Arquivo de 24 de Maio, 2011

L’affaire DSK et les médias

L’affaire Strauss-Kahn laissera des traces. Traces favorables dans les bilans des groupes médias.

Marc Baudriller, chef de rubrique à Challenges

En effet, les médias ont eu un rôle important ces derniers jours face au grand nombre d’informations diffusées. Dominique Strauss Khan, Président du FMI (jusqu’à la semaine dernière) est suspecté d’agression sexuelle, séquestration de personne et tentative de viol, sur une femme de chambre de l’hôtel Sofitel de New York. DSK est arrêté à bord d’un avion prêt à partir. Cependant dès l’annonce de l’information, les médias du monde entier s’empressent d’essayer de déterrer des informations sur ce qui est très vite appelé “L’Affaire DSK”.

Mais des différences de mentalités font rage dans cette guerre à l’information. Effectivement, quand la presse américaine diffuse des photos de DSK menotté sortant d’un commissariat de Harlem, les images font scandale en France où il est interdit de montrer un accusé menotté tant que sa culpabilité n’est pas établie. Les images sont donc interdites de diffusion en France mais circulent sur Internet, donc visibles de tous. Les mentalités des médias du monde entier divergent et la notion bien française de présomption d’innocence est discutée.

En dehors des médias traditionnels présents dans cette affaire, un média bien particulier est venu s’immiscer : Twitter, annonçant une nouvelle ère médiatique. On apprend même que le Twitter Français a été le premier à annoncer l’arrestation de DSK, avant même le New York Post. Mais le réseau social a aussi étonné durant cette affaire par son respect pour la présomption d’innocence, prenant même la défense de l’homme politique et citant à plusieurs reprises une « théorie du complot » mise en place contre l’homme politique.

Toujours plus dans un phénomène de sur-médiatisation, une chaîne de télévision française a même réalisé un film d’animation “reconstituant” les faits reprochés à DSK. Le plus difficile est de savoir de quelle façon prendre cette vidéo, sur le ton de l’humour ou sérieusement ?

Mais quel doit vraiment être le rôle des médias dans ce type d’affaire ? Se doivent-ils de protéger une personnalité publique en pratiquant “l’omerta”, ou de traiter ces affaires en divulguant tout détail, et en ayant un comportement peu respectueux de la fameuse présomption d’innocence ? Jusqu’où vont les limites de la vie privée et de l’intimité quand on est une personnalité publique ?  Les médias français sont divisés et le débat fait rage.

Julia Alberti

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PressPausePlay – A film about hope, fear and digital culture.

PressPausePlay é um documentário feito para nos pôr a pensar sobre o futuro da música e da cultura na nossa sociedade. Contando com um conjunto de entrevistas a vários profissionais, desde músicos a produtores, PPP fala da ‘guerra’ entre o físico e o virtual assim como questiona a qualidade da cultura em massa. Os criadores descrevem-no como um documentário sobre as mudanças na produção, distribuição e consumo do trabalho artístico, e pretendem que a divulgação do mesmo seja feito através da política ‘pague-o-que-quiser’.

Será, de facto, a democracia na criação musical um benefício? Sendo que hoje em dia, qualquer pessoa pode pegar num instrumento qualquer, escrever letras como quem joga ao ‘preenche os espaços’ e, sem nenhum tipo de talento, ser uma estrela? Moby, na sua entrevista, compara esta nova geração de ‘músicos do youtube’ com os músicos de antigamente, que só de facto com muito talento conseguiam atingir a fama. Mas será esta facilidade na fama um significado de qualidade? E, se não, onde irá a cultura musical parar, surgindo a cada hora uma nova ‘celebridade’ do youtube?

Certo que, ao mesmo tempo, pode ser uma mais-valia pois permite aos músicos profissionais criar com mais recursos e imaginação, pode não ser assim tão vantajoso para a cultura geral. Por um lado encontra-se inovação e ainda mais criatividade, por outro o risco da falta de qualidade e da repetição.

Isto não se verifica apenas na música, obviamente. Tem vindo a crescer a multidisciplinaridade: hoje em dia cada pessoa pode ter várias profissões, um músico escreve livros, um realizador de filmes que faz música, um escritor que é na verdade um gestor bancário. Andrew Keen, um dos criadores, fala sobre como hoje em dia toda a gente pensa que pode fazer um filme, escrever um livro, lançar um cd, criar uma linha de roupa. Toda a gente é ao mesmo tempo um criador e um consumidor.

Os autores criaram um site onde publicam algumas entrevistas, permitindo assim ao espectador estar a par da produção e também das datas de exibição do documentário, que de momento se encontra em tour por vários festivais de cinema.

                               Daniela Boino

Como utilizamos a tecnologia

Eu não sei quem está a ler esta frase neste momento, nem onde está a ler, ou mesmo se a está a ler na língua em que originalmente a escrevi, mas sei, com toda a certeza, duas coisas sobre cada um dos que me lê: a) possuí pelo menos um telemóvel, que neste momento não deve de ter a mais de cinco metros, no máximo noutra divisão (e caso se tivesse esquecido dele em casa ou o tivesse perdido não conseguiria estar a ler este texto); b) tem uma ligação à internet, que utiliza frequentemente, privada ou pública, com a qual consulta todos os dias, mais do que uma vez, a conta de e-mail.

Derivado do facto de termos uma identidade cada vez mais móvel, associada a um número, podemos estabelecer contacto com qualquer um dos nossos pares estejamos nós, ou eles, onde quer que seja. E, de facto, estamos sempre a contactá-los. E a cientista, Stefana Broadbent, diz-nos que essa ligação permanente aumenta a nossa intimidade entre os pares. Aumenta e fortalece os nossos elos afectivos precisamente pelo facto de podermos comunicar com pessoas em locais onde não seria normal.

Ora, como observador, o que eu acho extremamente curioso é, como eu costumo dizer, ver que estamos todos no lugar errado. Isto é, um dos efeitos perversos da comunicação móvel permanente é o facto de a maioria das pessoas, quando está com outras pessoas, estar mais interessada nas mensagens que recebe no telemóvel que na conversação que está a estabelecer pessoalmente. E aposto que isto também já aconteceu a todos. E estamos sempre no local errado precisamente pelo facto de não ser uma situação pontual, mas uma constante. Felizmente, explica a autora, só estamos frequentemente em contacto com quatro amigos, e só ligamos insistentemente para dois.

Agora, os telemóveis também evoluíram. E, além das muitas funcionalidades que adquiriram nos últimos anos, permitem agora aceder facilmente à internet. E faz-se aqui a junção entre dois mundos, alargando-se horizontes. As redes móveis associaram-se à grande rede, internet, e as pessoas além de receberem e enviarem mensagens também actualizam os seus perfis nas redes sociais; actualizam o e-mail; fazem compras; vêm a meteorologia; etc… O telemóvel tornou-se num verdadeiro canivete suíço, serve para inúmeras coisas. E está na lista das tês coisas que nunca, instintivamente, deixamos em casa: dinheiro, chaves, telemóvel. Como nos explica o investigador da Nokia, Jan Chipchase:

Pois se as tecnologias, e os meios digitais, nos viciam e fascinam, não é por acaso. É também porque eles vieram realmente criar barreiras que nos podem ajudar a transcender as nossas capacidades. O facto de estamos sempre no local errado, há vinte anos, poderia ser dramático. Mas hoje em dia podemos quebrar o espaço e o tempo ao enviar uma mensagem ou ao fazer uma chamada, a pedir a alguém que está em casa para desligar o interruptor que nos esquecemos por exemplo.

É claro que há muitos aspectos negativos associados às novas tecnologias. Mas isso não será transversal a todas as áreas do conhecimento? Não estão todas elas envolvidas em problemáticas deontológicas, morais, éticas, económicas e sociais? E quando identificamos os problemas quem é o agente transgressor, a máquina ou o programador? Cabe a cada um saber utilizar os meios de que dispõe em prol da melhoria da sociedade em que está inserido, do mundo em que vivemos e das pessoas que o rodeiam. Mas, sobre tudo, de si mesmo e saber identificar as fronteiras que deve ou não ultrapassar. Não são os telemóveis que nos dispersam a atenção o nos tornam mais malandros; não é a internet que senta na secretária e modifica a nossa forma de comunicar. Somos nós que, de forma mais ou menos conscientes, acabamos sempre por escolher o que fazer.

Finalmente, para descontrair, aconselho ainda o visionamento desta paródia às funcionalidades do telemóvel. Clica aqui

João Miguel C. Pereirinha

As redes sociais e a sociedade

Os novos média tornaram-se factores fundamentais na vivência e no quotidiano do ser humano. Hoje em dia, poucas (ou nenhumas) são as pessoas que não estão em contacto com os novos meios de comunicação, sendo a internet o meio predilecto. Os programas de conversação online e as redes sociais passaram a fazer parte do dia-a-dia dos jovens, o que, para muitos pode parecer algo completamente inofensivo, na verdade os perigos são imensos.

No passado dia 28 de Março de 2011 saiu uma notícia no jornal I, em www.ionline.pt, que dizia o seguinte:

Os jovens – cada vez mais obcecados pelas redes sociais e por programas de conversa virtuais – podem vir a  sofrer de problemas do foro psicológico. A “depressão do Facebook” afecta cada vez mais pessoas e desenvolve-se consoante a intensidade da relação que se tem com a rede social.

O Facebook é especialmente perigoso para jovens que sofrem de falta de auto-estima. Contudo, os investigadores não conseguem perceber se a depressão associada às redes sociais é um fenómeno associada exclusivamente à rede social ou se, por outro lado, é outra vertente da depressão comum.

Os jovens podem sentir-se na obrigação de actualizar constantemente a sua página na rede e de por fotos em que pareçam alegres, o que pode também levar a um maior desenquadramento e desadaptação do mundo real.

Especialistas afirmam que os pais têm um papel fundamental na prevenção da “depressão do Facebook” e que são eles que podem conversar e chamar a atenção dos filhos para os problemas relacionados com a vida social nas redes.

O Facebook, uma rede social lançada a 4 de Fevereiro de 2004, fundada por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Hughes, ex-estudantes da Universidade Harvard, que começou por ser uma forma de entretenimento, tem vindo a tornar-se cada vez mais num autêntico vício, vício esse que a juventude já não consegue dispensar, o que acaba por levar a consequências bastante negativas. É, essencialmente, a faixa etária dos 12 aos 18 anos que mais se expõe através das redes sociais, mas também nós, adultos, acabámos já por criar uma espécie de “bichinho” dentro de nós que já não dispensa um dia sem visitar uma rede social. Há que, acima de tudo, conhecer-mos os nossos limites e termos a noção de que há vida para além de uma rede social, e não deixarmos por nada que nos tornemos prisioneiros dela.

Os limites das redes não são limites de separação, mas limites de identidade. (…) Não é um limite físico, mas um limite de expectativas, de confiança e lealdade, o qual é permanentemente mantido e renegociado pela rede de comunicações.

Andreia Loureiro

As transformações na escrita e no comportamento

Hoje em dia somos membros activos de uma sociedade ligada pela internet. Uma sociedade ligada de tal ordem que nos entrelaça uns na vida dos outros, até nas coisas mais simples.

Com a internet, o papel da língua altera-se e ganha importância, uma vez que é através desta que expressamos o que sabemos, o que sentimos e como vemos o mundo e os outros. Dispomos de vários meios e formas de comunicação contudo, é ainda o discurso escrito o mais utilizado.

Actualmente, o discurso escrito aproxima-se cada vez mais da oralidade e implica algo mais do que somente a palavra em si. Recorremos a imagens, símbolos, siglas, smiles, emoticons, e tudo o que nos possibilite uma escrita mais fácil, rápida e compreensível. Deste modo, surgem novas expressões, novas palavras, e todo um novo código de entendimento. Este código não somente reflecte, mas determina a estrutura das relações sociais, determina comportamentos, modos de ver e pensar.

Este código de entendimento implica uma melhor e constante, aptidão e rapidez na forma como comunicamos. Porém, pode também levar a dificuldades na comunicação entre camadas mais e menos jovens.

Esta nova escrita impõem-se cada vez mais no mundo virtual, nas salas de chat, nos jogos em linha, nos blogues, nas mensagens instantâneas, nas redes sociais e até nas próprias SMS.

David Crystal fala-nos sobre esta questão da linguagem, esclarecendo-nos quais as características do discurso oral e do escrito e explicando-nos como o Netspeak quebra com as máximas conversacionais.

O uso da internet alterou não só a linguagem mas também o comportamento.

No que lhe diz respeito, observamos alterações negativas, tais como:  uma maior perda de tempo em frente ao computador; maior irritabilidade; transposição do mundo virtual para o real; uma maior procura nas salas de chat e maior adesão nas redes sociais; uma interacção maioritariamente virtual e, por consequência, superficial; uma menor segurança; maior predisposição para enganar e ser enganado; aumento da dependência; maior exposição da vida pessoal, e por consequência, uma privacidade limitada; Aumento de relações fictícias; Incapacidade ou capacidade reduzida de criar laços no mundo real, entre muitos outros.

Por outro lado, há também alterações positivas: um maior estímulo à procura de informação; maior  difusão de ideias, a auto promoção e independência (no sentido laboral, por exemplo); possibilita um feedback mas evidente; maior diversidade e criatividade na forma como nos expressamos; facilidade de interacção com todo o tipo de pessoas, e a qualquer distância; maior difusão de certas línguas e expressões; partilha de interesses; permite aos mais acanhados uma socialização mais fácil;  permite às pessoas  que passem a conhecer-se e a relacionar-se pelos aspectos que têm em comum.

Estas transformações devem-se à alteração e evolução da forma como utilizamos os novos media.Os efeitos desta utilização, que pode ser boa ou má, reflectem-se não só na sociedade mas em nós mesmos. Cabe-nos a nós ter uma atitude crítica e consciente sobre os efeitos, que permitimos ou não, que os Novos Media tenham em nós.

Carmen Gouveia


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