Arquivo de 24 de Março, 2009

Ainda a escrita

LogoÉ a despersonalização da escrita o maior mal da era tecnológica, no que toca a este aspecto? Não me parece. Mais que uma escrita standard e impessoal, verificamos uma falta de conhecimento da mesma. Por outras palavras, não sabemos escrever!

O que seria de nós se o Word não corrigisse os nossos erros? O comodismo humano é tão, mas tão demarcado que o Homem (generalizando) já nem se dá ao trabalho de aprender gramática, ortografia e afins. Tudo porque estas pequenas máquinas que funcionam com 0’s e 1’s incorporam um belo dicionário que nos oferece um vastíssimo léxico incorporado, que corrige acentos, identifica erros e sugere opções, algo que a escrita manual não proporciona.

Dir-me-ão que a mente humana falha e, muitas das vezes, não detecta os seus próprios erros, seja por distracção ou por ignorância. Porém, será a máquina assim tão infalível? Estou certa que não, tendo em conta que por mais variado que seja o léxico disponível, existem vocábulos que não constam na listinha.

Além do mais, a correcção gramatical é mecânica, o que induz muita boa gente em erro: refiro-me à questão das concordâncias. A máquina não é um ser significante, isto é, não é produto nem criador de sentidos e significados, tão pouco os compreende, logo nunca será capaz de analisar uma situação em concreto, aplicando sempre a mesma lei standard.

Isto tudo, sem esquecer as traduções palavra a palavra, que ignoram expressões, provérbios, sentidos múltiplos/ambíguos das palavras e ainda (também) a concordância.
A questão essencial é: até que ponto é saudável deixarmo-nos levar pelos facilitismos proporcionados pela máquina?

Inês de Almeida

(Durante a execução deste texto, o software corrigiu dois erros e não reconheceu uma palavra.)
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O hoje e o antigamente!

Deparo-me todos os dias com constrastes de pensamento actuais e passados. Extremos opostos entre o total desconhecimento tecnológico, e a tecnologia como ferramenta fundamental do nosso quotidiano. É então que ouvimos a melancolia nas vozes dos nossos avós quando repetem aquela tão famosa frase sempre começada por “no meu tempo…”, lamentado-se acerca das novas tecnologias em constante evolução e renovação, enumerando as suas desvantagens enquanto repousam o corpo cansado por uma vida dura e prolongada. Pergunto-me vezes sem conta como seria a minha vida, se eu tivesse nascido à uns bons anos atrás?! Sobreviveria sem o conforto e as facilidades de uma televisão, de um telemóvel, de um MP3?! Não me imagino sem tudo isto, já são objectos que fazem parte de mim, como se fossem quase que um pedaço do meu ser. No entanto, adorava poder recuar no tempo, e experienciar uma vida onde a  tecnologia, ainda estava muito longe de se tornar uma realidade. Porém se essas pessosas conseguiam ser felizes, também eu acabaria por me habituar. Ao nascermos não sabemos lidar com a tecnologia, nem fazemos ideia do que se trata. Mas à medida que vamos evoluindo como pessoas e seres humanos graças à mediatização da nossa sociedade somos forçados aprender a lidar com todo um vasto conjunto de elementos tecnológicos que pouco a pouco se infiltram nas nossas vidas.

Se pararmos por segundo e olharmos à nossa volta, reparare-mos no poder da tecnologia!

Diana Reis


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