Arquivo de 2 de Março, 2010

Kindle

Ao fazer uma reflexão sobre os novos média é inevitável falar na subtituição dos meios de informação primitivos (mas ainda actuais) como livros, jornais, revistas pelos meios digitais. Hoje em dia é já possivel saber as notícias, ler livros (e-books) e pesquisar de forma muito mais fácil e rápida através dos meios digitais.

Há agora uma plataforma que nos permite ter estas funções num dispositivo portátil: O Kindle. É dele que vou falar.

Uma das grandes desvantagens de lermos livros no computador, consultar blogs, ou qualquer pesquisa que implique uma leitura extensa é o cansar a vista. É aqui que o Kindle, criado e desenvolvido pela empresa americana Amazon, é inovador. Não é um computador, apenas um dispositivo de leitura. Tem como principais funções ler e-books, revistas, jornais (dos quais é possivel fazer uma subscrição para nos chegarem com a periodicidade que desejarmos), e tem também acesso a alguns blogs mais famosos e à Wikipedia (que todos usamos com muita frequência..). Contém também dicionário que se consulta muito facilmente durante a leitura.

A tecnologia usada no ecrã é papel electrónico – E Ink – neste caso não é usada luz no ecrã para iluminar os píxeis (ecrã retroiluminado), mas este reflecte a luz (assim como uma folha de papel comum) e consegue segurar imagens e texto indefinidamente, permitindo que estas sejam alteradas, como é óbvio. Aliado ao facto de ser a preto e branco, são estas as razões pelas quais este ecrã cansa muito pouco.

Este diapositivo foi lançado inicialmente nos Estados Unidos em Novembro de 2007, mas o último modelo Kindle DX saiu para o mercado em Maio de 2009, e já existe uma versão internacional.

Ainda não é muito comum em Portugal, mas na América é inevitável ver pessoas a usá-lo na rua e torna-se cada vez mais frequente.Para pensar:  será que um dia este e outros e-readers substituirão os meios primitivos de leitura, ou perpetuar-se-ão estes últimos, permanecendo também o prazer de sentir a textura do papel?

Deixo um vídeo para abrir o apetite:

Mª Inês Carvalhal

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The Machine is Using Us

 

 

Relativamente ao tema retratado no vídeo The Machine is us\ing us,  decidi fazer uma comparação com alguns dos grandes filmes cujo tema é semelhante. Falo mais precisamente de blockbusters como Terminator e Matrix.

Como todos sabemos, estes filmes, que se passam no futuro, têm como guide line a ascensão da máquina que acaba por nos superar e até governar. Cabe então ao homem voltar a comandar a sua invenção, atravessando todos os obstáculos físicos e emocionais que os realizadores lhes impõem.

No caso de Terminator,  encontramo-nos no presente, mas somos confrontados com um futuro apocalíptico em que as máquinas de guerra, com aparência humana governam e nos tentam matar.

No caso de Matrix, as máquinas necessitam dos humanos para se “alimentarem”, pelo que nos mantêm presos num sonho hipnótico em que vivemos normalmente. E quando algumas pessoas conseguem acordar via comprimido, começa a batalha pela sobrevivência da espécie humana.

Comparar estes filmes com o video de Michael Wesch, é obrigatoriamente num sentido mais geral da questão que este professor coloca. O video que apresenta não tem nenhum tipo de máquina a tentar matar-nos. Tem sim, uma série de sub-quesões filosóficas e morais que se vão apresentando vitais na literatura e na internet.  

É nas questões filosóficas, morais e éticas que estes estes três filmes se assemelham. Qual o papel do homem num mundo em que a máquina faça tudo? Que transformações sofrerão os valores tradicionais? Como é que o homem se adaptará às mudanças recorrentes e cada vez mais abruptas do mundo digital? E, mais importante, o que será real?

                                                                                                 João Monteiro

Sociedade Digital

Por definição entende-se que sociedade é:

sociedade, s.f.

1. Conjunto de pessoas que vivem em estado gregário; corpo social.

2. Conjunto de pessoas que mantêm relações sociais; colectividade.

3. Estado dos animais que vivem normalmente em agrupamentos.

4. Relações entre pessoas; convivência

5. Associação (civil, comercial ou industrial); reunião

6. Local onde se reunem os membros de uma agreminação; clube

7. Participação, parceria.

In Infopédia – Dicionário de Língua Portuguesa

http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/sociedade

Porém esta definição é  hoje insuficiente para nos referirmos à sociedade contemporânea.

A sociedade deixou portanto de ser aquele conjunto físico de indivíduos no momento em que se associou a ela o termo “digital”, ainda que este não seja concretamente definível no tempo nem no espaço. Com este termo surgiram uma serie de realidades dentro da realidade. Essas pequenas realidades denominam-se por redes sociais que por sua vez nos convidam a aceitar  uma nova forma de socializar, uma forma que nos tira do anonimato e que nos leva a uma invasão de privacidade consentida.  Surgem novas formas de circulação de informação, conhecimento e partilha do mesmo.

Poderia desdobrar vários elementos que caracterizam esta “nova” sociedade, mas a abordagem fica-se pelas redes sociais. Não digo apenas pelas redes sociais pois estas acabam, hoje, por englobar quase que tudo o resto. Deixaram de ser apenas um meio para socializar,como já referi, para se tornar num espaço de promoção individual e colectiva. Um mundo, quase real, de oportunidades, onde se cruzam jornais, canais de televisão, rádios e artistas das mais diversas áreas.

A circulação da informação nas redes além de se caracterizar pela sua rapidez beneficia do facto de ser sintética o que nos permite saber o que se passa nos mais diversos pontos do globo sem grandes perdas de tempo, esse que tantas vezes tentamos  prolongar.

Um mundo a um click.

Telma Rodrigues

Qual é o argumento mais forte: A máquina usa-nos ou nós somos a máquina?

O Homem foi criado com o intuito de ser usado? A Humanidade é uma máquina? Não! Não acredito no domínio do mundo por parte de um simples conjunto de placas, fios e teclas. Não acredito na existência de sentimentos entranhados numa caixa automatizada que liga-se e desliga-se. Existem pessoas e máquinas. Um ser humano é um ser humano. Uma máquina é uma máquina. A convivência é possível.
Qual é o argumento mais forte: A máquina usa-nos ou nós somos a máquina?
Na verdade, a máquina usa-nos, nós usamos a máquina, a máquina somos nós e nós somos a máquina. A máquina usa-nos diariamente como nós usamos a máquina dia após dia, tal e qual, como a máquina somos nós a cada dia que passa e nós somos a máquina no dia-a-dia. Diariamente, a máquina usa-nos, ultrapassando barreiras que não lhe foram impostas, (in) felizmente. A quebra de limites deve-se ao facto de nós usarmos a máquina dia após dia e cada vez mais, (in) felizmente. Actualmente, a máquina somos nós e nós somos a máquina, não existindo diferença neste paralelismo, o que significa a coexistência absoluta e garante a convivência dos mesmos, felizmente.
Em suma, a construção de uma reflexão sobre o passado, o presente e o futuro da relação entre Homem e Máquina é de extrema importância, proporcionando a cada um de nós, formar uma opinião construtiva sobre a convivência e relevância que estes têm no mundo.

Milton Batista

Televisão analógica versus televisão digital

Numa altura em que as novas tecnologias são cada vez mais evidentes no Mundo actual fará todo o sentido falar sobre a evolução da televisão fazendo uma comparação entre a televisão analógica e a televisão digital.

Na década de 1920 Vladimir Zworykin conseguiu patentear um aparelho, o iconoscópio, que foi essencial para a invenção do televisor. Os primeiros aparelhos de televisão eram rádios com um dispositivo, um tubo de néon com um disco giratório mecânico, que produzia uma imagem vermelha do tamanho de um selo postal.

primeiro televisor

A televisão a cores surge apenas em 1954 na rede norte-americana NBC.

Hoje em dia deparamo-nos com a era da televisão digital. Este novo meio usa um modo de compressão digital para enviar áudio, vídeo e sinais aos aparelhos compatíveis com a tecnologia oferecendo a transmissão e a recepção de uma maior quantidade de conteúdos através da mesma frequência e  uma maior qualidade na imagem em alta-definição.

O ecrã da televisão passa do formato 4:3 (televisão analógica) para o formato 16:9 (televisão digital) possibilitando uma visualização mais abrangente por parte do espectador.

Os televisores mais modernos e sofisticados (como o LCD e o Plasma Full-HD) permitem uma exibição da imagem em alta definição. Através destes podemos, ainda, gravar vários programas e assisti-los mais tarde; há a possibilidade de receber informações sobre a programação, como por exemplo, os detalhes do capítulo de uma novela, série, ou então a sinopse de um filme. Podemos ainda parar a imagem em directo e retomar novamente mais tarde (interacção livre com os dados armazenados). Existe, igualmente, a televisão portátil digital que permite a visualização do som e da imagem em qualquer sítio e a qualquer hora, ao mesmo tempo que possibilita um fácil transporte (pode ser transportada dentro de um bolso ou até mesmo numa carteira).

televisão digital portátil

LCD Full-HD

Já a televisão analógica (televisão tradicional) não permite grande qualidade no som e imagem, pois por vezes há a presença de “fantasmas”, ruídos e interferências. Para este tipo de televisão é necessária uma antena para a transmissão do sinal da imagem, ao passo que na televisão digital isso já não acontece. De igual forma também não dispomos da vantagem de interacção com a televisão analógica uma vez que esta não está preparada nem possui um gravador digital no receptor ou conversor. Em termos estéticos este tipo de televisor ocupa muito mais espaço do que uma televisão digital.

Portanto eis que surge a pergunta “a máquina controla-nos ou nós controlamos a máquina?” referida no filme de Michael Wesch “The machine is us/ing us”.

Não existe nenhum momento em que não estejamos ligados à tecnologia. À medida que o tempo vai passando novos meios tecnológicos vão aparecendo e aperfeiçoando-se. Nós podemos controlar a máquina (neste caso a televisão, no qual decidimos o canal, os programas ou os filmes que queremos ver) mas a máquina também nos controla a nós, pois apenas com a televisão digital podemos obter uma imagem e som perfeitos e usufruir de um conjunto de vantagens que seria impensável com a televisão analógica.

A procura da “perfeição” da tecnologia leva-nos a querer, ou até comprar, equipamentos cada vez melhores e mais sofisticados.

Mónica Lima

Reflexão sobre “the machine is us/ing us”, vídeo de Michael Wesch

 http://www.youtube.com/watch?v=6gmP4nk0EOE

Em relação ao título deste vídeo de Michael Wesch poderia-se dizer muito, pois é uma questão bastante ambígua que nos pode levar a várias interpretações com argumentos quer a favor de um lado, quer de outro. Creio que uma das principais ideias que o vídeo pretende demonstrar é a importância do funcionamento da Web, dos novos média e de como estes ao longo dos anos vão transformando a sociedade e a forma como esta se relaciona. As máquinas necessitam do ser humano para poderem funcionar tal como o ser humano necessita delas para se afirmar, mas não sei como será isto num futuro mais longínquo. São muitos os exêmplos que se podem ver no vídeo, desde a escrita à música, cinema, rádio, intimidade e outras áreas da vida humana que se foram transformando ou “remediando”, permitindo possibilidades que antes nunca existiram. O exêmplo da escrita é bem claro. Podemos agora através de um computador e de um ecrâ criar textos e alterá-los as vezes que quizer-mos. As superfícies de inscrição de informação são agora de inscrição múltipla (Hypertexto) oferecendo uma maior flexibilidade. Outro aspecto sobre o funcionamento da Web que me chamou a atenção no vídeo foi a origem da Web 2.0, que dispõe de softwares capazes de reunir, enviar e receber vários tipos de informação no mesmo espaço: escrita, som e imagem (“Form and Content”). O “Blog”, o “Google” e outros serviços da Web são bons exêmplos de como os meios digitais estão sempre em constante mudança e, que para os dominar-mos, é absolutamente necessário perceber a sua utilização. Também a alusão à função da Wikipédia não passa despercebida. Uma enciclopédia livre onde cada indivíduo pode editar e adicionar informação. Concluindo, penso que Michael Wesch de forma sucinta e criativa, conseguiu através de um vídeo de curta duração mostrar como a Web e os meios digitais transformaram a vida humana.

Pedro Jorge Chau


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