Arquivo de 17 de Março, 2009

Já não funcionas sem Internet?!

Actualmente, a dependência da Internet está mais presente nos nossos dias do que aquilo que possamos imaginar, principalmente nos jovens que passam horas a fio ligados ao pequeno ecrã. Esta dependência manifesta-se como uma inabilidade do indivíduo em controlar o uso e o envolvimento crescente com a Internet que, por sua vez, pode conduzir a uma progressiva perda do controle.

Com efeitos sociais significativamente negativos, os jovens que despendem um número de horas excessivas na Internet, normalmente, procuram-na como um meio de alíviar o stress, a tensão e a depressão, que são característicos desta fase, e apresentam uma perda de sono que surge como consequência do efeito psicológico causado. Além disto, os dependentes deste meio, usam-no como uma ferramenta social e de comunicação pois têm uma experiência maior de prazer e satisfação quando estão on-line.

Esta procura excessiva pela Internet, pode ser encarada como uma busca de auto-estima que, até então, era inexistente; uma superação de timidez; uma baixa confiança em si próprio, entre outros factores.

Alguns estudos, apresentam critérios de dependência da Internet, como por exemplo, a preocupação sistemática com a Internet, a necessidade de aumentar o numero de horas conectado para obter o mesmo nível de satisfação, mente aos outros respectivamente às horas passadas conectado em frente ao computador, apresenta sintomas de irritabilidade e depressão, entre tantas outras causas.

Para uma melhor ilucidação desta ideia de dependência, escolhi um video do anuncio publicitário “optimus kanguru”, exposto em cima, onde os jovens só têm vida enquanto conectados mas, se a Internet for desligada, caiem no chão, como mortos, e só se voltam a estabelecer se forem conectados novamente. Parece que já ninguém funciona sem Internet!

Andreia Conde

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Tecnológic’ó dependente?!

Em prol do que nos foi proposto numa das aulas de Introdução aos Novos Média, no passado dia 15 de Março, anotei todos os meus actos que implicavam o uso da tecnologia. Ao fim do dia, quando revi tudo o que tinha anotado, ja nem sabia como definir o efeito causado. Por um lado, se me sentia satisfeita por estar tão a par das novas tecnologias, ou, se por outro, sentia pavor por só agora me ter apercebido que estava tão dependente delas.

O contacto com as tecnologias iniciou-se logo pela manhã. Assim que acordei, a primeira coisa que fiz foi ligar a televisão e nem sequer me sentei confortávelmente no meu sofá a apreciar o que estava a passar naquele instante, o que seria o mais lógico, mas não. Liguei-a apenas por ligar, o que me deixa deveras intrigada. Parte-se do pressuposto que quando se liga a televisão seja para assistir a algum programa específico… As mensagens nos telemóveis começaram pouco tempo depois. Foram 127 mensagens enviadas e 135 mensagens recebidas, números que até então me passavam completamente ao lado. Também a internet marcou presença neste dia, na medida em que, estive 6horas, embora não seguidas, em frente do pequeno ecrã a navegar por mundos desconhecidos e outros conhecidos até bem de mais. E agora que releio todos os meus apontamentos, salta-me à vista as horas das 17.15 onde tinha, precisamente, a televisão e a internet ligadas e, paralelamente, trocava SMS em dois telemóveis e tudo isto ao mesmo tempo. E ainda não ficou por aqui. Antes de ir dormir, ainda liguei o MP4 só porque gosto de adormecer a ouvir música, sem nunca antes ter pensado que ele iria ficar ligado toda a noite e maior parte do tempo a “tocar para o boneco”. Será que com esta parafernália de recursos tecnologicos, alguma vez consigo descançar o meu cérebro o suficiente?

A verdade é que, antes de fazer esta proposta, não tinha a mínima noção do quão as tecnologias estavam presentes na minha rotina quotidiana e quase com toda a certeza, que me escaparam algumas. Mas se estes resultados já me assustaram, é melhor não pensar em mais nada. Só sei é que isto é um ciclo vicioso que se vai repetindo dia após dia…

 

Andreia Conde

Tecnologia: brinquedo para uns, salvação para outros!

 

Os limites de uma pessoa com deficiência dependem dos limites tecnológicos do seu país.” (Marco Antonio Queiroz – deficiente visual)

A tecnologia persegue-nos hoje como a nossa própria sombra mas nem sempre está ao auxílio daqueles que mais precisam dela. É o caso dos deficientes motores, visuais, etc… que procuram nas tecnologias uma forma de ultrapassar barreiras que a vida lhes incutiu. Elas desempenham HOJE mais que nunca uma forma de inserção do indivíduo mais incapacitado na sociedade e fazem com que ele tenha uma vida normal sem que tenha sempre em mente que algum problema lhe afecta os sentidos mais básicos, impedindo-o de realizar uma vida comum. A primordial cadeira de rodas é hoje substituída pelos mais diversos artefactos e mesmo estas são cada vez mais ‘modernas’, com novos equipamentos e mais facilmente utilizáveis. Contudo, como sempre acontece, quanto maior o grau de sofisticação, maior o preço a pagar por um bem que é tão essencial para aqueles que dela precisam como para nós é um simples par de botas. Nem todos podem pagar para escrever um simples texto em Word, deslocar-se sem ajuda de outra pessoa ou mesmo ler um simples anúncio na rua. Nem todas as aldeias, vilas, cidades e mesmo países têm capacidade para acolher deficientes motores, visuais ou qualquer que seja o seu tipo de deficiência. A sociedade ainda não está estruturada de forma a interagir livremente com aqueles que, por diversos motivos, se tornaram diferentes e que batalham para que essa diferença seja menos acentuada recorrendo ao que de mais novo existe no mercado.

A tecnologia de ponta dá conta de soluções I-Touch. Existem telas que lêem sites para cegos, comandos de voz que permitem a um tetraplégico produzir textos em Word, computadores de mão que, sincronizados com os telemóveis por bluetooth permitem, não só fazer chamadas, mas comandar qualquer coisa em casa que tenha um controlo remoto, entre outras.

Muito mais que proporcionar uma inclusão digital, estas tecnologias assumem um papel fulcral de inserção social. A sociedade contemporânea ultrapassa então uma barreira insignificante para uns, mas tão importante para outros, como sempre, com recurso as tecnologias. A vida resume-se à tecnologia.

Filipe Metelo

 

(Re)Criação da Aldeia Global

We shape our tools and afterwards our tools shape us.”

Marshall McLuhan

 Concebido pelo sociólogo e professor na escola de comunicações da Universidade de Toronto – Herbert Marshall McLuhan – o conceito de Aldeia Global corresponde a uma nova visão do mundo exequível através do desenvolvimento das tecnologias modernas de informação e de comunicação. Segundo McLuhan, as separações geográficas eram anuladas através da informação electronicamente transmitida. Deste modo, as barreiras entre os centros de decisão, produção e distribuição (à escala mundial) eram inexistentes. Está assim, a aldeia global, claramente relacionada com o conceito de globalização. Os meios electrónicos de comunicação à distância permitiam, além de aumentar os domínios de organização social, suprimir, em grande medida, a sua fragmentação geográfica. Assim, permitiu que qualquer acontecimento tenha reflexos noutro local espacialmente longínquo.

 O que significa isto afinal?

A distância deixa de ser impeditivo para inúmeras coisas. A sociedade altera-se, o modo de agir adapta-se a esta nova distância fictícia. Assim a sociedade muda devido a algo que ela criou. A aldeia global, criada pelos homens altera a sua própria conduta. Será isto bom? Mau? Não está em causa, mas a reflexão crítica sobre este assunto é inevitável.

É certo, isso sim, que os homens criam as ferramentas e estas recriam os homens.

Mariana Domingues


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