Escolhe Viver

trainspotting-choose life

 

 

“Escolhe viver. Escolhe um emprego. Escolhe uma carreira. Escolhe uma família. Escolhe uma televisão enorme. Escolhe máquinas de lavar roupa, carros, aparelhagens e abre-latas eléctricos. Escolhe boa saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolhe uma hipoteca a juros fixos. Escolhe a tua primeira casa. Escolhe os teus amigos. Escolhe roupas de desporto e malas a combinar. Escolhe três peças numa variedade de tecidos. Escolhe fazer as coisas da casa e pensar no que vais fazer no domingo de manhã. Escolhe sentar-te no sofá e ficar a ver programas de televisão inúteis, enchendo-te de comida. Escolhe apodrecer no final, acabar num lar que envergonha os filhos egoístas que puseste no mundo para te substituir. Escolhe o teu futuro. Escolhe viver.”

 -Introdução do filme Trainspotting.

 

 

Um dia destes conheci um contador de histórias num jardim. Uma das suas histórias falava de escolhas, de estarmos atentos aos sinais que recebemos todos os dias e sabermos que caminho escolher para nos encontrarmos a nós próprios e à nossa felicidade.

 

Com isto, tirei uns minutos da minha rotina diária para reflectir. Estamos perante uma geração que vive na utopia de encontrar a felicidade no mundo impessoal das tecnologias, que escolhe passar horas ao computador, em frente à televisão ou a falar ao telemóvel a sonhar com paisagens paradisíacas e vidas de princesa no lugar de se levantarem do sofá e saírem à procura da sua vida.

 

As novas tecnologias tornaram-se um substituto perfeito para (quase) tudo. Um amigo, um professor, um paraíso do entretenimento, um mundo em que podemos englobar toda a vida na Terra. Podemos viajar, namorar, pedir comida, jogar, ouvir música, ver filmes, conhecer pessoas. Imaginem o mundo perfeito: eu e o meu computador/ televisão/ etc. Nada mais. Berlinde, macaca, árvores, passeios à beira-mar, corridas, jogos de futebol, casas de bonecas e arranhões, tudo virtual. Fantástico!

 

O que transforma um objecto novo numa necessidade (aparentemente) imprescindível? Não encontro uma resposta. Facilitismo de um mundo moderno? Talvez.

 

De facto, o mundo e as pessoas vivem de vícios. As tecnologias tornaram-se no mais recente vício da humanidade. Quando começam a abrir clínicas de desintoxicação?

                               

 

                                                                          Diana Martins Inácio

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