Arquivo de 1 de Março, 2010

“The Machine is Us/ing Us”: influência nas relações humanas.

 

Estamos numa altura em que a tecnologia digital se encontra presente em praticamente todos os aspectos da nossa vida. A questão é o que é que isso significa para nós. 

Com o seu vídeo “The machine is us/ing us”, Michael Wesch faz-nos questionar o quão importante a tecnologia digital é nas nossas vidas. Afinal somos nós que ainda controlamos a “máquina” ou será que, ao nos tornarmos cada vez mais dependentes da tecnologia digital no nosso dia-a-dia, estamos a deixar que a “máquina” nos controle a nós?

Parece-me que a resposta à questão em causa será complexa e subjectiva, sendo que cada pessoa poderá ter uma opinião diferente, não existindo assim uma resposta correcta e definitiva. No entanto esta deverá ter em conta os assuntos referidos no final do video: “copyright; authorship; identity; ethics; aesthetics; rhetorics; governance; privacy; commerce; love; family; ourselves”.

Decidi tentar reflectir sobre a questão da nossa identidade e das relações que temos com as outras pessoas e a influência que esta nova era digital tem sobre nós. Tentando dar um exemplo prático, acabamos, por um lado, por comunicar com pessoas que conhecemos mais pela Internet do que pessoalmente, por outro, temos a oportunidade de conhecer pessoas novas, de qualquer parte do mundo, que de outra forma nunca conheceríamos, podendo até ultrapassar a barreira da Web para uma relação pessoal directa.

Outro trabalho do Professor Michael Wesch explora portanto essa componente social. No vídeo que se segue,  “An anthropological introduction to YouTube”, este professor de Antropologia da Universidade de Kansas, dá um excelente exemplo do poder que esta rede social, e portanto a Internet em geral, acaba por ter não só nas relações humanas mas também noutros aspectos.

O vídeo é longo mas vale a pena ver.     

Marta Torres

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Qual é o argumento mais forte: a máquina usa-nos ou a máquina somos nós?

No video de Michael Wesch pudemos ver como os novos meios de comunicação e média estão enraizados nas nossas vidas, principamente o computador e a internet, todos os dias milhões de pessoas acedem á internet. Hoje em dia todo os cantos do mundo estão ligados através das redes sociais e não só.

Todos os dias acedemos a informação através de jornais online, blogs pessoais, nós participamos na construção da web ao publicarmos, fotos textos e pequenas notícias que por vezes encontramos em jornais e revistas e partilhamos nos nosso blogs e perfis de páginas sociais. Penso que o argumento mais forte é nós somos a maquina, somos nós que todos os dias publicamos informação e a partilhamos com o “mundo”.

Mas também existe uma possibilidade de a máquina nos controlar,através das ligações de cameras de videovigilância que hoje em dia existem um pouco por todo o mundo, e através delas todos os nossos passos podem ser controlados, por exemplo, mas como disse anteriormente penso que nós usamos a máquina e que a controlamos usufruindo das suas vantagens (fácil acesso a vários tipos de informação, conhecer pessoas de vários países através das redes sociais) e as suas desvantagens (falta de privacidade, violação de copyright…)

                                                                                                                                                                                          Mara Costa

Alice no País das Maravilhas, o filme

Nunca houve qualquer dúvida de que, quando chegasse o momento da representação do clássico de Lewis Carroll, datado de 1865, para uma sensibilização do século XXI, Tim Burton seria o homem ideal para o trabalho.

Esta não foi a primeira vez que Burton utilizou histórias do imaginário infantil (Charlie e a Fábrica de Chocolate). Contudo, desta vez, o realizador juntou imagens reais à animação e transformou-as depois em 3D (a mesma técnica usada em Beowulf).

A sua “Alice” é mais do que uma visão 3D digna de se apreciar. É um fantástico rompimento com a realidade que contém todos os elementos necessários à transportação para um mundo cheio de aventuras.

O filme não é completamente fiel à história. O argumento foi escrito por Linda Woolverton (de A Bela e o Monstro e O Rei Leão). Alice, cujo papel é desempenhado por Mia Wasikowska, tem agora 19 anos e vive em Oxford. Um dia, numa festa da nobreza em Oxford, descobre que está prestes a ser pedida em casamento e fica desesperada. Em pânico, ela foge, seguindo um coelho branco, e vai parar ao País das Maravilhas, um local que visitou há dez anos mas que não se recordava. No elenco do filme, estão também incluídos os seguintes actores: Johnny Depp (Chapeleiro Louco), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Anne Hathaway (Rainha Branca), Michael Sheen (Coelho Branco) e Alan Rickman (Lagarta).

Obrigados a passar tempo de qualidade em frente a uma tela verde ou totalmente criações CGI, o redondo Tweedledee e Tweedledum (Matt Lucas), o fantasmagórico Gato Cheshire (Stephen Fry) e o temível Jabberwocky (o grande Christopher Lee) representaram brilhantemente, em colaboração com o mestre de efeitos especiais Ken Ralston.

Em última análise, é a paisagem visual que torna a mais nova aventura de Alice tão maravilhosa. A tecnologia foi finalmente capaz de alcançar a infinita imaginação fértil de Burton. O fantasioso design de produção de Robert Stromberg e a original selecção do guarda-roupa figurinista de Colleen Atwood foram baseados em ilustrações originais de John Tenniel, ajudando, desta forma, a reproduzir esta viagem.

“Vai ser uma experiência cinematográfica deslumbrante com Tim [Burton] a levar os espectadores através da toca do coelho e até a um mundo cheio de personagens incríveis, humor matreiro, e aventuras fantásticas”, descreveu Mark Zoradi, presidente da Walt Disney Studios Motion Picture Group, à agência Canada Newswire.

Sara Godinho

Alice in Wonderland (2010) Behind the Scenes

Entre no Mundo de Alice…

Progresso Digital

       É a partir da nova tecnologia digital que acedemos e comunicamos com os “Fantasmas” que fizeram parte de nós.      Perguntamos a nós mesmos como eram os objectos de comunicação existentes no século XIX?! Pois bem, esta não era certamente perfeita, no entanto, adaptava-se ao tempo e aos locais em que se inseria. A  tecnologia é isso mesmo, adaptações progressivas nas diversas áreas existentes. A tecnologia de hoje e a do “ontem”  não se fazem de maneira instantânea, esta passa por um longo processo. Por exemplo, a escrita automática do computador é uma consequência das antigas máquinas de escrever(esta agora esquecida) mas, foi a partir desta que se possibilitou o acesso rápido na escrita. Assim como, todos os objectos audíveis que utilizamos hoje no nosso dia -dia, como o rádio, a televisão, o telemóvel, o mp3, entre outros. Que são uma consequência da grandiosa descoberta que foi o som(sec XIX). Este influênciou tambem um grande veiculo de transmissão de cultura, de lazer e comunicação, que foi o cinema (passando de cinema mudo para audível). Ou seja, os media que utilizamos agora, só é possivel a existência destes devido a um longo processo de estudos e descobertas feitas ao longo dos vários anos. 

    No vídeo de Michael Wesch que assistimos na aula, podemos concluir que existe uma correlação entre nós e as máquinas. Isto porque, ela dá-nos praticamente tudo o que necessitamos, no entanto, é preciso a nossa acção para esta funcionar devidamente. Como é exemplo do computador.                                                             

       O  mundo está em constante mudança, e isso faz parte dos nossos dias.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                                                   

Um século avançado

                                                                                                 Juliana Alves

Automatismo versus Homem

Pegando no tema sugerido na aula “se somos nós que comandamos a máquina, ou  máquina que nos comanda a nós”, este poderia dar origem a uma discussão sobre um sem número de teorias filosóficas.

Aproveitando este mesmo tema, passo a mencionar o spot publicitário que muitos de nós já vimos relativo ao Mercedes Classe A(e que a muitos nos encanta).

Aqui existe um misto de “Automatismo versus Homem“, onde ambos têm que interagir para que se atinja o objectivo do estacionamento do veículo.

Assim como o Mercedes Classe A, existem vários outros modelos e outras marcas com o mesmo sistema. Esta função é comandada por um sistema opcional de estacionamento automático, que calcula o espaço de estacionamento através de sensores que estão directamente ligados ao eixo da direcção.  A temperatura é um dos factores que acciona os sensores do veículo, e este funciona através da distância do carro em relação a um “corpo estranho”.

Na minha opinião e para quem começou por conduzir um carro sem direcção assistida, este sistema é um alívio nos centros urbanos.

Em baixo fica o video explicativo desta funcionalidade da marca Ford.

Em conclusão, e pegando no exemplo dos carros: são cada vez mais as máquinas que nos comandam, mas haverá sempre a necessidade do homem para interagir com os automatismos.

Ana Rita Neves Côrte-Real de Freitas

O Google

 

Nao podemos falar de internet sem mencionar o famoso motor de busca, o Google.

O Google foi criado por dois estudantes universitários, Larry Page e Sergey Brin em 1998. A ideia surgiu devido á insatisfação dos motores de busca da altura, pretendendo criar/construir um motor de busca mais rápido e com maior qualidade de ligações.

Page e Brin concretizaram o seu objectivo apresentando um sistema com grande relevância às respostas e um ambiente extremamente simples com publicidade discreta e bem dirigida para que o utilizador perca o menor tempo possível, sem distrações.

O nome Google provém da expressão googol que representa o 1 seguido de 100 zeros, para nos mostrar a imensidão da web.

Segundo o documentário do Biography Channel sobre os criadores do Google, quando o primeiro investidor da empresa passou um cheque de 100 mil dólares perguntou a que ordem o devia passar. Brin e Page disseram que estavam a pensar dar o nome de “Googol” à empresa, mas o empresário, possivelmente por ignorância, escreveu “Google”, obrigando, assim, a que a empresa tivesse este nome.

Actualmente o Google fornece uma vasta gama de serviços on-line, e na sua maioria, gratuitos, como por exemplo o serviço de e-mail, edição e compartilhamento de documentos, análise de sites, rede social, comunicação instantânea, tradução, compartilhamento de fotos e vídeos, entre outros; assim como ferramentas de pesquisa especializada, que inclui, entre outras coisas, notícias, imagens, vídeos e artigos académicos.

 

 

Benedita Marques Pereira Vicente

Breve expedição pela busca da Imortalidade.

Desde o início dos tempos o Homem desejou a imortalidade.
Nas Antigas civilizações Greco-latinas foram erguidas estátuas grandiosas, anatomicamente perfeitas, dos grandes imperadores, legisladores e artistas desse tempo. Hoje são-nos familiares as longas barbas de Sócrates ou o adunco nariz de César Augusto. Porém tais representações requeriam uma técnica enorme da parte do escultor, que, por mais competente que fosse, não tinha o poder de retratar, sem falha alguma, a realidade anatómica que tinha diante si.
Nos séculos que se seguiram, na era das Trevas, deu-se particular importância à pintura. Mas, mais uma vez, a fidelidade dos artistas à realidade era relativa, pois, neste período, Deus, como centro de todas as coisas, toldava a visão do pintor face aos modelos que devia seguir. Deste modo surgem-nos representações humanas sem qualquer noção de volumetria ou perspectiva, todas idênticas, quase que elaboradas em massa!
É, talvez, no Renascimento que tal facto sofre uma acentuada transformação, uma vez que os artistas renascentistas tiveram a preocupação de evocar os cânones clássicos. Contudo, colocava-se novamente a questão da fidelidade, que, desta vez, com o destaque da pintura e com as novas técnicas adquiridas, podia ser ultrapassável. Porém, o sopro vital, o sentimento, do indivíduo retratado era impossível de representar plenamente. É exemplo La Gioconda, obra do maior artista da humanidade, Leonardo daVinci, que ainda hoje nos sorri enigmaticamente, transmitindo um certo mistério mas não a sua real natureza. Estudos científicos julgam mesmo ser um auto-retrato dissimulado do próprio daVinci, o que leva à descrença total quanto à real representação presente nos retratos pós e renascentistas. Em suma, nenhuma das consagradas vertentes artísticas conseguia manter imortais os ávidos perseguidores deste conceito. É certo que o seu nome e as suas principais características físicas ficavam marcadas nas telas e nas grandiosas pedras de mármore, mas o seu sentimento, a sua forma de estar, eram quase sempre esquecidas ou misturadas com os próprios sentimentos do autor da obra!
Face a esta luta contra a efemeridade da essência Humana, surgiram métodos que permitiam registar, de uma forma praticamente Real, este desejo; as chamadas escritas mecânicas. Assim a fonografia (“escrita do som”), a fotografia (“escrita da luz”) e a cinematografia (“escrita da imagem em movimento”) possibilitaram aos indivíduos reproduzir as suas acções, a sua voz e o seu aspecto, de forma a preservar durante um indeterminado período a sua verdadeira essência.
Evidentemente que este foi um passo marcante na história da humanidade, levando-a a alcançar uma nova confiança para enfrentar a efemeridade da vida e os mistérios da morte. Deste modo, a segurança do Homem cresceu, dando-lhe oportunidade de explorar os limites do seu conhecimento e, inclusivamente, do seu medo, pois, com estas técnicas, os seus feitos, a sua personalidade e a sua vitalidade permanecerão “Vivas” e bem “Reais” no Mundo.

Rafaela Calheiros


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