Videoclip-análise como obra digital

Videoclipe ou teledisco é um filme curto em suporte electrónico (analógico ou digital). Durante algum tempo “videoclipe” foi quase sinónimo de vídeo musical, mas com o advento da internet de banda larga e a difusão de ficheiros de vídeo através dela, a palavra tem vindo a regressar ao seu sentido original.

No cinema de vanguarda dos anos 1920 vários cineastas tentavam articular montagem, música e efeitos para criar um novo tipo de narrativa, própria do meio audiovisual e livre dos cânones de até então na literatura e no teatro. O videoclipe começou a ser amplamente utilizado a partir da anos 1960, pela banda The Beatles, pois não podiam ir a todos os lugares para que se apresentassem ao vivo, daí gravavam-nos cantando e então passavam a ser exibidos na televisão. Mais tarde, os vídeos da banda começaram a já tomar forma similar aos de hoje.

Os elementos básicos constituintes do videoclipe são a música, a letra e a imagem que, manipulados, interagem para provocar a produção de sentido. Os aspectos (características) de como estes elementos são construídos incluem a montagem, o ritmo, os efeitos especiais (visuais e sonoros), a iconografia, os grafismos, e os movimentos de câmara, entre outros.

Os vídeos musicais da indústria cultural contemporânea desenvolveram, principalmente a partir dos anos 80 do século XX, com uma estética e uma linguagem próprias, chamadas de Estética Videoclipe. Essa forma é, geralmente, caracterizada por uma montagem fragmentada e acelerada, com planos (imagens) curtos, justapostos e misturados, narrativa não-linear, multiplicidade visual, riqueza de referências culturais e forte carga emocional nas imagens apresentadas.

Neste vídeo dos “The Beatles” se identificarmos os diferentes elementos formais desta obra,  observamos a simplicidade do meio que nos mostram. È das primeiras obras do grupo em que a letra é simples, limitando-se ao titulo desta mesma, é uma letra e uma declaração de amor. Neste vídeo não existe movimentos da câmara devido á época que se encontram, mas á uma alternância de planos entre o plano geral que demonstra todo o panorama; o plano aproximado, em que estes são filmados da cintura para cima e o plano italiano, onde são filmados dos ombros para cima. Existe aqui como em quase todas as obras digitais uma invisibilidade das aplicações informáticas que apesar de serem ainda poucas estas são executadas de maneira a não demonstrar intervenção humana.

Juliana Alves

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