnologia trouxe muitas coisas.  A Internet deve ser das mais utilizadas. Esse “antro de perdição” de alguns, passatempo de alguns e um real instrumento de trabalho para uns quantos. The Machine como lhe chama Michael Wesch. Domina o nosso quotidiano. Até o imaginário por vezes.

Casas para vender? A internet dá a resposta.

Música, filmes, séries para sacar? A internet dá a resposta.

Notícias na hora? A internet dá!

Até rádio online tem!

Consultamos dicionários, e enciclopédias online. Perdemos o velho hábito da procura manual. Ainda saberemos consultar uma enciclopédia daqui a uns anos? Ou o velho formato do papel estará extinto das enciclopédias, aos jornais e revistas? Estará um dia toda a informação possível digitalizada e de fácil acesso?

A tecnologia liga-nos ao mundo. Mas afasta-nos do real e do local.

Quando o professor nos pediu para imaginar como teria sido ver o primeiro filme, ouvir pela primeira vez uma gravação, observar a primeira fotografia pela primeira vez, descobri que seria uma tarefa impossível!

E porquê?

Porque devido á instituição que é a internet, temos acesso a músicas, vídeos, fotografias em pequenos espaços de tempo; tornou-se uma coisa tão banal, tão quotidiana que é difícil de imaginar o mundo sem elas. Por isso é tão difícil de tentar perceber a primeira sensação.

Somos uma geração mediatizada

E nunca ninguém nos vai tirar isso. Não aguentaríamos.

Nós somos a internet? Somos.

Nós fazemos a internet? Fazemos.

A internet usa-nos? Sem dúvida nenhuma!

Carlota Ambrósio

Da surpresa ao fanatismo – Uma questão de contextos

“Uma imagem vale mais que mil palavras”. Recorrendo a este velho cliché, compreendemos de imediato a importância que certos inventos detêm. Refiro-me, claro, ao registo de imagem (seja estática ou em movimento), que nos dias que correm se revela fundamental e indispensável para a transmissão e difusão de tudo o que podemos imaginar (desde uma pequena terra perdida no mapa a uma catástrofe colossal).

Mas, mais do que questionar como surgiu, é importante reflectir sobre os efeitos que estas descobertas desencadearam. Isto a vários níveis: desde a reacção de um simples leigo na tecnologia às repercussões a nível informativo. Era, pois, um dos primeiros passos para a criação da grande “aldeia global”.

Ora, qual terá sido a reacção daqueles que experimentaram pela primeira vez ver a projecção do movimento numa tela? Muito podemos especular, mas nunca estaremos certos de nada. Surpresa? Admiração? Fascínio? Suspeição? Medo?

Tudo isto não passa de um produto do contexto em que tal acontecimento ocorreu (o primeiro vídeo) – é, pois, uma questão cultural. Nunca poderemos comparar a reacção à evolução com as verificadas hoje em dia, pois “o homem é ele e a sua circunstância” (Ortega y Gasset). Ou seja, toda a envolvência concorre para a formulação de uma opinião, desde o contexto social ao geográfico, passando pelo meio tecnológico envolvente, assim como os preconceitos e o passado cultural.

Algo de novo! Nunca antes verificado! Uma realidade COMPLETAMENTE nova! Como reagir? Não sabemos.

A meu ver, tem-se vindo a verificar uma transformação da surpresa anteriormente experimentada face à novidade tecnológica pela aceitação passiva e a adoração exagerada, convergindo em casos de fanatismo.

Já nada nos espanta. Depois do homem ter ido à Lua, tudo é possível.


O vídeo que escolhi serve bem para ilustrar esta mensagem que pretendo passar: a aceitação das novas tecnologias nunca foi tão boa. Milhares de pessoas passam umas boas horas (até dias!) numa fila para poderem adquirir o gadget do momento: iPhone.

Aqui levanto outra série de questões: até que ponto esta tecnologia é fundamental para o Homem? Um capricho ou uma necessidade? Uma ferramenta de trabalho ou um brinquedo de entretenimento? Os avanços tecnológicos de hoje são tão revolucionária como outrora foram a fotografia ou o gramofone? O repto está lançado, cada um que julgue por si.

Inês de Almeida


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