Arquivo de 12 de Março, 2010

Tecnologia para o nosso agrado!

Deixo este vídeo, que exemplifica bastante bem, o papel da tecnologia e publicidade.

Seria perfeito se assim fosse…

Marta Pinto Ângelo

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Os média são a mensagem? Visita ao mundo do ‘Matrix’

Após a leitura dos textos recomendados, deparei-me com uma questão: o que é real, o mundo em que vivemos ou os média?

Lembrei-me então de um célebre filme, o ‘Matrix’, que explora muito bem o papel da tecnologia no nosso mundo.

‘Matrix’ é um filme realizado pelos irmãos Wachowski,lançado em 1999 e protagonizado por Keauno Reeves, no papel de Neo. Lida com temas como o domínio da tecnologia sobre o homem, a ficção científica e a liberdade.

Com vários efeitos especiais, o filme apresenta como tema a luta do ser humano, por volta do ano 2200, contra a repressão das máquinas, que começaram a sua evolução com o aparecimento e desenvolvimento da Inteligência Artificial. Num recurso extremo para derrotar as máquinas, a humanidade tapou a luz do sol para cortar o alimento de energia das mesmas, mas elas adoptam um solução radical: como cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia eléctrica, começam a cultivá-los em massa como fonte de energia. Para que o cultivo fosse eficiente, os seres humanos passaram a receber programas de realidade virtual, enquanto seus corpos reais permaneciam mergulhados em habitáculos nos campos de cultivo. Essa realidade virtual, que é um programa de computador ao qual todos estão conectados, chama-se Matrix e simula a humanidade do final do século XX.

Há, porém, perto do calor do centro da terra, uma última cidade de seres humanos livres, combatem em  missões em naves para combater as máquinas. O líder de uma dessas missões é Morpheus, um visionário que vislumbra em um dos habitantes da matrix o escolhido, que vem a ser Neo.

 Neo é resgatado de seu casulo, sacado da ilusão da realidade virtual e passa a ser treinado por Morpheus. A questão filosófica principal que o filme traz é justamente essa: O que é o real?

 O filme é repleto de mensagens subtis, de entre as quais a de que a máquina jamais controlará o homem, pois o seu “comportamento” é baseado em programas e programas podem ser entendidos pela complexa mente humana que transcende à simples racionalidade da lógica ao constituir o ser integralmente. Por isso as mensagens do Oráculo, uma senhora que cozinha biscoitos, são aparentemente equivocadas e ilógicas, mas ao final condizem com a realidade.

Selecionei algumas frases, que lidas atentamente, sempre dão que pensar, como um simples filme, pode ter tanta mensagem secreta…

Neo: 

“Eu sei que você esta ai fora. Eu posso senti-lo agora. Eu sei que você tem medo. Você tem medo de nós. Você tem medo de mudanças. Eu não sei o futuro. Eu não vim aqui para dizer como isso vai acabar. Eu vim aqui para dizer como isso vai começar. Eu vou desligar esse telefone, e então eu vou mostrar a essas pessoas o que você não quer que elas vejam. Eu vou mostrar-lhes um mundo sem você. Um mundo sem regras ou controles, sem barreiras ou fronteiras. Um mundo onde tudo é possível. Onde vamos, daqui, é uma opção que eu deixo para você.”

Trinity:

“Follow the white rabbit.”

– Siga o coelho branco.

“É a pergunta que nos impele, Neo. Foi a pergunta que te trouxe aqui. Sabes a pergunta, assim como eu sei. A resposta está lá fora Neo.”

“Neo, daquela vez quando me salvou, eu queria dizer o que eu sentia, mas não sabia como e tudo que pude dizer foi: Eu sinto muito. Não era o que queria dizer, me desculpe por aquilo, eu só queria dizer: Neo, eu amo você.”

Morpheus:

“Vou te dizer por que está aqui. Você sabe de algo. Não consegue explicar o quê. Mas você sente. Você sentiu a vida inteira: há algo errado com o mundo. Você não sabe o que, mas há. Como um zunido na sua cabeça te enlouquecendo. Foi esse sentimento que te trouxe até mim. Você sabe do que estou falando? Você deseja saber o que é a Matrix? A Matrix está em todo lugar. À nossa volta. Você pode vê-la quando olha pela janela ou quando liga sua televisão. Você a sente quando vai para o trabalho, quando vai à igreja, quando paga seus impostos. É o mundo que foi colocado diante dos seus olhos para que você não visse a verdade. Você é um escravo. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro. Nasceu numa prisão que não consegue sentir ou tocar. Uma prisão para sua mente. Infelizmente, é impossível dizer o que é a Matrix. Você tem de ver por si mesmo. Siga-me.”

“Amor é uma palavra, o que importa é a conexão que esta palavra implica.”

“Cedo ou tarde você vai perceber, como eu, que há uma diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho”.

“O que lhe foi dito era apenas o que você precisava ouvir.”

“Eu não posso te explicar o que é Matrix, você tem que ver por si mesmo.”

“Neo, você é o escolhido.”

“Matrix é um mundo que jogaram diante dos seus olhos, para deixá-lo cego quanto à verdade: que você é um escravo.”

– Morpheus para Neo

“Já teve um sonho, Neo, que você tinha a certeza de que era real? E se você não conseguisse acordar desse sonho? Como saberia a diferença entre o sonho e o mundo real?”

“O que é real? Como define real? Se você está falando do que pode ser cheirado, provado e visto, então real é simplesmente um sinal eléctrico interpretado pelo seu cérebro.”

“Sua mente torna real.”

“O que é Matrix? Matrix é controle. Uma simulação feita pelas máquinas para transformar toda a humanidade nisto aqui.”

– Morpheus mostra uma pilha para Neo.

Agente Smith:

“Eu gostaria de te contar uma revelação que eu tive durante o meu tempo aqui. Ela me ocorreu quando eu tentei classificar sua espécie e me dei conta de que vocês não são mamíferos. Todos os mamíferos do planeta instintivamente entram em equilíbrio com o meio ambiente. Mas os humanos não. Vocês vão para uma área e se multiplicam e se multiplicam, até que todos os recursos naturais sejam consumidos. A única forma de sobreviverem é indo para uma outra área. Há um outro organismo neste planeta que segue o mesmo padrão. Você sabe qual é? Um vírus. Os seres humanos são uma doença. Um câncer neste planeta. Vocês são uma praga. E nós somos a cura.”

“Sr. Anderson, surpreso em me ver? Então, tem consciência da nossa ligação. Não entendo bem como aconteceu. Talvez uma parte de você inserida em mim, algo sobrescrito ou copiado. Agora é irrelevante. O que importa é que o que aconteceu teve um motivo. Eu matei você. Vi você morrer com uma certa satisfação, devo dizer. Aí, algo aconteceu, algo que eu sabia que era impossível, mas que aconteceu assim mesmo. O Senhor me destruiu, Sr. Anderson. Depois disso, eu sabia as regras, entendia o que deveria fazer, mas não fiz. Não consegui. Fui compelido a ficar. Compelido a desobedecer. E agora aqui estou, por sua causa, Sr. Anderson. Por sua causa, não sou mais agente do sistema. Por sua causa, mudei, estou desconectado. Um novo homem, por assim dizer. Como você, aparentemente livre. Mas, como você sabe, as aparências enganam. O que me traz de volta ao motivo de estarmos aqui. Não estamos aqui porque somos livres, mas porque não somos. Não há como fugir da razão, como negar o propósito. Pois, como ambos sabemos, sem propósito, não existiríamos. Foi o propósito que nos criou. O propósito nos conecta. Ele nos impele. Nos guia. Nos motiva. O propósito nos define. O propósito nos une. Nós estamos aqui por sua causa, Sr. Anderson. Para tirar o que tentou tirar de nós. O propósito.”

“Por que, Sr. Anderson? Por que, por quê? Por que faz isso? Por que se levantar? Por que continuar lutando? Acredita que está lutando por algo mais do que sua sobrevivência? Pode me dizer o quê? Será que sabe? Será por liberdade? Verdade? Talvez paz! Será que é por amor? Ilusões, Sr. Anderson. Defeitos da percepção. Criações temporárias de um fraco intelecto humano tentando desesperadamente justificar uma existência sem sentido ou meta! E todas elas são tão artificiais quanto a própria Matrix. Embora só a mente humana pudesse criar algo tão insosso quanto o amor. Deve ser capaz de enxergar, de saber, a esta altura que não pode vencer! É inútil continuar lutando! Por que, Sr. Anderson? Por que persiste?!”

“Eu realmente deveria lhe agradecer pois foi sua vida que me mostrou o propósito de toda vida, o propósito da vida é terminar!”

 Cypher:

“A ignorância é uma benção…”

 

Diálogos:

 

Neo: Porque doem os meus olhos?

Morpheus: Porque você nunca os usou.

 

Garoto: Não tente entortar a colher. Isto é impossível. Ao invés disto tente perceber a verdade.

Neo: Que verdade?

Garoto: Não há colher.

Neo: Não há colher?

Garoto: Então você verá que não é a colher que entorta, e sim você mesmo.

 

Neo: Há outros programas como você?

Oráculo: Bem, não como eu. Mas, veja: você está vendo esses pássaros? Em algum ponto um programa foi escrito para governá-los. Um outro programa foi escrito para cuidar das árvores, do vento, do nascer e do pôr do sol. Há programas rodando por toda a parte. Os que estão fazendo seu trabalho, fazendo o que deveriam estar fazendo, são invisíveis. Você nunca saberá que eles estiveram aqui. Mas os outros, bem, nós ouvimos falar deles o tempo todo.

Neo: Nunca ouvi falar deles.

Oráculo: Ah, claro que você ouviu. Toda hora nós ouvimos alguém falar que viu um fantasma, ou um anjo. Cada história que ouvimos sobre vampiros, lobisomens ou aliens, é o sistema assimilando alguns programas que estão fazendo algo que não deveriam estar fazendo.

 

Morpheus: Você acredita em destino Neo?

Neo: Não!

Morpheus: Por que não?!

Neo: Não gosto da idéia de que não controlo a minha vida!

Morpheus: Sei exatamente o que quer dizer!

Trinity: Ouça, Neo. Você tem que confiar em mim.

Neo: Por quê?

Trinity: Porque você conhece essa rua, sabe onde ela termina. E eu sei que não é onde você quer ficar.

Vídeos

Então, vivemos no mundo real ou no Matrix?

Marta Pinto Ângelo


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