Arquivo de 1 de Abril, 2010

Conduzir com alegria!

Andava a pesquizar sobre novas tecnologias e gadgets e deparei-me com este site, e principalmente com este anúncio que me chamou a curiosidade.

Trata-se de um pequeno dispositivo que se coloca no vidro do pára-brizas do carro, de maneira a que os condutores que nos sigam o vejam.

Funciona através de infra-vermelhos, com pilhas que duram até 5 meses. Os sinais luminosos são em vermelho, semelhantes ao da luz de travar.

E a parte interessante? Mostra o estado de espírito do condutor.

Ou seja, em vez de nos depararmos com aquelas situações em que um dedo aparece fora da janela, agora veremos um sinal claramente indicativo para não aborrecermos o condutor. Naqueles dias em que nos sentimos alegres e com vontade de partilhar isso com o mundo porque não carregar no botão e colocar um sorriso em quem nos segue?

Ou então quando a pessoa amada segue no carro atrás de nós porque não surpreender com um coração?

São coisas simples que no final do dia bem podem alegrar um dia angustiante.

Portanto Drivemotion, e as emoções conduzem-se melhor!

Marta Pinto Ângelo

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Composição Musical na Era Digital

Desde a invenção do fonógrafo de Edison, a indústria da música gravada evoluiu de inúmeras formas. A transição do mono para o estéreo, ou do vinil para a cassete e posteriormente para o CD foram alguns dos avanços mais marcantes do século passado. Já então se podia constatar a vontade de guiar a música em direcção ao mundo digital.

Os The Prodigy, formados em 1990, são uma das bandas mais importantes da história da música electrónica. O facto de algumas das suas músicas continuarem a ser um sucesso mais de dez anos após o seu lançamento é algo um pouco invulgar neste tipo de música, e comprova a originalidade do grupo britânico. O seu single de 1997, Smack My Bitch Up, é uma das suas músicas mais conhecidas:

No final do ano passado, surgiu um vídeo bastante interessante no YouTube. Outro criador de música electrónica, Jim Pavloff, mostrou ao mundo como recriar este êxito dos Prodigy utilizando o programa Ableton:

Jim Pavloff demonstrou assim que é possível criar um êxito sem recorrer a conhecimentos musicais, mas apenas a conhecimentos informáticos (embora seja útil compreender algumas noções básicas de música). Retirando samples de várias músicas, criou uma versão tão semelhante à original que a maior parte das pessoas seria incapaz de reconhecer a diferença.

Obviamente, algumas pessoas sentiram-se enganadas pelos Prodigy. Afinal, não tinham criado de raiz uma das músicas mais responsáveis pelo seu sucesso: apenas tinham aproveitado partes compostas por outros artistas, vários anos antes. Isso, para muitos, era considerado plágio.

No entanto, há alguns aspectos a ter em conta: em primeiro lugar, cada sample que utilizaram não dura o suficiente para ser considerado uma violação de direitos de autor; em segundo lugar, a tecnologia em 1997 encontrava-se bastante menos evoluída, e portanto a sua utilização era muito mais complexa; e por fim, não se pode dizer que seja fácil encontrar fragmentos em músicas de diversos estilos e construir algo de inteiramente novo a partir daí.

Resumidamente, podemos aqui constatar uma mudança no campo da música devido à evolução tecnológica. Uma música pode agora ser avaliada não com base no virtuosismo de um músico nem na linguagem de um compositor, como era habitual, mas sim através da capacidade que alguém teve de construir um intrincado puzzle, com peças recolhidas um pouco por toda a parte.

Daniel Sampaio


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