Arquivo de 20 de Abril, 2010

“The machine is us/ing us”

A máquina somos nós. Nós somos os responsáveis pela máquina e pelas suas consequências. Queremos cada vez mais. Contudo, há que reconhecer limites.

O filme “Gamer” fez-me pensar… sinceramente, deixou-me com um certo medo do que pode acontecer no futuro. O que acontecerá à ética?… aos valores?…

Sinopse:

Num futuro próximo, os jogos virtuais e o entretenimento evoluíram para um assustador novo híbrido. Os seres humanos controlam-se uns aos outros, em grande escala, e em jogos com múltiplos jogadores online: pessoas jogam com as vidas de pessoas verdadeiras… por puro prazer.

A tecnologia capaz de controlar mentes encontra-se em cada esquina; o coração dos jogos controversos e o seu criador é o isolado bilionário Ken Castle (Michael C. Hall). A sua última concepção, o videojogo de tiros no primeiro que aparecer, “Slayers”, permite a milhões executar as suas fantasias mais macabras, online, diante de um público à escala global, utilizando prisioneiros reais, como avatares, com quem lutam até à morte. Kable (Gerard Butler) é a estrela e o herói de culto dos violentos “Slayers”.

Kable é controlado por Simon, um jovem jogador com o estatuto de estrela de rock, que continuamente desafia todas as probabilidades, levando Kable a alcançar a vitória a cada semana que passa. Arrancado à sua família, encarcerado e forçado a lutar contra a sua vontade, o gladiador, dos dias de hoje, tem que sobreviver o tempo suficiente para escapar ao jogo, libertar a sua família, recuperar a identidade e salvar a humanidade da impiedosa tecnologia de Castle.

Sara Godinho

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Deadline Now – a sociedade digital

A evolução da sociedade não poderá ser delineada sem o seu envolvimento com os média – muito pelo contrário. Numa actualização constante, as pessoas já não transportam adereços, mas sim objectos indispensáveis e necessários às suas funções produtivas. Ora, a necessidade ultra-mediada deriva precisamente da intensificação da presença dos média na era moderna: a automação coincide com uma sociedade mediada, que agora se interessa mais com o acesso e a reutilização, assim como a criação de outros média; a variabilidade explica as inúmeras versões dos objectos automáticos. Posto isto, é percebida a emergência dos novos média que suplantam e integram os anteriores, sendo que a conectividade entre os dispositivos não implica uma estrutura fixa. Numa constante ligação mediada com o real, as relações de proporção entre os nossos sentidos são modificadas, sendo que os média funcionam como uma extensão da mente humana.

As sociedades de massa não são apenas consequência da industrialização, mas também dos meios de comunicação em massa. O mundo é agora uma aldeia. A sociedade da hiper produtividade assegura a sociedade consumista numa comunicação intensa e instantânea.

Em palco é representada, no passo apressado dos personagens ocupados com os seus instrumentos técnicos e portáveis, a metrópole da era digital – do imediato, do constante e do simultâneo. O cenário digital, enquanto remediação de um manufacturado, intensifica esse “reino implacável do imediatismo”. A produção das obras digitais projectadas em tela engloba a captação de imagens com dispositivos digitais, que remetem para tempos outrora vividos, agora distorcidos na mente dos personagens. O rodopiar altamente acelerado de imagens aleatórias significa a perda da noção de tempo do mesmo. É notável ainda o sumiço gradual dos gestos humanamente naturais, sendo que os personagens vão reproduzindo os batimentos mecânicos e os sons sistemáticos da música (electrónica), numa coreografia da sua própria rotina diária. O espectáculo funciona assim como uma prática cultural que aponta para a ligação constante com os dispositivos técnicos numa conectividade entre sujeitos alienados deles mesmos.

Anabela R.

Deadline Now – o espectáculo

Muitas pessoas que não percebem que são muitas. Uma série de personagens distantes umas das outras apesar de estarem perto. Os objectos digitais sempre presentes conectando-os a tudo menos a quem está próximo, menos a si mesmos. Um cenário digital, a música electrónica.

‘Deadline Now’, é um espectáculo do grupo Von Magnet para a Companhia Persona, de Santa Maria da Feira. Um projecto realizado para o Festival Imaginarius da cidade, em 2006 mas que continua, pontualmente, a ser encenado.

As personagens representam a sociedade moderna. O trabalho, a pressa, o fazer inúmeras acções em curtos espaços de tempo.  O quotidiano contemporâneo, as acções diárias a que nos habituamos e que não existem sem a tecnologia. O exagero dessas acções, o exagero que leva á loucura e a loucura que leva ao cansaço que traz um pouco de humanidade. Os personagens atropelam-se para chegar mais rápido, caem e empurram quem está á sua frente e são guiados pelas batidas da música electrónica e mecânica a uma coreografia da rotina moderna. Em três telas são projectados vídeos, tanto com representações idênticas ás das personagens, como imagens totalmente diferentes, como por exemplo flores ou uma pessoa a ler. Vão aparecendo também palavras e frases curtas como ‘sejam eficientes’, ‘rápido’, ‘conectado’. A tensão do espectáculo é intensificada por estas palavras e contrasta com as palavras de um dos personagens que se questiona acerca da sua vida e da sua existência e evoca a sua infância, dizendo palavras soltas como ‘mãe’, ‘sumo’, ‘berlindes’. Nesta altura, os restantes personagens estão demasiado envolvidos em pequenos movimentos, levando-os á sua repetição excessiva e, em seguida, ao cansaço extremo. Aqui, sem energias para continuar, encontram-se todos no chão e encontram-se com o toque humano.

O processo do imediato é representado em ‘Deadline Now’. O agora, o rápido, algo com que aprendemos a conviver através da evolução dos média.

Maira Carpenedo

O relacionamento com a música na era digital

A transformação da cultura pelos média sempre foi e continua a ser uma realidade bastante visível. Uma das práticas culturais em que nos últimos tempos estas transformações mais se têm revelado, é a música. A digitalização mais os novos softwares têm alterado o modo como a música se vai produzindo, distribuindo e consumindo. Estas mudanças confirmam assim uma importante teoria sobre os novos média, elaborada por um professor universitário russo, estabelecido nos Estados Unidos, chamado Lev Manovich. Para ele os novos média são os média digitalizados, ou melhor, os média remediados através do computador. Nos seus estudos sobre visual média, computação, softwares, Manovich escreveu um importante livro onde faz uma análise dos novos média através de cinco princípios: representação numérica, modularidade, automação, variabilidade e transcodificação cultural. Neste último princípio e talvêz o mais importante de todos, Manovich descreve a importãncia do papel do computador, defendendo que este e o meio cultural se influênciam mutuamente.

Voltando às transformações na música, falarei agora em alguns níveis em que estas ocorreram e como os nossos costumes mudaram.

Com a introdução das tecnologias digitais nos anos oitenta,  por exêmplo os sintetizadores digitais (MIDI), apareceram uma série de novos géneros e sub-géneros musicais no campo da música electrónica (House, Acid House, Tecno, Jungle, etc). No entanto será bom referir de que a música electrónica já existia há bastantes anos atrás sobre o formato analógico, não como musica dirigida a massas populares, mas sim como música experimental associada mais às vanguardas.

Outra das mudanças que os softwares digitais trouxeram foi o fácil acesso à produção, gravação e edição de música por cada indivíduo. Com o aumento de computadores em ambientes domésticos, a possibilidade de individuos criarem a sua própria música aumentou, não tendo de recorrer ao aluguer de estúdios ou de pagar quantias elevadas a engenheiros de som. Isto confirma ainda mais a filosofia do “D.I.Y”, slogan bastante conhecido que apareceu na era punk. Novos ou emergentes artistas podem agora gravar as suas primeiras “Demos” em casa sem ter que pagar por um estúdio. Algumas fontes dizem que a internet tem vindo assim a democratizar e individualizar a produção musical, não se pode negar isto, mas isso é um assunto mais complexo que já não tem tanto a ver com este texto.

Outras duas importantes mudanças foi o aparecimento em primeiro do compact disc (CD) e depois uns anos mais tarde do mp3. Em relação ao vinil e à cassette o CD oferecia maior durabilidade, facilidade de transporte e qualidade sonora. O mp3 trouxe pela primeira vez a vantagem de ser um formato que não ocupa espaço fisico, podendo ser descarregado através da internet, enviado, partilhado (file sharing) e arrumado no computador.

Outra transformação evidente foi o acesso mais fácil a géneros musicais considerados mais “underground”, sem pretensões comerciais. Estes géneros de dificil acesso, ignorados pelos meios de informação, circulam agora no You Tube, Blogs, e outros sites ou fanzines digitais. Isto prova que o uso da internet vem facilitar a promoção e distribuição de artistas marginalizados pela indústria musical, apesar do poder económico e domínio do mercado  pelas grandes editoras continuar a ser grande.

Para terminar, gostava de ainda enumerar alguns dos aspectos negativos que a digitalização trouxe para a música. Apesar das mudanças que ocorrem e parecem democratizar a indústria musical, isto sempre depende dos contextos sociais, políticos e económicos em que estas novas tecnologias operam ou não operam. Os computadores e a internet têm vindo a reduzir as barreiras para a participação no mercado da música, mas no entanto, a maioria das pessoas de classes mais desfavorecidas ou de países menos desenvolvidos, este tipo de participacão está longe de ocorrer.

Alguns estudos têm provado que os benefícios destas novas formas de consumir música têm consequências pouco animadoras. Existe uma tendência para as pessoas se aborrecerem com tanto consumo, pela facilidade de acesso, banalizando esta forma cultural tão importante. Existe cada vez mais uma espécie de nostalgia para com tempos em que o desafio e a gratificação de adquirir música era maior e valorizado. O formato em Vinil para além de nunca ter desaparecido totalmente como muitos previam, está agora novamente em ascenção como quase uma forma de culto, pelo seu som analógico, que é mais orgânico e pelo lado estético que supera qualquer outro formato.

Para acabar, e sob uma forma de reflexão,  gostaria só de deixar dois pequenos extratos de textos produzidos por dois autores diferentes, que reflectem sobre a complexidade dos efeitos dos média na nossa cultura:

“there is a compulsion to consume, and it´s getting worse. So eager are we to sample everything, quickly and in quantity, that we take no time to taste what it is that we’re consuming, never let our stomachs feel full or our palettes be sated. And so we stuff ourselves indiscriminately with everything we come across and end up bloated, sluggish, and tired.” (Nick Southhall, 2005)

“the web has extinguished the idea of a true underground. It´s too easy for anybody to find out anything now (…) I sense that there´s a lot more skimming and stockpiling, an obsessive-compulsion to hear everything and hoard as much music as you can, but much less actual obsession with specific arty-facts.” (Reynolds, 2007)

Pedro Jorge  Chau

Transcodificação

Entende-se por “transcodificação cultural” a transformação dos códigos da cultura e dos média por efeito dos códigos computacionais, ou seja, transformar algo da sua forma natural para outro formato. Segundo Manovich, este seria o principio com mais consequências na transformação da cultura humana pelos novos média. Assim é modificada a lógica cultural dos média através da recombinação da camada computacional da cultura e da camada cultural dos novos média.

Cada vez mais nas práticas culturais é usada a tecnologia, desde a transformação da pintura para a fotografia, do teatro ao cinema do cinema à televisão e por aí fora e por isso todas as práticas culturais existente necessitam do uso de meios tecnológicos. Ou seja, as categorias culturais e os conceitos dela são substituídos, a um nível que o seu significado e linguagem, por meio de transcodificação novos que derivam da ontologia dos computadores. Os novos média actuam assim como um precursor desse processo mais geral de re-conceituação.

Exemplos de transcodificação cultural são o resultado da digitalização por parte dos museus, as livrarias e companhias também começam a digitalizar os livros, jornais e revistas, são descarregados livros para a internet diariamente e inventados aparelhos que contenham os livros. Os filmes e a música também são digitalizados e postos na internet.

O software é criado por grandes empresas que deixam que novos softwares sejam criados constantemente, como por exemplo renovação do Windows, blogues como o facebook, motores de busca de informação entre outros softwares que estão no centro da economia global, da cultura e da vida social. Sendo os softwares usados directamente por milhões de pessoas e internacionalmente, estão em contacto directo com a cultura e com a sociedade, o software passou a ser algo presente no dia-a-dia de qualquer pessoa que tenham um computador e uma televisão, ou qualquer dispositivo electrónico.

Beatriz Reis Santos

Dançar num palco digital

Nos dias 17 e 18 de Abril de 2010, esteve em palco o espectáculo ‘Mapacorpo’ de Amélia Bentes, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Um projecto que cruza a dança com o desenho digital em tempo real e também a música ao vivo.

«Partimos da ideia de mapear o nosso próprio espaço. Uma viagem. Um estudo do mapa da realidade: histórias que acumulamos, escolhas que fazemos e que determinam o que somos – a viagem é também no tempo: que mudanças se processam num corpo? Que corpo ter agora?», diz a criadora.

As duas intérpretes deste espectáculo exploraram este tema através do desenho digital. Os movimentos das bailarinas ligaram-se aos traços do desenho, criando uma coreografia entre o corpo e a máquina. Enquanto dançavam, um ‘papel digital’ gigante, do tamanho do palco, era projectado no chão. Em tempo real, traços apareciam no chão do palco, interagindo com as bailarinas que pareciam fazer parte do enorme desenho de luz. Curiosos também os momentos em que a projecção se fez no próprio corpo, com linhas digitais que pareciam aparecer com cada movimento deste.

A utilização de projecção de vídeo em todo o tipo de espectáculos tornou-se comum para o espectador, mas em ‘Mapacorpo’, o que está a ser projectado está a ser feito naquele momento e não tem apenas o objectivo de ser visualizado. A projecção do desenho transforma o palco físico num palco de imaginação. Uma guitarra eléctrica tocada ao vivo dá a energia necessária a este mapear do corpo através de linhas e formas que aparecem, desaparecem e criam efeitos no espaço onde as bailarinas dançam. A cada segundo, Amélia Bentes e Leonor Keil encontram-se num espaço diferente, com mais ou menos um pormenor no chão onde pisam e se movimentam.

Que o digital chegou aos palcos já sabemos. As formas de interacção com ele é que são inúmeras. Amélia Bentes, com sucesso, utilizou esta.

Maira Carpenedo

Os média e a sociedade

 

A sociedade é o elemento constante que permite ao ser humano a sua evolução. Sem existir numa sociedade não se tem a compreensão do mundo real.

Para este mundo, então, existir, é preciso crescer com a evolução quer material, quer política, quer intelectual, quer tecnológica.

A nível tecnológica houve uma grande evolução ao longos dos tempos.

Começamos com simples reproduções de sons e imagens, e chegámos ao mundo dos computadores e dos ipods.

A tecnologia continua a surpreender a cada dia que passa, e nós só devemos aprender com ela.

Mas se no presente, a tecnologia já é vista como algo banal, e os média fazem parte do nosso quotidiano, em tempos mais remotos, eram algo importante e capaz de mudar e de fazer a revolução.

Se existem os média como responsáveis da evolução do próprio homem, existem também os responsáveis por mudar o mundo, mudar a sociedade.

Os media podem aqui desempenhar um papel social mas também político e unificador, por exemplo, no apelo ao voto, na construção de uma consciência de cidadania e na própria reunião de famílias separadas e afastadas pela guerra.

As tecnologias sempre influenciaram o nosso dia-a-dia. A grande diferença é que agora são muitas dessas tecnologias são omnipresentes e transportadas connosco, o que poderá dar uma maior ilusão de influência no quotidiano.

A rádio teve um papel muito importante na difusão de ideias políticas no século passado. Foi usada por exemplo, por Hitler, para difundir os seus ideais políticos.

A rádio era um meio de comunicação, transmitia notícias, músicas, como funciona hoje em dia, ou melhor, quase, pois nos nossos dias não existe um apertado sistema de censura, como havia noutras épocas.

A rádio é um recurso tecnológico das telecomunicações, é usada para propiciar a comunicação por meio da transmissão de informações previamente modificadas em sinal electromagnético que se propaga através do espaço.

Por cá, a Revolução dos Cravos teve por base músicas como senhas que passaram a determinadas horas dando a conhecer o início da revolução.

Foi a rádio o meio escolhido pelos militares para passarem as suas senhas, sendo essa difusão directa, pois as músicas não eram censuradas.

Quem diria que um programa de rádio escondia uma revolução?

Quem diria que a partir de uma música a sociedade portuguesa iria mudar?

Assim foi a revolução dos Cravos, a Revolução do 25 de Abril. A Revolução que decretou o final da ditadura do Estado Novo.

Estávamos em 1974, e esta revolução foi pensada, programada e levada a cabo por um grupo de militares descontentes com o regime e a situação militar resultante da guerra colonial.

Estes militares, na sua maioria capitães, uniram-se no chamado “Movimento das Forças Armadas” (MFA), e na madrugada do dia 25 tomaram os principais pontos estratégicos da capital.

A população apoiou desde o primeiro minuto o MFA, facto que se tornou decisivo para a vitória do movimento. O povo percebeu que os capitães tinham a vontade de restaurar liberdades há muito perdidas e enterrar um regime podre e caduco.

Este golpe de Estado militar derrubou o regime, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o governo ditatorial deixado por António de Oliveira Salazar, levando a cabo a transformação política, social e histórica até à aprovação da Constituição Portuguesa em 1976.

Esta revolução não teria sido possível sem os média presentes na altura, que desempenharam o papel fulcral no desenrolar dos acontecimentos.

Os dias já eram esperados, a revolução já tinha sido anunciada, mas as acções nunca tinham sido desempenhadas.

Eis que a união do colectivo acontece e a partir do rádio a revolução começa os seus passos.

A partir dos Emissores Associados de Lisboa, é a voz de João Paulo Dias, que anuncia que faltam 5 minutos para a meia noite. Ainda estávamos no dia 24 de Abril de 1974, e a música anunciada é a do festival de 74, de Paulo de Carvalho, ‘E depois do Adeus’.

Este é o primeiro sinal para o início das operações militares a desencadear pelo ‘Movimento das Forças Armadas’.

Há 00,22 é no programa Limite com Paulo Coelho, que a voz previamente gravada pelos potentes emissores da Rádio Renascença de Leite de Vasconcelos declama a primeira quadra da canção ‘Grândola Vila Morena’ de José Afonso:

Grândola Vila Morena

Terra da Fraternidade

O Povo é quem mais ordena

Dentro de ti ó cidade!

Esta é a senha escolhida pelo MFA como sinal de confirmação da actuação das operações militares.

No final da transmissão o agente da censura presente dá sinais que escutara algo que não previra.

25 de Abril, das  00,30 às 16 horas, assiste-se à ocupação dos pontos estratégicos considerados fundamentais.

16,30 é a hora máxima da concretização da revolução: Marcelo Caetano comunica que irá render-se, após ter expirado o limite da rendição proclamado pelo Capitão Salgueiro Maia nos megafones no Quartel do Carmo.

Às 17,15, o General Spínola entra no Quartel do Carmo para negociar a rendição de Marcelo Caetano.

No Quartel do Carmo, a bandeira branca é hasteada!

Com a revolução dos cravos regressam as liberdades de opinião, de expressão e de imprensa. Fala-se sem medo de ser punido por aquilo que se diz e pensa.

Os média tiveram então, neste contexto, uma importância suprema, pois foram os responsáveis quer pelas senhas para as operações militares quer pela actualização dessas mesmas operações.

Sem a rádio presente, a revolução não teria tido a mesma importância e a mesma historicidade.

O vídeo que apresentámos é uma reconstituição dos factos, encontrado no youtube.

Hoje em dia, é mais fácil termos acesso a este tipo de informação graças à internet que se transformou numa grande transmissora de informações e factos sobre tudo um pouco. Mas ainda assim pode enganar-nos se ao pesquisar-mos encontrarmos informações erradas.

O segundo vídeo é uma segunda recosntituição, mas realizada em teatro.

Mara Costa e Marta Pinto Ângelo


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