Arquivo de 28 de Março, 2010

“Nintendo 3DS” – Sem óculos especiais

O gigante japonês dos jogos de vídeo, Nintendo, anunciou o lançamento dentro de um ano de uma nova consola com imagens em três dimensões (3-D), que não necessita de recurso a óculos especiais.

Esta consola, provisoriamente baptizada como Nintendo 3DS será “a nova máquina de jogos portátil que sucederá à série Nintendo DS” da qual foram vendidos 125 milhões de exemplares em todo o mundo desde 2004.

A empresa japonesa mencionou ainda que o novo portátil será totalmente compatível com os jogos de modelos anteriores, logo, este novo “brinquedo” será capaz de visualizar não só jogos em três dimensões como também os mais antigos.

A nova consola será equipada com um ecrã de 4 polegadas (10,2 cm) de diagonal, ligeiramente mais pequeno que o da DSi. Terá também um joystick que permite deslocações em três dimensões, e um mecanismo de retrocesso que permitirá ao jogador, por exemplo, sentir fisicamente uma colisão de um personagem.

Quanto a preços, o grupo ainda não adianta valores mas sublinha que vai revelar mais pormenores durante a Feira Internacional de Vídeo Jogos dia 15 de Junho em Los Angeles.

Parece que a imediacia será, com esta nova tecnologia mais fácil de ocorrer pois, com a ausência dos tais óculos especiais para nos lembrarem que existe um “obstáculo” entre a ficção e a realidade é mais fácil nos esquecermos da presença do meio e, consequentemente, acreditarmos que estamos verdadeiramente dentro do jogo e vivermos todas as peripécias como se fossem reais.

Márcia Oliveira

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O meio é a mensagem

Em todas as artes digitais ou não digitais, percebemos que o meio desempenha um papel importante. Ele é que cria a nossa imaginação e que nos dá informações indispensáveis para o decorrer da história. O meio ou espaço dá-nos a noção do tempo, da acção, da paisagem, entre outros pormenores importantes para o entender da história.

Nos livros, a descrição do espaço onde a história é relevante, é importante para nós mesmo imaginarmos esse “mundo” , mesmo que seja a partir de algumas palavras. Mas esse mundo que imaginamos é relativo, porque o espaço que imagino certamente é diferente da visão de outra pessoa. Já na fotografia a revelação do espaço só é uma e dá-nos a informação de maneira real e precisa, de maneira que a nossa imaginação aqui é irrelevante. O mesmo acontece com o teatro onde somos nós mesmos que presenciamos o espaço e o tempo, e todo o cenário, dá-nos os dados necessários. Na pintura as representações tentam se aproximar do real o mais possível, no entanto, nunca chegará a ser realmente real, pois para isso demoraria anos até que o pintor conseguisse captar todos os pormenores existentes do real num só quadro. Já no caso do cinema, esta é talvez a arte que nos dá o meio com mais pormenores e precisão, dando a ilusão do real. É precisamente este o objectivo, atingir o máximo de real possível, de maneira a que os espectadores acreditem que a história é real e comentem o filme durante dias até o esquecerem. No caso dos filmes em 3 dimensões, o real é cada vez mais perceptível. E mesmo que a história seja impossível como no caso de “Avatar”, nós somos imediatamente presos pelo mundo ficcional criado e todos os efeitos especiais utilizados.

 Nós somos desta forma, influenciados pelo espaço que decorre numa acção, seja ele em que arte se inserir; o meio é a mensagem, pois sem ele nunca entenderíamos onde é que a  história se desenvolve. E certamente não seria tão credível para nós, mas sim insignificante.

                                                                                                                                                                        Juliana Alves

A Land full of Wonder

“Alice no país das Maravilhas” é considerada uma obra clássica da literatura inglesa, escrita por Lewis Carroll que nos conta a história de uma menina, Alice, que cai numa toca de coelho e vai parar a um lugar fantástico onde vivem criaturas antropomórficas.

Com imenso sucesso, esta obra de literatura inglesa foi das que teve mais adaptações na história do teatro, cinema e TV.

A primeira adaptação para cinema foi um filme de fantasia, curto e mudo do Reino Unido que estreou a 17 de Outubro de 1903 nos Estados Unidos, e realizado por Cecil Hepworh.

Mais tarde, outra adaptação foi feita para cinema e em 1951 estreou “Alice no País das Maravilhas”, desta vez um filme de animação e de longa-metragem, um clássico produzido pelos estúdios da Disney. O filme recebeu a indicação ao prémio “Óscar de Melhor Trilha Sonora” e foi indicado ao “Leão de Ouro” no Festival de Veneza.

Passados 57 anos, Tim Burton começa a rodar em Maio de 2008 uma nova adaptação. O filme estreou a 5 de Março de 2010 nos Estados Unidos e é uma espécie de sequência do original. Alice tem agora 19 anos e está numa festa em Oxford, onde vive, estando prestes a ser pedida em casamento. Desesperada, foge e quando vê um coelho branco segue-o e vai parar ao País das Maravilhas, um lugar que já tinha visitado há treze anos mas que não se lembrava.

Quem vê os três filmes, nota que, há medida que o tempo passou o espectador torna-se cada vez mais envolvido no meio. No entanto o meio na última adaptação de Tim Burton não desaparece, porque apesar de nos envolver com o efeito em 3D ainda precisamos de uns óculos para conseguir o efeito. Usar óculos escuros no cinema não é uma coisa a que estamos habituados e por conseguinte o objectivo da imediação (o meio desaparecer) não é alcançado. Assim estamos perante a hipermediação porque em vez de estarmos  a olhar através de algo estamos a olhar para ela, ou seja, se tirarmos os óculos a imagem fica desfocada e deixamos de ter  a sensação que estamos dentro da história.

Beatriz Reis Santos


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