Arquivo de 3 de Março, 2010

A Evolução do Telefone

Em 1870 os telégrafos eram a forma mais comum de comunicação, e uma forma integrada na vida quotidiana. No entanto, este veículo não era utilizado em larga escala do ponto de vista social.

Como muitas descobertas que surgiram ao longo dos tempos, o autor e precursor dessas mesmas descobertas é alvo de dúvidas e conflitos.

No caso do telefone esta situação também aconteceu. Se perguntarmos a alguém quem foi o inventor do telefone, vulgarmente nos responderão: Graham Bell!

Mas na realidade, existiu um senhor chamado Antonio Meucci, que pode ser reconhecido como o verdadeiro “inventor do telefone”.

O que de uma maneira ou de outra não invalida de forma alguma o trabalho desenvolvido pelo senhor Graham Bell, na investigação daquilo que é a transmissão telefónica.

Antonio Meucci nasceu em 1808. Interessava-se por investigação científica e foi através de uma das experiências que descobriu como a voz humana se podia transmitir á distância através de um fio de cobre. À sua invenção chamou “Telegrafo Falante”.

Alexander Graham Bell e Elisha Gray chegaram quase ao mesmo tempo a uma conclusão semelhante: um vasto número de tons sonoros poderiam ser enviados de uma só vez usando o fio telegráfico.

Theodore Vail alterou a trajectória do telefone, desenvolvendo a ideia de um “Sistema Nacional de Telefone”, destacando a importância das rede de comunicação – network.

Na segunda metade do século XX surge o código binário através do código de modulação pulse. Hoje em dia esta linguagem é utilizada nos computadores.

É em 1956 que nasce o primeiro telefone digital. E em 1980 os primeiros telemóveis, ou seja, telefones portáteis. Claro está, que este equipamento era muito rudimentar, a começar pelos 5kg do seu peso. Em 1992, estes aparelhos começam a ser substituídos pelas redes digitais e em 1997, nasce a tecnologia GSM – Global System for Móbile Communication. Mais recentemente, em 2001, os telemóveis iniciam um processo de hibridação incorporando as funções de mensagens de texto, envio e resposta de e-mails… Os telemóveis chegaram á terceira geração!

O telefone revolucionou o mundo, a facilidade de comunicação entre pessoas a longa distância livrou o homem de um fardo. Hoje em dia o telemóvel é mais do que um meio de comunicação, pode ser considerado um apêndice do ser humano, em que estes laços se afincam cada vez mais em tenra idade.

Veremos o que nos reserva o futuro. Ou será que o futuro é hoje?

 

Marta Félix

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Publicidade: evolução ou estagnação

A publicidade é uma actividade que se dedica à divulgação de produtos, empresas e serviços das mais diversas áreas. Tornando-se, de certa forma, omnipresente devido ao seu uso excessivo e abusivo, consegue, ao mesmo tempo, passar despercebida, isto numa sociedade habituada ao bombardeamento diário da publicidade.

Sendo assim, penso que seja importante fazer uma reflexão de como a publicidade se desenvolveu perante as mudanças constantes da sociedade actual.

Quando faço a questão “ Publicidade: evolução ou estagnação?” determino já uma dualidade no desenvolvimento da publicidade.

Tal como em todas as formas de comunicação, de imprensa, e de um modo geral, nas relações sociais, com o aparecimento da internet e plataformas digitais, também a publicidade afirmou a sua presença. Qualquer marca, empresa ou produto têm de ser encontrados através de uma simples busca na internet. De forma contrária, é como se não existissem.

A relação entre a internet e a publicidade é mútua. Pois como anteriormente acontecia, nada sobrevive sem o uso da publicidade. Mesmo as páginas Web mais conhecidas e frequentadas, como por exemplo o Google, vivem e necessitam do auxílio da publicidade.

Vou ilustrar com um exemplo muito prático. Procurando a palavra flowers no motor de busca Google, na lateral direita surgem três links patrocinados, ou seja, três páginas Web de três empresas de comércio de flores. Estas três empresas pagam à empresa Google para que o seu nome apareça destacado entre os cerca de 145.000.000 resultados.

Apresentada a afinidade com a internet, é possível, de forma muito geral, afirmar a evolução da publicidade acompanhando as novas tecnologias.

Pensando nas características intrínsecas à publicidade, penso que a questão não pode ser vista como tendo o mesmo destino. Como é lógico, sendo a publicidade, uma actividade que pretende aliciar um possível consumidor, tem de usar instrumentos de manipulação. Estas características são básicas e constantes: uso de cores simbólicas, uso de slogans originais, uso de nome e imagem de figuras públicas, etc.

Ou seja, a publicidade vista como uma entidade manteve as suas bases, e é desta forma que a associo à estagnação. Mas uma estagnação nunca poderia compactuar com o fervilhar da sociedade moderna. Por isso mesmo, o uso dos mesmos métodos publicitários condicionados pela concorrência provocou uma evolução igual a toda a comunidade digital.

 

Joana Costa Santos

Pordata – Base de dados Portugal Contemporâneo

Com a evolução das tecnologias de informação, o acesso a várias fontes de informação está na génese da comunicação global. A internet é portadora de uma linguagem interativa e persuasiva através da interação social reforçada por instrumentos de inter-comunicação. Neste sentido, a expansão de todo e o qualquer tipo de informação, quer seja relevante quer não, está disponível a uns cliques de distância.

Prova desta evolução do acesso à informação é o recente lançamento do site pordata.pt. Aqui, encontra-se uma base de dados estatísticos de acesso gratuito que versam sobre indicadores da evolução da sociedade portuguesa dos últimos 50 anos. A Pordata encontra-se organizada em temas: população, saúde, educação, protecção social, emprego e mercado de trabalho, empresas e pessoal, rendimento e despesas familiares, habitação e conforto, justiça, cultura, contas nacionais e contas governamentais – abrangendo os mais importantes campos da vida social. A criação deste sítio, de acesso livre e gratuito universalmente, tem como responsável o investigador social António Barreto, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que com a iniciativa da criação do sítio, visa combater o controlo de informação a que a opinião pública está sujeita, dando, assim, ao conhecimento, dados exactos sobre a vida portuguesa durante momentos precisos do século XX até meados do século XXI.

Sendo que o conjunto de instrumentos de mediação digital permitem a exploração de vários âmbitos – social, administração, educação, etc. – tem a potencialidade de criar novas formas de informação, cada vez mais rigorosas e relevantes para os seus utilizadores, e é com este propósito vos apresento a pordata. No link abaixo deste corpus terão acesso directo ao campo de busca para toda informação estatística de que o sítio dispõe. Habilitem-se a experimentar.

http://www.pordata.pt/azap_runtime/Main.aspx?n=4

Anabela R.


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