Arquivo de 21 de Março, 2010

Cinema 3 Dimensões

O filme  “Alice no pais das  maravilhas” é um conto criado por Lewis Carroll. Este foi agora adaptado pelo realizador Tim Burton para a  Disney. Como obra digital, este filme foi filmado para ser projectado em 3 dimensões, com uma fusão de imagem real e animação foto-realista.

O filme em 3 demensões dá-nos um certo realismo das acções e dos objectos, ou seja, tenta chegar o mais possível ao que é real e natural. Já as a animações foto-realistas, são o que ainda nos permite distinguir o real do imaginário, como é exemplo dos animais a falarem.

Como reflectimos nas aulas, existe uma tripla lógica na genologia dos média que nos é dada por Bolter e Grusin, a que chamamos Imediação, Remediação e Hipermediação.

Neste filme, há uma pequena presença de Imediação (transparência do meio), pois dá-nos a ilusão de um prolongamento do espaço humano. Ou seja, este filme como a maioria do Cinema Americano dá atenção á transparência pois, aproxima-se mais do real, é como uma continuação do nosso “mundo”. No entanto, não é  a presença principal aqui e a presença realista é diferente, pois este tenta uma aproximação ao realismo mas através dos efeitos especiais de 3 dimensões, dando a noção de a proximidade dos espaços.

Neste filme a nossa atenção é dirigida essencialmente para o meio da representação, isto porque, há uma grande presença de abstratos e ultradimênsão do meio. O filme proporciona aos espectadores uma série de espaços em que nós próprios nos sentimos “pequenos” dentro deles, assim como os objectos e os animais dao-nos a sensação de que podemos tocar  neles.

Em  “Alice no pais das maravilhas”, existe uma Remediação entre os meios, neste caso entre um conto/romance  e o cinema. O conto transpôs para o cinema a sua história e a sua visão, no entanto, o filme não é completamente fiel á história. Neste caso Tim Burton tenta dar um argumento diferente a esta, transformando a Alice numa adolescente de 17 anos que volta ao Pais das Maravilhas, 10 anos depois e com a particularidade de não se recordar da ultima vez que lá esteve.

                                                                                                                                                                                                                                          

                                                                                                                      Julina Alves

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Uma escrita digital

Computadores, telemóveis, agendas electrónicas, são apenas alguns dos exemplos de tecnologias que nos permitem usar o teclado como forma de escrita.

Os computadores, vêm em grande força substituir as folhas, tantas vezes utilizadas para fazer trabalhos académicos, escrever livros, poemas, notícias, reportagens, entre tantas outras coisas. Hoje, rara é a pessoa que utiliza as folhas de papel para escrever, seja o que for. As folhas virtuais do Word, são nos dias que correm, as melhores amigas da maioria dos alunos, professores, empresários, jornalistas, engenheiros, médicos, um sem número de profissões.

Os telemóveis, levaram para longe o hábito de trocar cartas. A instantaneadade das mensagens escritas venceram com larga distância, a correspondência em papel. Os telemóveis são também os “culpados” dos post-it ficarem fora de cena. A possibilidade que estes aparelhos nos oferecem para organizarmos a nossa agenda, podendo programá-lo para noslembrar de qualquer tarefa, fez-nos esquecer os pequenos recados colocados em post-it pelas casas, escritórios, etc.

As agendas electrónicas, deixaram esquecidas nas prateleiras as comuns agendas de papel. As irresistíveis funcionalidades que estes obejectos nos oferecem, são uma concorrência desleal com as agendas em papel.

Não sei se todas estas mudanças são boas. Não sei se a escrita digital é ou não uma vantagem. Sei que em muitos casos ajudou. Ajudou e muito, quanto mais não seja a poupar tempo. Escrever um livro é certamente mais rápido a computador, nos dias de hoje. E na máquina de escrever, quando esta era a protagonista. Escrever uma reportagem ou um trabalho académico, sem dúvida, que é mais rápido com o auxílio do teclado, do que com a caneta.

Mas será assim tão bom levar tudo ao extremo? Não será benéfico ter contacto com o papel? Não é bom, podermos escrever, reescrever e riscar? Não sei a resposta a estas perguntas. Sei que este texto que estão a ler, foi em primeiro lugar escrito em papel. Gosto de agarrar a caneta, de ver o corpo do texto a aumentar. Gosto de riscar, gosto até de arrancar folhas para o lixo quando necessário. É no papel que consigo detectar erros. É no papel que gosto de ler e reler. Não estou com isto a dizer que não utilizo o computador ou que não acho benéfica a sua utilização, bem pelo contrário. Simplesmente gosto de equilibrar as duas partes.

Ana Filipa Fonte

Mundo virtual

Hoje em dia são poucas as pessoas que não aderem a uma rede social, como por exemplo, twitter, hi5, facebook etc. sendo o  acesso  permitido a qualquer pessoa. Porém, algumas pessoas ficam obcecadas pelo seu uso exagerado em expor as suas fotografias, em saber quem faz o quê, por onde andam, em divulgar informações, a fazer comentários, a jogar os jogos disponíveis etc.

Livros, jornais, revistas, programas de televisão..tudo o que pretende saber basta perguntar se estiver online ou pesquisando pelos grupos e listas. Já se fazem telemóveis em que o seu software traz as aplicações necessárias para se manter online em qualquer lugar.

Por outro lado, estas redes também são muitas vezes usadas por artistas para expor os seus trabalhos e ficarem conhecidos através da constante adesão de amigos novos, para além de trabalhadores individuais que querem expor a sua arte também grandes empresas aderem a estas redes para interagirem os seus cliente e com isso criar uma espécie de relação. Assim os clientes podem ter oportunidade de saber mais sobre os produtos e também expressar o seu agrado ou não.

 Também, por ser um sistema aberto pode ter um impacto global positivo para trabalhar em alguns princípios humanos, como por exemplo, através da criação de grupos e de fundações para ajudar em qualquer causa, com o objectivo de fazer do mundo um lugar melhor. Através de apelos e de angariações de fundos, estas redes sociais podem servir para alcançar um objectivo melhor e não apenas para partilhar fotografias e coscuvilhar o que se passa na vida dos amigos virtuais.

Resta-nos a cada um determinar se a adesão às redes sociais é uma coisa boa ou má até certo ponto.

Beatriz Reis Santos

Méliès, o pai dos efeitos especiais

Georges Méliès nasceu em 1861, em França. Era mágico e ilusionista de profissão e apresentava os seus espectáculos no seu próprio teatro, Théâtre Robert-Houdin.

Contactou com o cinema a partir da primeira projecção pública com o cinematógrafo que os irmão Lumiére fizeram, em Dezembro de 1895, em Paris. Méliès ficou bastante entusiasmado com o aparelho e ofereceu 10 mil francos para  obter uma cópia. Com medo da concorrência, os Lumiére recusaram. Semanas mais tarde, Georges soube de um inglês que teria desenvolvido um aparelho semelhante ao cinematógrafo. Assim, Méliès conseguiu desta vez obter a máquina que, para o ilusionista francês, fazia magia.

Atribui-se a Méliès muitos dos truques ou efeitos que ainda hoje se utilizam no cinema: fade in, fade out, sobreposições, personagens voadoras, objectos que se movem sozinhos, pessoas que desaparecem, stop-motion, etc.

A descoberta destas possibilidades foi um mero acaso. Méliès encontrava-se a filmar até que de repente a câmara encravou, retomando a filmagem pouco tempo depois. Posteriormente, ao ver o resultado, verificou que por causa da interrupção, os objectos filmados tinham mudado de lugar, algumas pessoas tinham desaparecidos, e os veículos tinham dado um salto. A base para os vários efeitos de cinema estava descoberta.

Entre 1896 e 1913, Méliès criou mais de 500 películas, que com o engenho do cineasta, são um achado de uma fantasia extraordinária.

As suas criações são o fruto do encontro de duas técnica distintas: a fotografia e o teatro/ilusionismo. O uso de recursos típicos do teatro (maquilhagem, mímica, cenografia) é muito recorrente. A câmara de filmar é posta à frente do cenário para transmitir a ideia de ser o ponto de vista de um espectador da plateia. Os actores apresentam-se, acenam e olham para a câmara. Méliès explorou as entranhas do cinema, descobriu muitos dos seu segredos e brincou largamente com os seus fascinantes recursos, criando uma colecção de jóias cinematográficas repletas de engenho e espontaneidade.

Aquando da sua morte foi escrito: “Georges melies foi a primeira pessoa que realizou peliculas cinematográficas com cenas artificialmente preparadas e mediante esta inovação deu nova vida a um comercio agonizante. Foi o criador de peliculas com temas fantásticos ou mágicos e as suas obras têm sido imitadas sem êxito em todos os países.”.

A obra que o imortalizou chama-se Le voyage dans  la Lune.

Georges Méliès, Le voyage dans la Lune

Georges Méliès, Les cartes vivantes

Georges Méliès, Lune a un metre

Joana da Costa Santos


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