Arquivo de 7 de Março, 2010

Analógico Vs Digital

                A era digital veio melhorar muito a comodidade dos utilizadores da tecnologia. Com a descoberta do transístor, que começou a popularizar-se nos anos 50 e veio revolucionar toda a tecnologia nos anos 60, pôde diminuir-se o tamanho da grande maioria dos dispositivos electrónicos. Tal como o transístor substituiu a válvula, também o CD substituiu a fita. Na verdade, contemporaneamente já só uma pequena quantidade de pessoas ouve música noutro formato que não o mp3, por isso pode considerar-se, de uma forma grosseira, que até o CD está desactualizado. Mas, será este rápido avanço tecnológico uma mais-valia para a qualidade dos produtos?

                Na verdade, está a haver um regresso (se é que alguma vez se abandonou) ao analógico. Principalmente na tecnologia áudio, é bem notável esta preferência pelo mais antigo. Por exemplo, um bom estúdio de gravação grava em fita (analógico). É evidente que a preferência não é unânime. Existem os defensores do digital e os do analógico, mas o simples facto de que existe quem não se renda ao digital ao fim de tanto tempo de existência e de melhoramentos, mostra que há qualquer coisa que lhe falta.

No caso dos guitarristas que utilizam amplificadores com ganhos elevados criados para distorcer o som das suas guitarras, a preferência pelo analógico é inegável. Aquando a substituição da válvula pelo transístor, houve uma grande diminuição do tamanho e principalmente do peso dos amplificadores sem perda de potência. Hoje em dia, a um guitarrista que vá comprar um amplificador, são-lhe apresentados dois tipos de funcionamento: o digital, que funciona a transístores, e o analógico, que funciona a válvulas que requerem manutenção, com talvez o dobro do peso e do tamanho do digital e mais do dobro do preço do mesmo. A verdade é que ao contrário de que seria de esperar, se o guitarrista em questão tiver posses para comprar o analógico, vai sem dúvida nenhuma escolher o tal amplificador menos portátil. Isto deve-se ao chamado som “quente” que as válvulas produzem.

Quer a válvula quer o transístor, têm como função amplificar sinal eléctrico. Na verdade, a tarefa é feita pelos dois. Na maioria dos casos, como numa televisão ou num computador não há diferença perceptível. Mas no caso dos amplificadores, a diferença é tão notória que mesmo a um leigo é fácil distingui-los.

É evidente que para a maioria dos consumidores, a diminuição do tamanho dos produtos é bem mais importante que a qualidade dos mesmos. O formato em que a maioria das pessoas consome música é o mp3. No entanto podemos afirmar que a sua qualidade é medíocre. O que a tecnologia faz é eliminar as frequências não audíveis da gravação, o que reduz imenso o espaço electrónico ocupado pela música neste formato. O que é facto é que quando ouvimos num bom sistema de som, a música compactada em comparação com a gravação original, são bem perceptíveis as diferenças. Pior ainda, por vezes a tecnologia elimina frequências audíveis, por erro é certo, mas acontece, o que faz com que a gravação fique adulterada. Mas irão os consumidores condenar a tecnologia por isso? A verdade é que noventa por cento dos mesmos nem se apercebe e por isso é que é bom ter a possibilidade de escolha. Os consumidores mais exigentes podem escolher uma tecnologia mais antiga que por ser tão boa nunca foi descontinuada e os menos exigentes têm algo mais barato e pequeno.

                                                                                           Emanuel Taborda

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Um possível futuro dos Media

A disciplina de Introdução aos Novos Media tem por objectivo abordar os Media da nossa actualidade, ao mesmo tempo em que os relacionamos com os mais antigos.

Esta semana faço uma breve abordagem aos antigos e actuais Media, e onde também abordarei através de um video ilustrativo um possível futuro dos mesmos.

Comecemos pelos livros. Inicialmente seriam a fonte de informação e divulgação da sociedade na sua época. Numa outra fase surgem os Jornais.

Esta nova forma de Imprensa Escrita dava uma informação actual à sociedade à qual se destinava, mas também já incutia alguma publicidade. Na disciplina de “História da Fotografia”, fiz uma breve pesquisa sobre a revista “Illustração Portugueza”. A “Illustração Portugueza” era como ela própria se assumia uma “revista semanal dos acontecimentos da vida Portugueza”.   Ao pesquisar sobre a mesma tive a oportunidade de ler alguns anúncios publicitários da sua época. Fica um breve um exemplo do que lá podemos encontrar, mas a que todos recomendo uma pesquisa pois encontram-se alguns bastante engraçados.

“Illustração Portugueza” nº 55- 21 de Novembro de 1904

“Illustração Portugueza” – nº104 – 17 de Fevereiro de 1908

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/IP1.htm

Em um outro momento da História da Humanidade surge a rádio. Através dela passou-se a ter a mesma informação que continham os jornais e as revistas, mas onde não era preciso saber ler, bastava ouvir (é de notar que na época a taxa de analfabetismo era bastante elevada).

Em seguida surge a televisão, e após essa mesma a Internet que todos nós conhecemos ( e o meio que nós estamos no momento a utilizar com o blog).

É de notar que através deste anúncio, podemos tirar uma conclusão: na época em que este foi realizado, a importância da pasta de dentes não passa pela estética como é visto actualmente (dentes brancos) mas sim pela sua resistência (o facto de “dentes fortes”).

Todos estes meios abarcam publicidade de diversas épocas.

Esta minha breve reflexão sobre os Media ( onde me baseio muito na área publicitária ), fica como forma de introdução ao video que deixo sobre um possível futuro dos mesmos.

Ana Rita Neves Côrte-Real de Freitas

Uma experiência inesquecível

O que se sentiu ao ouvir a primeira gravação sonora é, aos meus olhos, indiscritivel. É com dificuldade que consigo colocar-me nessa posição. A experiência deve ter sido tão intensa, tão espectacular que já mais nos poderemos aproximar fielmente dela.

Recordo-me de ouvir a gravação na aula e de não sentir absolutamente nada. Não sentir qualquer tipo de emoção. E no entanto, não devia ser assim. Alguma coisa devia palpitar dentro de nós, quanto mais não fosse, pelo que aquela gravação representa. Ela foi um passo fundamental.

Talvez no momento em que foi ouvida a gravação, não houvesse a noção exacta da conquista que ela representava. Como foi referido na aula, a gravação sonora foi uma forma de imortalizar o ser humano de guardar uma parte dele. E ao longo da história sempre houve interesse em perpetuar o máximo possivel a vida humana. De certa forma, esta gravação conseguia-o.

Expectativa, deve também ter sido muito sentida por quem ouviu a gravação pela primeira vez. A par de muita curiosidade em perceber como se tinha chegado até ali. Tudo era novo, portanto tudo era digno de despertar curiosidades.

O carácter único de todo este processo deve também ter sido significativo. Tinha de haver a consciência que uma descoberta daquelas era irrepetível.  ” Au Clair de la Lune” é o poema protagonista desta experiência. Um trecho curto deste poema é que é gravado.

A experiência de ouvir a primeira gravação humana, foi muito além, das poucas linhas acima descritas. Foi marcante para quem teve o privilégio de a presenciar e foi fundamental para toda a história. Não consegui certamente aproximar-me dessa experiência, mas de uma coisa não tenho dúvidas: foi o marco na vida  de todos os que a vivenciaram.

Ana Filipa Fonte

Criticar, mas não tanto

            Com o avanço tecnológico, tendem a criar-se dispositivos cada vez mais pequenos. À vinte anos atrás, seria impensável imaginar um leitor de mp3 do tamanho de uma caixa de pastilhas elásticas, com capacidade para transportar centenas de horas de música, pronta a ser ouvida em qualquer sítio. Agora, tudo isto nos parece normal e banal.

Na verdade, quando aparece uma tecnologia nova, a primeira coisa que fazemos é procurar defeitos no dispositivo. Por exemplo, aquando o lançamento do Ipad, a característica mais falada do produto foi a falta de portas usb. À maioria de nós, não nos preocupou a utilidade que o produto poderá ter, mas sim os seus defeitos.

A nossa procura de defeitos, por vezes cega-nos em relação às vantagens que um produto nos pode trazer. Por exemplo, à uns anos atrás, o estado financiou o projecto Magalhães. Este projecto permite que crianças por todo o país tenham acesso à internet e a uma educação informatizada, a preço muito reduzido. No entanto, as mesmas pessoas que se queixam de que Portugal não têm formação, nem cultura, compararam a uma tostadeira, o único dispositivo barato o suficiente para levar a informação electrónica a casas desfavorecidas, ligando-as assim ao universo da internet. De um momento para o outro, toda a população está apenas interessada em descredibilizar o computador só porque é azul, “gordinho” e tem pegas, quando na verdade essas características servem para ser extremamente portátil e principalmente resistente. Afinal, o público alvo são as crianças.

Com uma sociedade cada vez mais dependente da comunicação instantânea que só nos é possível através da gigante rede de informação que é a internet, a principal preocupação que o ensino primário deve ter é a iniciação das crianças a este novo meio de comunicação. Para que isto seja possível, é lógico que a prioridade é levar a casa destas crianças um computador, de preferência barato para que a grande quantidade de famílias carenciadas existentes no nosso país possam também ter o acesso que lhes é devido a estes Novos Média.

Sou a favor da crítica, mas de uma crítica fundamentada. No caso da falta de portas usb no ipad, existe realmente uma razão lógica para perguntarmos o que é que se passou, mas criticar o Magalhães só por ser azul e ter pegas não faz sentido nenhum. 

 

                                                                                                                     Emanuel Taborda

CHANEL Nº5 COMMERCIAL

A publicidade faz parte do nosso dia-dia de maneira instantânea. Esta existe para nos persuadir na compra de um produto. É divulgada nas rádios, nas televisões, em cartazes, e nós, aceitamo-la como parte de nós. Ela está no que vestimos, no que bebemos, no que comemos, e até, nas pequenas coisas que utilizamos. Sem darmos por isso, nós somos influenciados psicologicamente por todos os maquinismos que ela tem, e que ela oferece.

Apesar de ser diferente a apresentação de uma publicidade do seculo XIX, e a apresentação desta nos dias de hoje, devido a mudança ocorrida ao longo dos tempos, o objectivo é o mesmo: vender todas as qualidades de um produto. Antigamente só era necessário a voz, no entanto, agora é importante a imagem, a cor, a voz que se utiliza, a musica se o tiver, a sua flexibilidade, o local, entre outros. Diferindo de publicidade para publicidade.

Nesta publicidade ao perfume Chanel, assistimos a um fenómeno muito comum nas publicidades de hoje, a utilização de uma figura pública, de uma pessoa famosa. Esta é uma das maneiras mais eficazes de levar o espectador a comprar o produto. Pois, dá-nos a ilusão de podermos ser ou ter o que essa pessoa tem. Utiliza-se figuras que são queridas por todos, pela sua beleza, talento, simpatia ou até mesmo pelo seu dinheiro. Este comercial apresenta a actriz Nicole Kidman e o actor Rodrigo Santoro, e todo o comercial parece um thriller de um filme. Que conta a história de uma mulher, farta de ser o centro das atenções, que entao desaparece e ai conhece um homem. E apartir daqui a publicidade faz com que a fragância proporcione  momentos de beleza, paixão e liberdade a quem a adquirir.

È uma das muitas amostras de como a publicidade pode ser extravagante e ambiciosa, de maneira a se satisfazer e a satisfazer as necessidades do espectador. 

                                                                                                                                                                         Juliana Alves

Um olhar sobre a fotografia

A primeira fotografia – “ a escrita da luz” – que se conhece é datada 1826 e atribuída ao francês Joseph   Nicéphore  Niépece. Contudo, a fotografia não foi obra de um único autor, mas sim de um conjunto de avanços feitos por várias pessoas, ao longo dos anos. Muitos contribuíram para o conceito de fotografia como hoje conhecemos.

Primeira fotografia - 1826

Actualmente, é tão banal um registo de um momento, de uma paisagem, de um rosto, que é difícil imaginar o que significou ver uma fotografia pela primeira vez. Quão longe está o processo de “heliografia” que exigia oito horas de exposição à luz solar.

Nos dias de hoje, os avanços tecnológicos possibilitam o acesso a máquinas digitais com preços acessíveis. O registo da imagem em breves instantes e com grande qualidade. Hoje, não há ninguém que não tenha uma máquina fotográfica, nem que seja incorporada no telemóvel. Os computadores ficam “cheios” de pastas de fotografias, com momentos registados por estas pequenas máquinas que nos permitem “não esquecer” todas as festas, aniversários, passeios, etc. Tudo é pretexto para registar na máquina fotográfica.

“ A simplificação dos processos de captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens proporcionados intrinsecamente pelo ambiente digital, aliada à facilidade de integração com os recursos da informática, como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos e distribuição via Internet, têm ampliado e democratizado o uso da imagem fotográfica nas mais diversas aplicações”

Da mesma forma que a captação de imagem nos dias de hoje não é comparável ao processo experimentado por Niépece, também a sensação de olhar a fotografia deve ser forçosamente diferente. A primeira imagem registada, certamente, despertou admiração, fascínio e porque não perplexidade. Hoje o registo de uma imagem não é mais do que “imortalizar o momento”.

Sara Reis Araújo


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