Arquivo de 15 de Março, 2010

A Internet

Desde a Pré-História que o Homem procura criar novas ferramentas que lhe permitam melhorar os seus conhecimentos e a sua condição de vida, a fim de descobrir e de controlar outros mundos. Por isso, após a feitura dos primeiros computadores, nos Estados Unidos, por volta dos anos 40, e por necessidades militares, já na década de 70, os investigadores americanos criaram o projecto Arpanet com o objectivo de interligar as telecomunicações e os computadores das instalações militares; depois associaram os computadores das universidades, de empresas particulares e a rede foi-se estendendo a todo o país e mesmo a outras redes (de satélite, de rádio terrestre, …). Nos anos 80, foram estabelecidos canais de comunicação com a Europa e, por fim, com todo o Mundo – era a criação da Internet. O seu crescimento foi célere e proporcional à riqueza dos países e aos seus graus de desenvolvimento e de liberdade.

Dispondo de um computador, de comunicações telefónicas, de outras tecnologias e de um servidor (que faça ligação à Internet), é-se um internauta e entra-se no ciberespaço. O benefício da Internet consiste primeiramente em ser um local de comunicação, de convívio e de união de pessoas (muita gente vive ligada à rede) e, depois, na possibilidade de recriar e manipular os seus conteúdos; desde um “nomadismo virtual”, com simulacros de viagens e ambientes, a formas de aprendizagem e de entretenimento à distância para estudiosos e simples curiosos. Mas também contém malefícios: a não selecção dos sites, a fuga à realidade, a habituação a um pensamento fragmentado e ao isolamento do real.

Ao aceder à Internet, o planeta globaliza-se e quanto mais vulgarizada e popularizada ela for, mais a Humanidade se libertará das distâncias, das fronteiras e partilhará o poder (como indivíduo e como colectivo) do conhecimento e da intervenção.

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Lixo Electrónico

O lixo resultante dos dispositivos eléctricos e electrónicos tem vindo a ser cada vez mais uma preocupação para todos nós.
De acordo com um documento divulgado no passado dia 22 de Fevereiro em Bali, pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep), os resíduos electrónicos crescem a um ritmo de 40 milhões de toneladas por ano em todo o mundo. A Unep Prevê que em 2020 o lixo electrónico aumente cerca de 400% relativamente a 2007 na China e na África do Sul. Na Índia o valor será de 500%. O programa também apresenta preocupações com o Brasil e com o México que poderão enfrentar graves problemas ambientais e de saúde pública devido ao não tratamento destes materiais.
Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais deste tipo de resíduos com 3 milhões de toneladas por ano, seguidos da China com 2,3 milhões de toneladas.
Na Europa apenas 27% dos resíduos eléctricos e electrónicos são reciclados. A Universidade da ONU, alerta para a necessidade de aumentarmos este número para 75%. Isto permitirá reduzir a quantidade de lixo dos actuais 5,3 para 2,2 milhões de toneladas.
O número de instituições capazes de reciclar estes resíduos tem vindo a aumentar, no entanto é ainda insuficiente, além disso as populações revelam algum desleixo e pouca preocupação com o assunto.
Igualmente preocupada a Greenpeace revelou que a Europa, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão estão a utilizar os países mais pobres como depósito para o seu lixo electrónico, nomeadamente a Nigéria, o Paquistão, a Índia e a China. Os trabalhadores destes países desmantelam manualmente estes materiais, com ajuda de fogões a gás, martelos e outras ferramentas. Esta forma rudimentar de tratar estes dispositivos expõe não só os trabalhadores mas também o meio ambiente a gases e outros produtos bastante perigosos.

Daniela Ribeiro, uma artista plástica portuguesa, tem procurado realizar os seus trabalhos a partir de dispositivos electrónicos, nomeadamente telemóveis:

Joyce Lopes

O homem do novo milénio

O homem estabeleceu uma relação intrínseca com a máquina, desde os primórdios dos tempos. O homem sonhou e a obra nasceu. Mas actualmente existe uma formatação do ser humano, em que os actos já se tornaram de tal forma habituais que é como se fizessem parte de pré-programação, que nos coloca ao mesmo nível das máquinas e, indo até mais longe, nos torna os escravos do novo milénio. Deixámos de assumir a posição em que a máquina é criada com a função de satisfazer as nossas necessidades e vontade. Hoje em dia, somos nós quem gere o dia-a-dia em função das “necessidades” das máquinas. Se o telemóvel começa a dar sinal de bateria fraca, é como se fosse o nosso próprio coração que começasse, lentamente, a falhar. Se o computador avaria, é quase como se um tsunami tivesse varrido a nossa vida pessoal. E, por último, quando a electricidade falha, o caos instala-se.
Muito resumidamente, é esta a situação do nosso século. Nem é uma batalha entre homem e máquina, porque aqui, o ser humano já assumiu, claramente, o seu papel de ser inferior. Basta referir a máxima que tantas vezes tenho ouvido “A máquina tem sempre razão” (ao passo que o ser humano não).

Sara Queirós


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