Arquivo de 13 de Abril, 2010

ChatRoulette – Mais um clique, mais uma voltinha!

Um chat aleatório e a nível mundial é o mais recente fenómeno online. Criado por Andrey Ternovskiy, um programador russo de apenas 17 anos, o ChatRoulette é uma verdadeira “roleta russa” de pessoas com webcam. Através deste mecanismo e ainda com o uso de microfone, o sistema sorteia uma pessoa de qualquer parte do mundo para falar connosco. Mas, se a pessoa não for do nosso agrado, também não existe qualquer tipo de problema, basta carregar em F9 e, ‘Next’, automaticamente é sorteada uma nova pessoa.

Como o fenómeno é realmente ainda muito recente, apresento-vos um pequeno vídeo sobre este chat que tem tanto de surpreendente como de desagradável:

O ChatRoulette promete fazer furor. Um “webchat” com pessoas que não conhecemos, de outros países e com outras culturas chama-nos logo a atenção e cativa automaticamente o nosso interesse. Mas, a verdade, é que toda esta adrenalina de podermos falar com dezenas de pessoas em questão de minutos ou até mesmo de segundos, abre inúmeras possibilidades para a imaginação de todos e, embora recente, este fenómeno online é já um dos sítios onde existe mais pornografia gratuita.

Infelizmente, algo que muitos utilizadores não sabem e que deveriam, é que o ChatRoulette possui um mapa. O sistema é baseado no Google Maps e mostra especificamente quantas pessoas estão online e em que lugares do mundo mas, para além disso, o ChatRoulette Map ainda vai mais longe identificando a pessoa que está online. Para isso, basta apenas fazer zoom num determinado ponto do mapa e pode-se assim ver o perfil do utilizador, tornando-se totalmente possível reconhecê-lo e, se continuarmos a fazer zoom, em muitos casos, é mesmo possível reconhecer a rua onde a pessoa vive.

Mesmo assim, a verdade é que o ChatRoulette tem cada vez mais utilizadores. A febre por este vídeochat é cada vez maior e embora tenha uma enorme variedade de contras, os prós tem sido suficientes para cativar cada vez mais pessoas pelo mundo fora a aderirem a este novo fenómeno da internet.

Para quem ficou com alguma curiosidade sobre este novo chat, deixo aqui alguns exemplos de maneiras originais e divertidas de abordar as pessoas que nos vão aparecendo na nossa “rouleta russa” mundial:

1º Vídeo

2º Vídeo

Para finalizar, deixo aqui também uma paródia feita por Jon Stewart, apresentador do famoso programa norte-americano, Daily Show.

Na opinião do apresentador: “o ChatRoulette é aquilo que todo o mundo quer, sexo rápido e casual dentro de uma casa-de-banho de uma Dunkin Donuts, só que na internet.” E, posso dizer muito sinceramente que a minha é, exactamente a mesma.

Márcia Oliveira

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Twitterature


Quando os estudantes americanos de 19 anos, Emmett Rensin e Alex Aciman, se questionaram qual seria a maior fonte de informação e inspiração de todos os tempos, encontraram a sua resposta na literatura. Dizem: “nenhuma geração está completa sem a literatura”. Mas existia um espaço por preencher, usar toda essa informação e aplicá-la em algo que estivesse presente na mentalidade do século XXI.
A internet seria o próximo passo e com a ajuda do twitter, que, mais do que uma rede social, permite uma publicação instantânea daquilo que desejar-mos partilhar, literalmente com todo o mundo, com restrições a nível de spam e identificação, na qual se incluí a idade.
Surge então, aquilo que é a combinação das duas coisas: literature e twitter igual a twitterature. O sucesso da ideia dos dois alunos terá sido tão grande que a Penguin Books lhes ofereceu negócio para a edição em formato livro.
Em “Twitterature: The World’s Greatest Books, Now Presented in Twenty Tweets or Less”, cerca de 80 obras de literatura, desde Kafka a Dante, Shakespeare a J.K. Rowling ou desde Dostoevsky a Dickens, todos eles sob forma de escrita twitter, o qual inclui glossário de todos os anacronismos e termos twitter em auxílio aqueles que possam não estar familiarizados com essa maneira de escrever, e aínda, a facilidade de ler obras imensamente densas e que exigem uma grande concentração em apenas 140 caracteres, ou menos, fazendo com que elas fiquem bastante mais curtas, coesas e rápidas de ler.
Este facto não poderia ter mais a ver com o que falamos em aulas anteriores, e de acordo com Lev Manovish e a sua teoria de transcodificação cultural. Aquilo que seria uma publicação impressa em papel terá sido transformada para código computacional ao ser publicada num determinado site e este agora com o pormenor irónico de ter sofrido com o revés da situação de ter sido editado em livro.
A edição desse livro aínda não se encontra traduzido em Português mas já se encontra disponivel na net para venda online da sua versão original em Inglês.

A internet mata

Ao ler a revista Portuguesa Sábado desta semana, deparei-me com um artigo que, na minha opinião, está em tudo relcionado com a aula e de certa forma, complementa a minha ultima publicação.

O artigo do jornalista da Sábado, André Barbosa intitula-se: ” Hábitos que a internet está a matar”. É baseado num estudo da Microsoft que concluiu que Portugal é dos países europeus onde se passa mais tempo ao computador. “20% dos cibernautas portugueses estão online mais de cinco horas por dia”. No entanto, o artigo tem como pano de fundo, uma reportagem do jornal britânico Telegraph, onde este selecciona cinquenta coisas que estão a desaparecer por causa da internet. A Sábado mostra-nos algumas delas.

Almoçar! Segundo o Telegraph, a hora de almoço é cada vez mais um mito. Essa hora é agora ocupada a responder a emails, a actualizar o Facebook ou simplesmente a fazer uma pesquisa na internet. O almoço completo, tal como o conhecemos, foi substituído por uma sanduíche que é possível comer frente ao computador. O único senão são as migalhas no teclado.

A internet, mais concretamente a enciclopédia online Wikipédia está a “matar” o hábito de se comprarem ou de se consultarem enciclopédias em papel. A wikipédia conta já com trezentos e quarenta milhões de acessos todos os meses. Para completar este cenário, há pouco mais de um mês, a National Geographic anunciou um Atlas para o iPhone- ” uma aplicação que requer ligação à internet e a informações socioeconómicas sobre todos os países do mundo.”

Os álbuns de fotografias também têm sido vítimas deste inimigo poderoso que é a internet. O Facebook, o flickr, o picasa e o photobucket são os substitutos actuais dos álbuns de fotografias que todos reconhecemos nas prateleiras lá de casa.

Também na compra de pornografia a internet tem influências. Há alguns anos, os adolescentes coravam antes de se dirigirem a um quiosque para comprar a sua primeira revista pornográfica. Hoje os constrangimentos desapareceram. Em milhões de sites encontram-se inúmeras imagens para adultos disponibilizadas gratuitamente ou através de pagamento com cartão de crédito. Para ficarmos com uma ideia da dimensão da pornografia na internet, um estudo da Cyber Sentinel, empresa de software, concluiu que estes conteúdos para adultos movimentam 2,9 milhões de euros por ano.

Os rumores são outros dos afectados. Se há dez anos era possível o público passar semanas na dúvida sobre determinado rumor, só o conseguindo esclarecer com a chegada às bancas de um jornal ou uma revista que repusessem a verdade; hoje já nada disso acontece. OS rumores, são hoje em dia muitíssimo rápidos a circular na internet, mas os seus desmentidos são igualmente velozes. Graças ao Twitter, basta esperar alguns momentos até que o visado vá esclarecer as coisas.

A ignorância em relação ás línguas estrangeiras também está a deseparcer graças à internet. O russo, o mandarim, o árabe ou o checo já não são indecifráveis. Se o objectivo for ler um blog em qualquer uma destas línguas, e esta não seja de todo do nosso conhecimento, o Google Translator dá uma ajuda. Claro que as traduções nunca serão perfeitas mas o contexto permite-nos chegar lá.

A tão saudável, na minha opinião, ignorância das férias também está a desaparecer graças à mais famosa invenção de todos os tempos, a internet. Há mais de vinte anos atrás, passar férias longe de casa, num local sem televisão, sem rádio e sem avistar nas redondezas uma tabacaria significava ficar na ignorância em relação ao que estava a acontecer no mundo. Hoje é tudo diferente, mesmo que não se leve computador portátil não há problema. Hoje a internet está disponível nos telemóveis. Também os empreendimentos turisticos já oferecem acesso à internet gratuito ou pago.

Por fim, a internet está também a “matar” o respeito pelos médicos. Cada vez mais, quando sentimos uma dor, primeiro fazemos uma consulta no google, só depois de já termos o nosso próprio diagnóstico é que vamos ao médico. A Microsoft concluiu num estudo de 2008 que fazer pesquisas de doenças na internet pode provocar um outro sintoma: a ansiedade. Segundo a Microsoft 2% de todas as pesquisas nos motores de busca são de saúde.

Ora, esta reflexão vem reafirmar a ideia de que a internet, a tecnologia está a mudar as nossas práticas. Este é um exemplo claro da influência da internet nas nossas vidas. Depois disto, resta-me deixar-vos com uma pergunta: Será que queremos deixar todas estas coisas morrerem?

Ana Filipa Fonte

Flash Mobs

Flash Mobs  são aglomerações de pessoas num local público com o objectivo de realizarem um determinado evento previamente combinado. Estes encontros são, geralmente, lançados através de e-mail, chats, blogues ou redes sociais, recolhendo assim a adesão das pessoas.

Por exemplo, o primeiro flash mob foi organizado por um Jornalista de Manhattan, Bill Wasik quando este enviou um e-mail aos amigos e convidou-os para aparecerem em frente da loja de acessórios femininos Claire´s. Contudo, a ideia do jornalista foi travada pela polícia que soube com antecedência do que ia acontecer e não deixou as pessoas chegarem perto da loja Claire´s,

No dia 10 de Setembro de 2009 o grupo muscial, Black Eyed Peas, quebrou o record do maior flasb mob quando reuniram 20 mil fãs em Chicago, nos EUA, para comemorarem o início da nova temporada (vigésima quarta) do programa Oprah Winfrey. O grupo cantou o grande sucesso “I Gotta a feeling” e uma rapariga começou a dançar em frente ao palco. De repente o resto do público acompanha a rapariga e fazem uma coreografia em conjunto. Oprah, que não sabia de nada, ficou deslumbrada com o que estava acontecer. O evento que começou por convocar 800 fãs da apresentadora através das redes sociais acabou por reunir 20 mil pessoas.

Os flash mobs são mais um exemplo do poder que a internet e todos os seus serviços têm na vida das pessoas. Esta “moda” já chegou no nosso país. No ano passado, em Lisboa, várias pessoas andaram sem calças no metro da capital com o objectivo de “arrancarem sorrisos” por quem passavam. Esta foi uma iniciativa publicitada no blogue do ImprovLisboa, um grupo que “causa situações de caos e alegria no dia cinzento dos habitantes de Lisboa”.

O flash mob é mais um tipo de evento que tem garantia de êxito devido à forte divulgação que as redes sociais e os blogues asseguram. Ultrapassam fronteiras.

Sara Reis Araújo

MyePets

Gostaria de adoptar um animal?Que não cheire mal,nao largue pelo pela casa ou faça as suas necessidades no seu tapete?

Myepets.com é um site onde poderemos adoptar um cão virtual.Para isso basta-nos comprar um peluche myepet em qualquer loja Toys´r´us ou Centroxogo entre outras,o que nos dá o direito a um codigo a introduzir no site para finalmente termos o nosso cão virtual.

Depois de seguidas as instruções um video inicial indica todo o tipo de actividades possiveis de serem postas em pratica.Desde a escolha da roupa ou um tratamento spa tudo tem o seu custo que podera ser pago por pontos ganhos em passatempos ou compras online´.

Numa sociedade em que milhões de animais vivem em abandono e condições precoces,este é mais um meio de desencorajar todos aqueles que pretendem ter um animal de verdade pois neste tipo de sitetodos os contras de possuir um animal sao manipulados de forma virtual.

Este software permite a inovação da “responsabilidade virtual” uma vez que cria um sentimento para com um animal que não existe fisicamente  e ao mesmo tempo tem a capacidade de introduzir um pouco da noção sobre o que é adoptar um animal.

Este é um assunto que enquadra varias questões e opiniões uma vez que não se adivinha ate agora se este projecto alguma vez terá alguma utilidade no ambito de mudar práticas soçiais e culturais,ou se será apenas um instrumento criador de um maior afastamento entre o ser humano e os animais reais.

António Paulo Andrade


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