Arquivo de 21 de Abril, 2010

Video jogos

Como muitas pessoas hoje em dia, também sou jogador de vídeo jogos. Até à alguns anos atrás não jogava, mas com os avanços na tecnologia da ilusão digital rendi-me de alguma forma a eles.

O primeiro jogo que me prendeu completamente foi o “Prince of Percia-The sands of time” para a PSP. Especifiquei o suporte do jogo porque foi talvez essa a causa da minha entrada no mundo dos vídeo jogos. Há uns cinco ou seis anos, um grupo de amigos ofereceu-me um Playstation portátil. Como disse antes, nunca me tinha interessado muito pela realidade virtual, mas é evidente que tive que experimentar o meu novo dispositivo. Não foi preciso muito tempo para que os jogos passassem a fazer parte da minha vida.

Recentemente adquiri uma wii. Como é óbvio para quem conhece a consola, tem um funcionamento completamente diferente da PSP. A wii veio dar uma nova perspectiva ao mundo virtual. Enquanto nos outros dispositivos controlamos a acção unicamente a partir de botões, na wii os comandos transportam os nossos movimentos reais para o mundo virtual. Como exemplo mostro o vídeo de apresentação do jogo “Zelda” para a wii.

Outra característica, quanto a mim fantástica, da consola é ser controlada não só pelas mãos, mas por todo o corpo. É impressionante a naturalidade com que, com a balance board, os nossos movimentos controlam o avatar virtual do jogo.

Para terminar, não acho que seja de admirar que a grande maioria dos jovens passem muito tempo a jogar, visto que a qualidade dos jogos cresce diariamente. A questão que surge é: será isto saudável ou benéfico para as crianças ou até para os adultos? Na minha opinião, quase tudo o que é feiro de forma equilibrada não é prejudicial, mas o que se tem constatado é que os jogadores substituem de certa forma o real pelo virtual. É quase como se preferissem o virtual ao natural. Enquanto jogador, confesso que é fácil alienarmo-nos da realidade enquanto se joga. Muitas vezes se perde a noção do tempo e inclusivamente já me aconteceu não perceber que estava com fome. Se isto acontece a uma pessoa com 26 anos quanto mais a crianças com 9 ou 10. A solução, na minha perspectiva passa pela atenção que os pais dedicam aos filhos. Um pai atento, quando oferece uma consola de jogos ao filho estabelece regras para a sua jogabilidade, mas infelizmente, alguns fazem-no para compensar a ausência e assim a relação entra a criança e a consola não vai ser saudável.

Emanuel Taborda

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Teatro em 3D em Portugal

E porque a tecnologia 3D está a tomar conta das nossas vidas, nada melhor que falarmos da dimensão 3D agora também no Teatro.

No passado mês de Março pela mão do Teatro Oficina e a Universidade do Minho, estreou em Guimarães no Centro Cultural Vila Flor a primeira peça Portuguesa em 3D. Doze minutos foi o tempo suficiente para revolucionar o Teatro em Portugal.

De nome “Pigmalião”, a peça escrita por Pedro Mexia é baseada no livro de Ovídio “Metamorfoses”. Esta retrata um mito Grego, onde Pigmalião era um escultor e rei de Chipre que se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir o seu ideal de mulher perfeita. A pedido de Pigmalião a deusa Afrodite, uma vez que este vivera em celibato até encontrar o seu ideal de mulher, transformou a estátua numa mulher de carne e osso chamada Galatéia, com quem Pigmalião se casou.

A mulher é representada por um holograma até ao fim da sua criação, ou seja quando surge actriz em palco.

A associação da peça à tecnologia 3D tem por objectivo um processo de humanização da imagem da mulher que se vai tornando realidade, ou seja na transformação da estátua para a mulher em carne e osso.

A peça tem a utilização de uma tecnologia pioneira no Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, o 3D stereo. Os espectadores recebem à entrada da sala uns óculos 3D que transmitem a sensação ilusão de profundidade que não são utilizados durante toda a peça. A meio da peça, estes recebem uma indicação para os pôr e poderem assistir à transformação da estátua em mulher.

O encenador afirma que esta é a junção perfeita entre o teatro e a ciência: “São dois mundos aparentemente opostos, mas que funcionam muito bem. O teatro tem de conversar com o que está à sua volta. Não pode ser uma peça que ninguém entende, a falar para dentro.” Marcos Barbosa defende que este é apenas o início de uma parceria que pode trazer muitas outras mudanças à forma de apresentar teatro. “Queremos provocar uma maior envolvência sensorial do público. Tal como no início do cinema, as pessoas tinham medo do comboio que aparecia na tela. Essa inocência interessa-nos muito.”

Em baixo fica o link com o video da notícia:

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Teatro-3D-em-Guimaraes.rtp&headline=20&visual=9&article=326520&tm=4

Ana Rita Freitas

A cultura influenciada pelo software

Hoje em dia todos ou quase todos nós temos acesso á internet e as redes sociais nelas existentes, como o Facebook, Twitter, Hi5 entre outros.

Também o MSN constitui uma forma de comunicação completamente banal entre jovens e não só. Todos estas formas de comunicação mudam a forma como as nossas relações sejam muitas vezes mediadas por computador e internet.  Através do Facebook partilhamos fotografias e informações sobre nós e o nosso dia-a-dia, e podemos comentar o que os nossos amigos publicam, temos também varias aplicações como questionários e tão famoso jogo Farmeville que leva muitos a ficar horas agarrados aos seus computadores para colectarem as suas plantações e cuidarem dos seus animais virtuais.

O Twitter, é uma aplicação que nos permite publicar pequenas frases, pensamentos ou a nossa localização, podemos seguir os nossos amigos, e também as celebridades que possuam conta no Twitter e que o usam para comunicar com os seus fãs sendo por vezes muito facil localizá-los, este é um novo método dos paparazzi para o fazer.

O computador e a internet são hoje os objectos que revolucionaram a forma como comunicamos e a uma nova forma rápida e eficaz de aceder-mos á cultura através de jornais online, blogs de escritores e os sites dos canais de televisão que disponibilizam os  videos dos telejornais para quem não tem possibilidade de assistir na televisão sempre pode ver as noticias na internet.

Telemóvel – Agora também o seu “Personal Trainer”

Hoje em dia e cada vez mais, o seu telemóvel tem mais utilidades.

Um objecto que inicialmente foi criado para manter e facilitar o contacto com os seus utilizadores, hoje converge numa série de utilidades como ouvir música, GPS, internet, máquina fotográfica, câmara de filmar, etc, etc …

Uma recente funcionalidade serve para que este se torne o seu “Personal Trainer”. Isso mesmo, mantenha-se em forma a partir do seu telemóvel.

Em função da marca do seu Smartphone, existem já alguns pacotes de exercícios. No caso do Blackberry esta aplicação é paga, mas em outras marcas esta mesma é gratuita.

Esta aplicação altera as suas especificidades segundo a marca pretendida, mas os exercícios propostos têm por base o objectivo registar as calorias queimadas, velocidade, distância percorrida assim como exercícios para trabalhar todos os músculos assim como respectivas instruções passo-a-passo para executar os mesmos.

Também pode programar um plano de exercício a praticar em função da sua localização no momento.

Segundo testes realizados, mostra que esta aplicação é eficaz.

Fica a dica para os mais preguiçosos, ou para aqueles que não têm tempo para ir a um ginásio. No fundo, tudo à distância de um “clic” no seu inseparável companheiro.

Ana Rita Freitas

“Technology/ Transformation: Wonder Woman” Dara Birnbaum

Arte Digital é concebida através de meios digitais, virtuais e computacionais. Dentro deste conceito existem categorias que vão desde a gravura digital, pintura digital, modelação de 3D, edição de imagens e fotografias digitais.

Retiradas do site da Universidade do Minho, estas duas frases conseguem sintetizar aquilo que pode ser entendido como a relação entre arte e tecnologia. Ou seja a Arte Digital tanto pode utilizar a tecnologia como forma (processo) par a chegar à obra de arte, ou então a tecnologia é a obra de arte.

“a arte que usa a tecnologia digital na forma de processo (meio) e/ou produto (resultado)”

“as tecnologias como ferramenta ao serviço do engenho criativo artístico, ou seja, como motor para a criação de novas formas de arte (maior) seja ao nível dos processos ou dos  produtos.”

A Vídeo Arte, que teve o seu início na década de 60 é uma forma de expressão artística que utiliza a plataforma do vídeo. Os artistas que impulsionaram este novo meio artístico desejavam uma forma de conseguirem fugir à arte comercial. Desta forma, a Vídeo Arte servia de mote e base para uma crítica à televisão, que na altura, e ainda nos dias de hoje, era um instrumento popular e comercial. Uma das novidades da Vídeo Arte é a total participação e movimento do espectador.

É esta crítica à televisão e às imagens que a mesma impõem, que em 1978, fez com que Dara Birnbaum (1946, Nova Iorque) realizasse o vídeo “Technology/ Transformation: Wonder Woman”, onde se apropriava de imagens da série televisiva “Wonder Woman” e da música “Wonder Woman in Discoland” dos «The Wonderland Disco Band».

“Technology/ Transformation: Wonder Woman” Dara Birnbaum

Este vídeo é um exemplo de desmontagem crítica dos estereótipos fabricados pelos media. Tornou-se um ícone de arte feminista. A artista rejeitava a imagem de mulher criada pela série então “em vez de a super mulher rodopiar uma ou duas vezes de forma a irromper com os seus super poderes, passa por imensas dificuldades a  tentar livrar-se da sua própria imagem. (…) Vê-se que mesmo ela parece muito instável no seu rodopiar; não está segura, é como uma boneca feita por alguém.”. Da mesma forma que a cena da “Wonder Woman” no espelho simboliza a procura da identidade como mulher, para além da mulher com super-poderes.

Neste vídeo o meio é exposto, pois a sua base são imagens se uma série televisiva muito conhecida. São imagens que existiam previamente. E com a constante repetição das imagens, o meio permance e a narrativa desaparece. A atenção do espectador foca-se no filme como objecto em si.

Dara Birnbaum foi das primeiras pessoas a piratear imagens da televisão, que posteriormente as modificava. Na década de 80, não existia nada parecido com o Youtube, a determinada altura tornara-se ilegal gravar imagens da televisão. Dara pedia imagens ás pessoas da industria que roubavam para ela, ficou conhecida como alguém que pirateava imagens: “hacker”. Com as suas obras, Birnbaum questiona a forma como olhamos para os acontecimentos políticos e sociais, e pela forma como somos influenciados pelas imagens, televisão e restantes media.

Dara Birnbaum refere-se ao que Bertold Brecht e Walter Benjamin diziam: ”Podemos usar os media populares; ás vezes, quando eles se expandem, surgem pequenos buracos e é neles que se pode fazer alguma coisa”.

Birnbaum continuou o seu trabalho no campo da Vídeo Arte. Os seus vídeos têm uma forte conotação política e social. Alguns exemplos são: «Praça de Tainanmen: Quebra de Transmissão» (1989), «Torre de Transmissão: Sentinela» (1992), «Refém» (1993/94), «The Dark Matter of Media Light» (2009)

Joana Costa Santos| Marta Félix


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