A Holografia de Dennis Gabor

Hoje, 5 de Junho de 2010, comemora-se o 110º aniversário duma grande figura da História. O engenheiro electricista e inventor húngaro-britânico, Dennis Gabor, ficou conhecido pela invenção e aperfeiçoamento da holografia, em 1948, recebendo por isso o Prémio Nobel de Física em 1971.

Como sabemos Holografia “é uma forma de se registar ou apresentar uma imagem em três dimensões. Foi executada pela primeira vez nos anos 60, após a invenção do laser. É utilizada pela Física como uma sofisticada técnica para análise de materiais ou armazenamento de dados. Os hologramas possuem uma característica única: cada parte deles possui a informação do todo. Assim, um pequeno pedaço de um holograma terá informações de toda a imagem do mesmo holograma completo. Ela poderá ser vista na íntegra, mas a partir de um ângulo estreito. A comparação pode ser feita com uma janela: se a cobrirmos, deixando um pequeno buraco na cobertura, permitiremos a um espectador continuar a observar a paisagem do outro lado, de um ângulo muito restrito. Mas ele ainda verá toda a paisagem pelo buraco. O termo holografia também é conhecido por holograma, que quer dizer “registo inteiro” ou “registo integral.”

Obra de arte holográfica apresentada no MIT (Massachusetts Institute of Technology)

Dennis Gabor embora fosse um profissional ligado à engenharia eléctrica escreveu sua tese de doutoramento sobre a tecnologia CRT (Cathode Ray Tube) e trabalhou com as lâmpadas de plasma. Gabor escreveu, ainda, três livros muito importantes: Inventing the Future (1963), Innovations (1970) e The Mature Society (1972).

O método holográfico utilizado por este engenheiro é bastante interessante: o método “usa lentes e não raios para captar a imagem. Divide-se o laser em dois feixes: o primeiro é reflectido pelo objecto antes de atingir o filme fotográfico; o outro, incide directamente sobre o filme. No percurso, os dois feixes cruzam-se e as ondas de luz interferem umas nas outras. Onde as cristas das ondas se encontram, forma-se luz mais intensa; onde uma crista de um feixe encontra o intervalo de onda de outro, forma-se uma região escura. Esta sobreposição é possível porque o laser se propaga através de onda paralelas e igualmente espaçadas. O resultado é uma imagem tridimensional que reproduz o objecto fielmente mas só é vista quando se ilumina este filme com o laser. Para que esta imagem seja vista com a luz branca normal é preciso aplicar novamente o laser.”

Pode-se, pois, considerar a holografia como uma “reconstrução luminosa do objecto” em três dimensões. Os hologramas podem ser reproduzidos em película fotográfica, películas plásticas especiais ou em poliéster metalizado (hologramas impressos).

De seguida deixo-vos dois vídeos. O primeiro representa uma animação que descreve uma gravação de um filme holográfico em câmara lenta e o posterior processo de projecção da holografia, e o segundo vídeo mostra como a holografia está bem presente no filme “Guerra nas Estrelas”:

Mónica Lima

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