Arquivo de 25 de Maio, 2011

Quem não tem cão… caça com gato

IPhone. Um aparelho aparentemente tão frágil (com apenas 115×61×11.6 mm de tamanho e 135 g de peso), mas que tem revolucionado as novas tecnologias e até mesmo o mundo. O iPhone é um smartphone que foi desenvolvido pela Apple, e tem várias funções, desde iPod, câmara fotográfica, acesso à internet, mensagens de texto, e muitas outras aplicações. Algumas dessas aplicações têm vindo a revelar-se uma mais-valia para o campo da música: as aplicações musicais. O que começou por ser apenas uma aplicação para entretenimento pessoal, começa agora a mostrar-se um possível instrumento de trabalho.

Há cerca de um ano, uma banda de Nova Iorque,  Atomic Tom, foi assaltada, e roubaram-lhes todos os seus instrumentos. Por sorte, eles sabiam como improvisar, e, mesmo sem instrumentos, tocaram ao vivo no Metro de Nova Iorque. Simplesmente, decidiram converter os seus próprios iPhones em instrumentos musicais – guitarra, baixo, piano e bateria virtuais. Durante cerca de cinco minutos a banda deu música aos passageiros do tão concorrido metro, com um dos seus temas originais, “Take Me Out”. O sucesso foi tanto que o vídeo amador que fizeram dessa mesma actuação teve cerca de um milhão e meio de visualizações no YouTube, em apenas três dias. Já o videoclip oficial da música não despertou tanto interesse por parte das pessoas, chegando apenas a cerca de metade das visualizações.

Isto tudo mostra que, de facto, o iPhone é um meio tecnológico que nos veio abrir novos horizontes, não só no sentido da música, mas em muitos outros aspectos também. O mais impressionante ainda é que a evolução da tecnologia está a tomar proporções assustadoras. Hoje em dia é possível fazer (quase) tudo com um simples aparelho! Será que algum dia chegaremos a um ponto em que já não haverá mais nada para inventar?

Andreia Loureiro

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Android Jones

Aquando da minha apresentação com a Ana Lopes, foi falado dos vários tipos de artes digital (estática), e nesse âmbito, foi também nomeado um dos artistas digitais mais influentes no que toca à pintura digital. Refiro-me ao californiano Android Jones.

http://www.androidjones.com/

Apelidado de “xamã da arte apocalíptica”, o seu trabalho é o resultado de uma formação académica, tecnologia emergente e experiências místicas, numa reunião de mitologia arquétipa e espiritualidade. A propósito disto deixo aqui um link que aconselho a darem uma vista de olhos (Android Jones é um co-fundador do site), pois diz respeito à arte focalizada na experiência humana e no seu lado espiritual, arquétipos, sonhos, fantasias, etc. que vão desde a pintura e ilustração digital até aos jogos de vídeo: http://www.conceptart.org/

É director criativo e co-fundador da Massive Black  (http://www.massiveblack.com), um estúdio/oficina de arte em formato online e físico, onde é possível espreitar o portefólio dos seus colaboradores e encomendar trabalho.

Mais recentemente tem vindo a desenvolver projectos com o Corel Painter (X, XI e XII), criando novos softwares de trabalho e novas ferramentas, havendo ainda a possibilidade de instalar a “mesa de trabalho” que o próprio Jones utiliza, a fim de se perceber um pouco mais claramente como são então realizados todos os seus fantásticos trabalhos.

Realiza actualmente inúmeras apresentações live-act, como pintor digital, por vezes acompanhado de Dj’s ou bandas do movimento undeground. Paralelamente a estes live-acts, existe um outro projecto, desta vez em parceria com a sua esposa, a bailarina e coreógrafa Phaedra Jones, o Phadroid. Este espectáculo é o resultado da junção de pintura digital em modo live-act com dança contemporânea. Embora o conceito raiz não seja novo, este Phadroid destingue-se de todos os outros na medida em que aborda as temáticas que estão tão presentes no trabalho de Jones enquanto artista digital, que já referi acima, e na exímia técnica da sua esposa.

É sempre interessante e com certeza muito proveitoso poder apreciar o trabalho de artistas inovadores como Andrew Jones, que trabalho-após -trabalho continuam a ultrapassar os limites da mestria. É ainda mais compensador para nós enquanto público, e particularmente enquanto humanos, se pensarmos que os seus trabalhos dizem tanto ou se baseiam tanto em nós próprios e no nosso lado menos palpável, o nosso lado intangível, o nosso espírito e energia.

Assim como um sem fim de outros artistas, Android Jones é um grande exemplo de como a arte e os novos média podem e devem cooperar. Uma aliança entre o primitivo e o futuro tecnológico que aborda e questiona temáticas pouco usuais (embora actualmente em expansão).

Posto isto, se gostaram do que leram e se se interessam pela questão do sonho, Android Jones tem ainda uma última carta na manga para lançar. Um portal onde é possível partilhar os nossos sonhos e descobrir os sonhos de tantos outros, um pouco como uma rede social, com o objectivo de explorar o nosso próprio inconsciente e os mistérios da mente humana.

Se ficou a curiosidade, clique aqui e bons sonhos.

"The Kosmic Kiss", Android Jones

"The Kosmic Kiss", Android Jones

 Joana C. S. Cordeiro


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