Crimes online contra crianças

9h00 e a função de despertador do telemóvel está pronta a acordar-me. Ainda sonolento desligo a cantiguita (que eu próprio escolhi) e vejo com os olhos entreabertos as 7 mensagens de texto que recebi durante a noite. Respondo a uma de imediato, as outras podem esperar…

Às 9h25 estou a fechar a porta do microondas (salvador dos pequenos-almoços para energúmenos que como eu não sabem o que fazer diante de um fogão) e a responder a uma das outras mensagens de texto que havia recebido. Recebo uma resposta de imediato e percebo que filtrei inconscientemente informação: não me recordo do conteúdo de nenhuma das outras mensagens lidas. Não há problema… mais tarde repetem o envio.

Seriam talvez 9h50 quando liguei rapidamente o portátil para ver os 14 mails e recarregar o Ipod.

Um banho, saio de casa já com três telefonemas recebidos e dois efectuados. Dirijo-me (durante a quarta chamada recebida) a uma paragem de autocarro e vejo que, abandonado em cima do banco da mesma, está um jornal. Na capa vejo em destaque “Hoje em dia, cada vez mais cedo, as crianças entram em contacto com as novas tecnologias. Se, a princípio, os pais podem achar que é algo inofensivo, mais tarde, poderão ter de repensar a sua atitude”. Penso que é a leitura apropriada para o dia em que escolhi registar a minha interacção com a tecnologia. Guardo o jornal com intenção de o ler mais tarde.

Uns quantos afazeres depois e eu já não sabia quantas mensagens de texto e quantos telefonemas tinha enviado/feito e recebido. Não é importante, mais tarde invento um número que fique bem no texto que estou a pensar escrever.

É noite. A tarefa de registar a minha interacção com a tecnologia revelou-se uma frustração. Não consegui registar tudo o que queria… Ou será que o que queria era não ter a noção de que estou completamente viciado numa série de invenções tecnológicas?

 

Volto ao jornal. Lá dentro o estudo “Predadores online e as suas vítimas: mitos, realidades e implicações para a prevenção e tratamento (2008)” do Centro de Investigação de Crimes Contra as Crianças de New Hampshire promete dar a conhecer “os números do perigo” que passo a citar “vítimas online: 4% recebeu pedidos para tirar fotos sexualmente explícitas de si próprios, 5% fala sobre sexo com desconhecidos, 5% faculta fotos em fato de banho ou roupa interior no MySpace, 25% são rapazes, 26% envia informações pessoais a estranhos, 28% usa a Internet para fazer comentários menos próprios sobre outras pessoas, 43% conversa com estranhos online; abusadores online: 5% faz-se passar por adolescente a fim de conhecer as potenciais vítimas, 5% usa ameaças ou violência, 18% envia fotos em poses sexuais às vítimas, 39% tinha em sua posse pornografia infantil”

Lembrei-me automaticamente de um programa da NBC apresentado por Chris Hansen, “Dateline – How to Cath a Predator”.

Não fui capaz de registar a minha interacção com a tecnologia mas fica um post acerca do perigo que a interacção não supervisionada de uma criança com a tecnologia pode representar.

 

Um excerto de “Dateline – How to Cath a Predator”:

 

 

Ricardo Boléo

Anúncios

Calendário

Março 2009
S T Q Q S S D
« Fev   Abr »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Estatística

  • 878.485 hits

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 1.229 outros seguidores

Anúncios

%d bloggers like this: