Arquivo de 13 de Março, 2010

Um futuro cada vez mais presente

Embora já tenha visto o filme Minority Report, este vídeo realmente surpreendeu-me.

“No futuro próximo podemos imaginar um mundo sem barreiras geográficas, linguísticas e culturais. Aproximar as pessoas e fazer com que todos tenham uma vida mais produtiva e melhor a nível pessoal. Vamos ter mais tempo para nós devido a estas novas tecnologias.”

E eu não podia concordar mais com estas afirmações. Vejam!

Márcia Oliveira

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«The Machine is Us/ing Us», Michael Wesch

Ao observar o vídeo de Michael Wesch concluo que, para mim, o argumento mais forte na “equação” é: a máquina somos nós.

A internet é um mundo. É incrível a infinidade de coisas que hoje em dia podemos fazer através dela. Desde blog’s, redes sociais e a uma quantidade enorme dos mais variados sites; todos os dias, milhões e milhões de pessoas acessam à internet e entre clik’s fazem o seu dia-a-dia nesse mundo virtual. Uns falam com os amigos, outros procuram emprego, alguns fazem compras, outros lêem o jornal, existem aqueles que vêm filmes, televisão, ouvem música,  muitos procuram informação e ainda há pessoas que até o amor vão ali procurar.

A Web 2.0, “contexto em que o conteúdo é produzido e consumido por usuários comuns”, é a prova de que o argumento mais forte somos nós. Desde à criação de blog’s/fotolog’s em que amigos ou pessoas totalmente desconhecidas vão comentar, à colocação de vídeos no youtube e em outros sites como este, à própria criação de sites, redes sociais, inquéritos, passatempos… Enfim, as pessoas sem se aperceberem expõem-se de uma maneira assustadora num mundo onde nunca se sabe verdadeiramente o “lado de lá”, ou seja, no fundo, a um mundo desconhecido. Aliás, para mim, esse é outro dos grandes poderes da internet, nela podemos ser quem quisermos, quando quisermos e fazermos o que quisermos. É realmente assustador por um lado, mas fascinante por outro. Nós usamos a máquina como bem entendemos e queremos, temos o poder de manipulá-la e usá-la em nosso proveito. É pena é que nem sempre o sabemos fazer da melhor maneira.

Deixo ainda aqui dois vídeos que complementam totalmente aquilo que eu disse e defendi, são ambos bastante interessantes e valem realmente serem vistos.

O primeiro fala do estado da Internet na actualidade e o segundo aborda as consequências que esse mundo virtual nos pode provocar. Aconselho-vos verdadeiramente a ver, alguns dados são surpreendentes.

1º Vídeo

[Infelizmente não consigo colocá-lo aqui mas, deixo-vos o link para o consultarem, vale realmente a pena: http://vimeo.com/9641036]

2º Vídeo

Márcia Oliveira

Que significou ver a imagem em movimento pela primeira vez?

Para quem teve a oportunidade de assistir aos primeiros filmes que marcaram o aparecimento do Cinema, sem dúvida que estas experiências foram das mais incríveis que durante a sua história o ser humano já viveu. Uma experiência que mudou o mundo e a forma de o entender, desenvolvendo-se e manifestando-se em diversos pontos do globo com finalidades diferentes por parte dos seus criadores. Um desses pontos importantes foi Paris, que através dos irmãos Louis e Auguste Lumiére,  se experimentava um novo aparelho recentemente descoberto chamado Cinematógrafo. Esta máquina possibilitou pela primeira vez a projecção de imagens em movimento num grande ecrâ à vista de um público.

Estes foram tempos em que o cinema não tinha ainda ambições artísticas e era entendido como uma nova descoberta dentro de um contexto tecnológico e científico que procurava uma forma de captar a realidade do movimento e de a reproduzir tal e qual.

O aparecimento dos primeiros filmes foram uma autêntica revelação e tiveram um impacto tão forte nos espectadores que estes mal podiam crer. As reações foram múltiplas deixando o público, uns de boca aberta, petrificados, outros estupefactos, fascinados, etc. Havia também os que se opunham, dizendo que tudo era “obra do demónio”. Também como acontece nos dias de hoje, colocava-se bastante a seguinte questão: “Mas meu Deus, onde é que vamos parar?”

Mas agora voltando aos irmãos Lumiére e lembrando um dos seus primeiros filmes que se chamava “ A Saída dos Trabalhadores da Fábrica Lumière”(1895), alguns de nós até poderão dizer que é um filme simples e banal sem conteúdo temático, que pouco ou nada oferece, nunca imaginando a sua verdadeira importãncia. Todavia, o impacto que este filme de curtíssima duração causou nos espectadores parisienses foi tão grande que a partir daí não se falava noutra coisa. Pela primeira vez as pessoas assistiam através de um grande ecrâ, à mais perfeita reprodução da realidade em movimento alguma vez vista que, neste caso, eram os trabalhadores a sair da fábrica. Também pela primeira vez aparecia como protagonista de um filme a classe trabalhadora, que em termos sociais e políticos poderá ter tido alguma importância.

Pode-se então concluir que esta pequena película como muitas outras deste tempo, para além do impacto que tiveram, são hoje importantes e significativos documentos históricos que enriquecem a vida dos média, mostrando imagens e sinais de uma determinada época, pessoas, comportamentos, modas e muitos outros registos culturais.

Link para o filme “A Saída dos trabalhadores da fábrica Lumiére”: http://www.youtube.com/watch?v=HI63PUXnVMw

Pedro Jorge Chau

A minha quinta virtual

O farmville é uma aplicação da rede social facebook que está na “ordem do dia”. Trata-se de um jogo em que somos proprietários de uma quinta virtual, temos por isso de cuidar dela diariamente como se de uma verdadeira quinta se tratasse. Plantam-se flores, feijão, abóboras, alfaces.  Um ou dois dias depois asseguram-se as colheitas ou corre-se o risco de se perderem, perdendo assim dinheiro. O objectivo do jogo é conseguir-se cada vez mais créditos e terreno para aumentar e diversificar a quinta. São casas, estábulos, capoeiras, máquinas agrícolas e outras alfaias agrícolas.

Comecei a jogar no farmville porque o meu primo, com apenas nove anos, pediu-me para o aceitar como “vizinho”, ou seja, ele precisava de vizinhos para poder aumentar a sua quinta. Quando o aceitei como vizinho e aderi a esta aplicação do facebook, nunca me passou pela cabeça entrar naquele jogo, mas a música estimulante, as cores fortes e todas as actividades que eu podia fazer deixaram-me entusiasmada e hoje já estou atingir o nível 30!

Agora dou por mim a pensar “ tenho de ir para casa e colher o arroz”. Se eu tivesse uma quinta de verdade seria assim tão divertido? Não me parece. De facto, se as redes sociais já nos tornam tão dependentes do mundo virtual, os jogos que elas nos oferecem vêm ainda mais aumentar essa dependência. Em vez de estar a colher o arroz da minha quinta podia estar a ler um bom livro. As pessoas “queixam-se” do rigor e do cumprimento de horários mas não se importam de cumprir os horários rigorosos do farmville.

As novas tecnologias acentuam a dependência do homem, tanto para as coisas nucleares como agora no aspecto de diversão…  e o livro que eu comecei a ler à um mês ficou a meio e a minha quinta cresce exponencialmente.

Sara Reis Araújo

O mundo global e o espaço virtual

Globalização. Este conceito, que começou por designar a organização das estratégias de produção e de consumo à escala mundial por parte das grandes potências económicas, tem vindo a alargar-se a outras áreas (ambientais, ecológicas, sociais, culturais,…), designando o estreitamento das relações interculturais à escala mundial. A questão da globalização do planeta – isto é, de pouco a pouco nos estarmos a tornar numa aldeia global onde a variedade de culturas e costumes seria substituída por uma monótona e enfadonha padronização -, é um problema que remonta ao início da Idade Moderna (com o começo da economia à escala mundial), sujeito a uma evolução histórica cumulativa e, há quem afirme, irreversível. Todavia, esta questão impôs-se de modo mais evidente na segunda metade do século XX, sobretudo após os anos 80, quando, com a afirmação do neoliberalismo, a Humanidade tomou consciência de quanto a economia se havia realmente mundializado.

Iniciado pela economia, o fenómeno da globalização só se tornou possível com o progressivo desenvolvimento dos transportes de pessoas e mercadorias, mas, principalmente com a verdadeira revolução que, no século XX, os progressos electrónicos, da informática e da cibernética operaram nos meios de informação e comunicação à distância.

Com efeito, hoje em dia, o telefone móvel, as comunicações por cabo ou por satélite e principalmente os computadores e a Internet permitem, em espaços de minutos/segundos, contactos áudio e vídeo entre pessoas em qualquer parte do Mundo. Estes e outros novos meios de informação/comunicação, estabelecidos à escala mundial, criam-nos a noção de um novo espaço, um espaço virtual, que já não se mede pelas usuais dimensões do espaço físico, e onde em muito pouco tempo qualquer um pode consultar informação, aceder à sua conta bancária, realizar reuniões online, gerir os seus negócios, conversar com amigos ou família, procurar distracção, sem sequer sair da cadeira, esteja onde estiver.

A globalização da economia e a rápida massificação das telecomunicações produziram um terceiro fenómeno, cada vez mais evidente – a aculturação do planeta pelas potências pioneiras nestas tecnologias e que dominam a produção/emissão destas novas formas de comunicação de massas, exactamente os países mais desenvolvidos e mais ricos como os EUA, a União Europeia, o Japão. É um facto, por todo o lado verificável, o quanto a cultura ocidental, anglo-saxónica sobretudo, se vai impondo como cultura universal, nos hábitos do vestir, do habitar, do lazer, etc.

                                                                                                                                                                                           Débora Mogadouro

Rolltop: a tecnologia não tem limites!

Hoje em dia os portáteis estão cada vez mais pequenos e mais modernos, mas ainda há grande limitação sobretudo quando se fala em mobilidade e flexibilidade. Podemos levantar a tampa, digitar texto (ou outras funções) em teclas imóveis, fechar a tampa e transportá-lo numa bolsa própria para portáteis.

Porém o “Rolltop”, protótipo de um portátil multi-funcional apresentado por uma empresa alemã Orkin Design, possui características distintas e inovadoras.

Este novo conceito apresenta-se como um portátil completamente táctil e que pode ser enrolado (devido à total flexibilidade do ecrã) para facilitar o transporte. Vejam o vídeo para terem uma ideia de como o “Rolltop” poderá funcionar:

Segundo o vídeo podemos verificar que o “Rolltop” pode ser enrolado e transportado ao ombro descartando as “antigas” bolsas com compartimentos almofadados que estamos habituados a usar. O portátil possuirá um ecrã “OLED” (sucessor dos ecrãs LCD e plasma) flexível.

Ainda de acordo com a demonstração podemos observar que o ecrã fica preso num tubo, que posteriormente se separa e armazena o hardware (placas, webcam, altifalantes, três entradas USB e o carregador de energia) tornando, assim, o ecrã “mais leve”.

Esta nova tecnologia leva a multi-funcionalidade do computador portátil ao extremo: se por um lado quisermos digitar textos ou navegar pela Internet com um teclado virtual e totalmente táctil dobramos o portátil a 90º; se, por outro lado, pretendermos utilizar o modo “tablet” para editar fotos ou outro tipo de tarefas, utilizando uma caneta especial para o efeito, desenrolamos completamente o ecrã. O protótipo, devido ao apoio que se pode colocar na parte de trás, permite-nos, ainda, ver fotos ou filmes como se de uma televisão se tratasse.

Este projecto, que ainda está em fase de estudo e demorará algum tempo a chegar ao mercado, prime pela originalidade e inovação, uma vez que enrolar um portátil é, sem dúvida, uma excelente forma de poupar espaço.

As características atribuídas a este portátil são cada vez mais proeminentes no mundo em que vivemos, uma vez que a flexibilidade e a mobilidade tornam-se factores primordiais na aquisição de uma nova tecnologia. Quem não pretende portáteis mais leves e flexíveis para transportar quer para a faculdade, trabalho ou mesmo para lazer?

O vídeo de apresentação, ou se quisermos uma possível “publicidade futura”, pretende mostrar a versatilidade, a novidade e a multiplicidade dos contextos em que o produto pode ser utilizado. De igual forma, o conceito de quotidianidade e de facilidade de uso e transporte estão muito patentes, pois o “Rolltop” pode-nos acompanhar para todo o lado sem ser um “fardo” como alguns portáteis actuais ainda o são.

Quando o portátil estiver disponível com certeza muitas pessoas vão querer adquirir esta nova tecnologia, uma vez que o vídeo tenta convencer-nos, que ainda não existe nada tão avançado e multi-funcional como o “Rolltop”.

Apesar de o produto ser apresentado de forma didáctica e visual substituindo a habitual explicação auditiva, na minha opinião, ficamos completamente rendidos, pois mostra-nos como o dispositivo pode ser facilmente utilizado e transportado por qualquer um de nós.

A tecnologia do “Rolltop” é claramente fascinante.

Mónica Lima


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