Arquivo de 14 de Março, 2010

Publicidade Simples e Eficaz

Hoje em dia, encontramos publicidade em todo o lado: na nossa caixa de correio, no cinema, nos cartazes espalhados pelas ruas, na televisão, praticamente em qualquer site na Internet, e mesmo no nosso telemóvel. Habituámo-nos a ignorar grande parte dela, mas alguns anúncios perduram na nossa memória, por vezes durante anos. Isto deve-se às inúmeras técnicas de marketing que são utilizadas, e que podem ir desde uma música simples e facilmente memorizável (um exemplo recente será a publicidade ao Pingo Doce), até produções de proporções megalómanas, como alguns anúncios de automóveis.

Uma publicidade eficaz deve possuir três características essenciais: deve despertar a nossa atenção, deve ficar na nossa cabeça, e deve criar em nós o desejo do objecto publicitado. A tarefa, porém, não é fácil: como é que se entra na cabeça de alguém que ignora todos os anúncios? Como convencer alguém a interessar-se por um produto que não procura(va)?

Recentemente, a Apple encontrou uma forma de o fazer. A marca já é conhecida, as características dos seus produtos também, e a sua presença tornou-se uma constante nas nossas vidas. Mesmo assim, criaram para as suas colunas para Ipod um anúncio extremamente simples, mas difícil de ignorar. A nossa curiosidade fala sempre mais alto.

Quando estranhamos algo, tentamos descobrir o motivo…

E isto é o que encontramos:

Palavras para quê?

Daniel Sampaio

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A Era da Publicidade

Dou por mim a imaginar o mundo sem publicidade e não consigo visualizar tal cenário. Todos os dias somos bombardeados com publicidade nos mais diversos locais: a televisão, os cartazes espalhados pelas ruas, a rádio, o cinema e claro a nossa caixa de correio. Estes são apenas alguns dos transmissores de publicidade.

Neste contexto, vejo um problema. Será que conseguimos ignorar a presença de toda esta máquina de publicidade? Podemos sempre afirmar que somos pessoas esclarecidas e com conhecimento das técnicas persuasivas usadas na publicidade e que somos indiferentes a todo este processo. Mas será isso possível? Não podemos esquecer que as técnicas deles também são cada vez mais eficazes, cada vez mais pensadas.

A fidelidade é uma das características nunca esquecidas neste mundo. A novidade, a ideia de que um objecto é sempre melhor que o anterior é inegavelmente também um dos maiores recursos usados no mundo publicitário. Não podemos esquecer que a ideia de publicidade é vender, mais do que isso, é fazer-nos crer que determinado produto, não só é de excelente qualidade, mas principalmente, que nos é imprescindível.

Os media são actualmente os grandes transmissores da publicidade, ou seja, podemos concluir que os media não estão desvinculados do resto da sociedade, bem pelo contrário.

Ana Filipa Fonte

Imprensa: o caso de Portugal e o caso global

A primeira publicação noticiosa conhecida em Portugal data de 1641 em Lisboa. Esta e as publicações que se seguiram eram inspiradas nas edições de outros países da Europa. Nesta altura a divulgação era reduzida devido ao preço, que era elevado, e ao baixo nível de alfabetização e desenvolvimento cultural.

Mas desde o seu aparecimento até à situação da imprensa no nosso país, foram necessárias algumas mudanças e um longo caminho a percorrer.

O interesse pelas notícias surge naturalmente durante períodos de tempo com alguma instabilidade na sociedade, a população necessita da informação para conseguir acompanhar tais mudanças. Assim, as publicações que dantes eram esporádicas e ocasionais, viram-se obrigadas a satisfazer a procura, desenvolvendo, assim, a imprensa periódica. Eram estas publicações que formavam a consciência dos portugueses e dos restantes europeus. O caso português, que não foge à regra, teve, por exemplo, em finais século XIV e inícios século XX, um crescimento abrupto no número de novas publicações. Devido à instabilidade causada pelas divergências políticas, os diferentes partidos serviram-se desta forma de comunicação quer para fazer propaganda quer para destruir rivais.

Para além do tema político, as artes, as ciências, a filosofia ocuparam um grande número de páginas. As elites intelectuais faziam questão de pertencer, ou colaborar nalguma publicação. Desta forma, ia sendo fomentada uma imprensa de ideias e debate. Por exemplo, muitas obras literárias eram publicadas não em livros, mas sim em publicações periódicas colectivas.  É desta maneira que os folhetins e gazetas proliferavam. A esta razão alia-se outra, com o facto de haver tempo para o ócio, a leitura destas edições ofereciam momentos de descontracção e lazer. Mesmo para a população analfabeta, esta tinha acesso ao conteúdo dos jornais, folhetos e outros através de leituras públicas. Independente de certas notícias não terem fundamentos reais, eram apreciadas e envolviam toda a comunidade.

Esta realidade desapareceu, a prensa, actualmente, tem um carácter mais individualista. Surgiram os códigos de ética que regem as edições jornalísticas e que impõem a parcialidade. Proíbem qualquer tipo de artigo ou comentário pessoal e que venha a ser vantajoso para alguma entidade. Com isto, a imprensa deixou de ser usada como elo directo entre partidos políticos e público.

A variedade continua a ser grande, mas quanto a jornais generalistas, o número já é mais reduzido. Expandiu-se em géneros. Existem revistas e jornais de todos os temas de maneira a abranger a maioria dos consumidores. Com as fronteiras cada vez mais invisíveis, é também possível comprar edições de todos os cantos do mundo.

A imprensa, pela própria palavra, remete-nos para o papel, mas esta concepção está a mudar. O número de vendas tem vindo a diminuir e tudo por causa da internet. Já não há nenhum jornal que não tenha o seu espaço no mundo virtual. O ecrã tornou-se a nova folha de jornal. Por não se pagar pelo acesso ao site do periódico, alguns não têm a edição completa. O acesso é restrito, e só através de um pagamento é que é possível ler os artigos na íntegra. O jornal estando a ser apresentado num aparelho digital, é possível completar o corpo noticioso com vídeos, fotografias com melhor definição, música, etc. As empresas, que já antes aproveitavam para estampar a publicidade no papel, continuam a ter esta oportunidade, mas agora de uma forma mais interactiva. Há uma nova interactividade em todos os sentidos, por exemplo, de forma rápida e fácil, o leitor deixa um comentário, uma crítica a uma notícia ou a uma crónica.

O jornal papel e o jornal digital não estão a competir. Ambos têm o seu espaço. O jornal digital tem a força que tem por ter existido anteriormente o jornal papel. No jornal papel há referências à edição digital, para visionamento de vídeos ou para hiperligações relacionadas com o artigo. O contrário também acontece, mas serve para relembrar e evidenciar ofertas ou promoções do jornal papel.

A tendência é a de as edições de papel se extinguirem, mas a cultura do jornal papel ainda está para durar.

Joana da Costa Santos


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