A “aura” de uma obra de arte

A aura de uma obra de arte não está presente nas suas cópias e reproduções.

A reprodução que nos é fornecida pela tecnologia trouxe-nos muitas possibilidades. Agora podemos ter um conhecimento mais abrangente, ver obras de arte que se encontram no outro lado do mundo sem nos deslocarmos e até mesmo aumentar os aspectos que nos captam mais a atenção nessas obras. Conseguimos apreciá-las, mas falta qualquer coisa!…

Walter Benjamin definiu essa “coisa” que falta. Chamou-lhe “aura”. Para ele, o original de uma obra de arte é dotado de um hic et nunc, um “aqui e agora” que garante a sua autenticidade. O facto de ter sido produzido apenas um exemplar, num momento e lugar específico, numa dada circunstância e por um autor que nos é especial, acaba por fazer com que atribuamos ao objecto uma aura. É essa aura que dá à obra de arte o seu carácter único.

Eu adoro Gaudi, por exemplo. Sei quais são as obras conhecidas dele, mas para sentir o verdadeiro poder destas tenho de ir a Espanha. Pude conhecer o seu trabalho graças às reproduções; estas deram-me as informações necessárias à minha identificação com o autor e vontade para ir a Barcelona sentir a aura das suas obras.

Sara Godinho

Anúncios

Calendário

Abril 2010
S T Q Q S S D
« Mar   Maio »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Estatística

  • 889.692 hits

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 1.230 outros seguidores

Anúncios

%d bloggers like this: