Arquivo de 30 de Maio, 2011

A Internet e a música

Numa entrevista publicada em Julho de 2009, na revista Mojo, Jack White, num comentário veemente acerca da forma como a Internet pode ser corrosiva para a música, disse:

“It’s so hard to surprise anyone with anything anymore. Say tonight we’re going to play a show, and our album’s not coming out for two months. Should we think about the YouTube clips that are going to be up tomorrow? I don’t want to have to think about it.”

Interesses comerciais à parte, este comentário parece focar-se num tópico interessante: a forma como a internet facilita o acesso a música no geral e o impacto que isso tem na forma como a vemos hoje em dia.

Nos bons velhos tempos, em que o acesso à música era relativamente limitado, ter um CD novo ou poder assistir ao concerto de uma banda era algo de mágico. Como tudo o que não se consegue facilmente, tinha um sabor diferente, era uma pequena vitória. Hoje em dia, com o advento do YouTube, o iTunes e todos os sites de download ilegal, a música acabou por se banalizar. Podemos fazer o download de um CD que acabou de sair há dias ou mesmo horas ou ver um concerto inteiro online. Estes são os argumentos dos puristas, que subscrevem ferozmente o regresso do vinil e que olham com despeito para quem saca a sua música da Internet. No entanto, qualquer jovem ainda dependente dos pais e com uma mesada normal não se pode dar ao luxo de comprar todos os CDs das bandas que gosta nem de ir, numa base regular, a concertos. A música, para muitos, ainda é um luxo, com o preço regular de um CD entre os 15 e os 30 euros. Além disso, quando aquilo que queremos está à distância de um clique e alguns minutos de espera, é fácil cairmos na tentação de descarregar aquele novo álbum que queremos ouvir há meses. É claro que existe sempre a questão ética: estará certo sacar um CD, sabendo que estamos a privar os seus autores de lucros que lhes são devidos? É verdade que a indústria musical perde bastante dinheiro com os downloads ilegais mas nos últimos anos os músicos têm conseguido dar a volta à situação, disponibilizando os seus trabalhos inteiramente grátis através dos sites oficiais ou por preços bastante reduzidos. Vai haver sempre maneira de dar a volta à situação.

Como amante de música que sou, devo dizer, e não sem um bocadinho de vergonha, que é a Internet que me alimenta este vício. Percebo e até concordo com aqueles que dizem que a Internet está, cada vez mais, a tornar a música trivial. Preferia, como é óbvio, comprar um vinil ou CD ou poder ir a concerto em vez de ter que ver pequenos clips online. Mas, para mim, a solução anda pelo meio: compro alguns CDs, principalmente antologias e best ofs, e acabo por sacar o resto. É uma questão de estabelecer um compromisso entre aquilo que devemos fazer e aquilo que podemos fazer.

Maria Leonor de Castro Nunes

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A evolução do computador

O computador é uma ferramenta essencial do nosso tempo, que nos permite realizar inúmeras tarefas. É uma máquina que tem vindo a alterar-se durante a sua existência mas a sua base permaneceu igual, ou seja, ele continua a funcionar através de algoritmos matemáticos que é a sua linguagem base. O computador apareceu na segunda guerra mundial, e a sua principal função era fazer cálculos muito rapidamente. Isto foi um avanço científico muito importante. Os computadores actuais continuam com a mesma estrutura que há 71 anos atrás, isto é permanece a unidade lógica, a unidade de controlo, a memória e os dispositivos de entrada e de saída, as únicas diferenças encontram-se no tamanho de estes pois cada vez os computadores são mais pequenos. O CPU, que é o processador é uma das partes mais importante do hardware pois é o responsável pela execução de tarefas e o processamento de dados. Outro componente também muito importante é a memória pois é um dispositivo que permite armazenar dados por longos períodos de tempo sem se perder. Esta funcionalidade veio contribuir para a nossa cultura pois consegue-se passar informação de geração em geração sem se perder a qualidade o que antigamente era impossível pois ou se acrescentava algo ou se perdia algo. Por exemplo todas as estátuas da cultura Grega que chegaram ao nosso tempo são cópias romanas que podem ter sido alteradas. Os softwares que são os programas que se encontram dentro dos computadores permitem realizar diversas funções entre elas encontra-se este texto. Estes programas são simplesmente instruções que nós damos ao computador, para que ele as execute de forma a que nós atinjamos os nossos objectivos. Os computadores produziram um impacto na sociedade actual pois quase toda a gente possui um. Na actualidade o uso de computadores é essencial pois ele tornou-se uma ferramenta de trabalho, (exemplo: para gerir uma empresa), uma forma de divertimento, (exemplo: jogar jogos, ouvir música, etc.), ou então uma forma de conviver com os outros através do uso da internet, (exemplo: redes sociais).

César Jesus

Idioma Digital

conversa digital

A imagem acima é uma exemplificação de inúmeros meios de comunicação que se pode utilizar através dos novos médias. Este exemplo foi retirado de uma conversa de uma rede social denominada Skype. Nela o usuário tem condições de conversar on line através do video, por telefone e por email isntantâneo, assim como no Windows Live Messenger este média possui configurações que permitem demonstra emoções e também possui o mecanismo de se integrar em uma rede iterativa de comunicação. Mas um aspecto interessante não é só sua configuração, mas como é a iteração da  comunicação digital  e a forma de como se escreve, pois estas redes sociais participa da utilização de uma escrita específica aliada com outros simbologia, que  se concretiza na obra de David Cristal que reflete a simbologia e  o relacionamento do individuo com o outro tendo os médias como meio para o transporte de comunicação.

Segundo David Cristal no seu livro The Language in the Internet, a linguagem e a simbologia utilizada para descrever suas ações e emoções na Internet são denominada Netspeak, que por sua vez, é uma linguagem que modifica as formas tradicionais da relação da escrita e da fala, que são intermediadas pelos programas que dão recursos para que ocorra estas modificações, ou seja, o meio condiciona também a mudança na escrita do usuário. O Netspeak, como observou David Cristal, é formado por elementos prosódicos que são concretizados a partir da fala, ou seja, ocorre a fusão do discurso oral com a escrita onde a utilização dos novos médias permitem que ocorram símbolos digitais se realizem.

A utilização dos médias ( blogs, facebook, badoo, orkut, messenger, etc.) acabam muita das vezes influenciando o processo de escrita, como ocorreu no processo seletivo da Universidade Federal de Brasília do Brasil ( UNB) em 2009, onde professores corrigiram redações que possuíam abreviações típicas dessas conversas on line, contrapondo-se aos argumentos de David Cristal que afirma que os médias não irão aniquilar o processo da escrita, nem substituir a escrita tradicional.

Com este novo “idioma digital´´ acaba criando subculturas e comunidades que compõe particularidades na sua escrita ou utiliza recurso que o programa lhe oferece trasmutando a escrita. Essas subculturas proporcionam uma segregação virtual, descaracterizando o que a Internet propõe que é a massificação de indivíduos que as utilizam, uma vez que elas impõem o seu próprio modo de comunicação que usam para o seu entretimento, pesquisas, insultos, cunhos religiosos, ações políticas, entres outros comportamentos.

Bruno Fernandes Oliveira.

Já que estou na Internet vou falar com Deus

Tal como sugere o título, a Internet já nos permite ligar a Deus. Sem querer ferir susceptibilidades achei interessante falar um bocadinho sobre um website um tanto ou quanto estranho.

Dear God é uma página que está presente no tumblr que permite a cada utilizador falar com Deus. Óbviamente, espero eu que todos pensem assim, este falar com Deus não é literal. Após o registo no site, cada um pode colocar as suas preces e esperar que sejam atendidas, ou melhor, oradas. Isto porque em Dear God é possivel gostar (do que se partilhou ou foi partilhado), partilhar numa série de outros sites tais como o twitter ou o facebook e ainda rezar/orar por essas pessoas.

Em suma, este projecto funciona um pouco como uma rede social, mas num contexto um pouco diferente.

Esta nova forma de partilharmos emoções, medos e aspirações com o mundo é relativamente inovadora. Há uns anos atrás tomei conhecimento de uma plataforma  parecida mas um pouco mais completa. Se não vejamos, para quê falar apenas com Deus se podemos directamente falar com S. Pedro e perguntar afinal porque razão choveu hoje em Coimbra. Sim, nesta plataforma menos recente era possível dirigir as nossas palavras a qualquer santo ou santinho que existisse. Nesse aspecto é bastante mais completo. Infelizmente actualmente não possuo o endereço desse site e mesmo com alguma procura, não o consegui localizar.

O que eu vejo no meio de tudo isto é uma conversão um pouco macabra daquilo que devia ser uma reflexão interior em algo que se torna apenas ridículo veiculada pela Internet.

Parece-me que se por um lado a Internet pode certamente ser um meio de colocar vinte pessoas a rezar por mim, por outro, esse dito rezar será, parto eu do principio, algo tão simples quanto clicar em REZAR. Como já disse, esta é apenas a minha opinião e é tão válida como qualquer outra.

Mas opiniões à parte, talvez não haja mal nenhum em acreditar que estão realmente desconhecidos a orar por mim. Posto isto e se a próxima frequência ou exame serão uma batalha, vai até Deus desta maneira mais rápida e pede-lhe ajuda. Mal não fará!

Joana C. S. Cordeiro

A aura da arte e a sua reprodutibilidade

O video acima sugere a possibilidade do usuário de conhecer e pesquisar obras de artes no museu através da Internet, visando ao saber, a comodidade e a acessibilidade das obras, que por muitas vezes o individuo não tem condições de estar em contato com elas, permite através dos médias uma grande explanação e massificação de informações. Partindo dessa realidade atual que os médias proporcionam, como compreender a autenticidade  e a reprodutibilidade das obras artísticas na contemporaneidade.

Segundo Walter Benjamim, A obra de arte na época da sua possibilidade de reprodução técnica de 1935, trata da aura e da reprodução de uma obra artística. Em sua obra não deixa argumentos de recursos dos médias porque ainda não existia, mas com tal elaboração ele de maneira profética coloca em questão de como pensar em relação a apreciação das obras artísticas. A aura de uma obra consiste, segundo Walter Benjamim, é estar presente com o objeto singular no espaço e no tempo, que se dá através da experiência de apreciá-lo garantindo a  sua autenticidade e que sua ocorrência se dá antes da reprodução, e que a essência da autenticidade de uma obra é transmissível desde a sua origem.

A reprodutibilidade de uma obra de acordo com Walter Benjamim, liberta o objeto do domínio  tradição e o leva há um novo contexto de recepção, colocando a diferença entre a reprodução manual e a reprodução mecânica. Enquanto na reprodução mecânica como: xilogravura, moedas, esculturas, entre outros se dá através do um maior contato manual, na reprodução mecânica ( fonografia, fotografia, cinema) o contato do individuo ocorre, mas os dispositivos que utiliza permite um maior número de cópias em um tempo menor que na reprodução manual, logo com um número maior de reprodução vai ser possível um contato maior de espectadores com as cópias da obra, permitindo a massificação. Está massificação provém desde o surgimento da imprensa passando pela rádio, cinema, televisão… e na medida em  que se multiplica a reprodução, substitui a sua existência única pela existência em massa. Benjamim não cita a questão dos médias, mas a evolução tecnológica caminha em passos largos que permite inserir-se na sua teoria.

Na exemplificação mencionada acima demonstra a reprodução da visita de um museu que contém obras artísticas que permitem várias pessoas de localidades do mundo inteiro ter acesso, porém essas pessoas só vêem o site filmou, não tendo a experiência do contato direto com as obras e com o meio que o circunda, são coisas que só estando em contato com elas o individuo poderia ter, portanto, a dialética que Benjamim propõe está inserida no contexto além da publicação de sua obra onde a presença dos médias na arte promove a quebra da aura devido a a reprodução massificada.

Bruno Fernandes Oliveira.

“Alimenta esta ideia… agora também online.”

É verdade que, nos dias de hoje, encontramos tudo à nossa disposição na Internet. Temos uma série de coisas ao nosso alcance apenas através de um clique. Podemos pesquisar, “sacar”, comprar,… e agora ajudar.

Desde o dia 26 de Maio deste ano que está disponível na Internet o site de doações da campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar. O site resultou da parceria entre a Link Consulting e a Microsoft, e tem como objectivo aceitar doações de alimentos por qualquer pessoa, sem que a pessoa tenha que se dirigir aos supermercados onde normalmente estas campanhas decorrem. Existem seis alimentos no site disponíveis para contribuição: azeite, óleo, leite, atum, salsicha e açúcar, e dá para escolher as quantidades que queremos doar. O pagamento, esse, é feito por multibanco, seja numa caixa ATM ou até mesmo a partir da banca electrónica.

Algumas informações sobre a campanha, sobre o que é e como podem contribuir, estão a ser divulgadas através do Windows Messenger e do portal MSN em Portugal, e também através de redes sociais como o Facebook, onde o Banco Alimentar tem uma página oficial.

A Microsoft explicou, num comunicado de imprensa:

Criado pela área Interactive Emotions da Link Consulting Link Consulting, o portal online de doação de bens alimentares foi desenvolvido em tecnologia Microsoft, mais concretamente usando o novo Windows Azure e assenta por isso em modelo “Cloud Computing”, ou seja, a aplicação está alojada na web e possui a elasticidade que vai permitir suportar o sistema em funcionamento permanente durante os períodos de pico de acesso e doações e depois libertar recursos para a fase de socialização, onde não haverá transacções no portal.

O site ficará activo até ao dia 5 de Junho, altura em que termina a “Campanha Ajuda Vale”. O acesso a esta página pode ser feita não só através de um computador, como também através de um telemóvel!

Este site prova que ainda é possível encontrar páginas na Internet que não sejam apenas um “lixo” de informação, e apela ao nosso lado mais sensível. Agora nós, cibernautas, já não temos a desculpa para não ajudar.  E é sempre bom colaborarmos com estas causas, porque, um dia, poderemos ser nós a precisar da ajuda dos outros. Eu já fiz a minha doação, e tu?

Andreia Loureiro

Quotidianamente falando

O quotidiano do século XXI está repleto de dispositivos cada vez mais pequenos que nos tornam quase ou completos “viciados tecnológicos”. Encontrar uma pessoa que não tenha telemóvel, ipod/mp3/mp4, computador ou seja membro duma qualquer rede social(mesmo que essa pessoa não tenha internet em casa) é cada vez mais improvável senão quase impossível. Pois estes meios tecnológicos evoluíram connosco, começaram por ser apenas para questões mais logísticas, primitivas, para questões mais lúdicas.

Eu, como a generalidade das pessoas da minha faixa etária, também eu sofro dum certo “vício tecnológico”. Não saio sem o telemóvel de casa, embora não o use tão frequentemente quanto o ipod, que ouço várias horas do dia, e uma das páginas mais visitadas no meu computador é o Facebook. Todos eles foram aumentando as suas capacidades e ganhando características de outros objectos como o relógio, o calendário ou até o mapa. O que os torna cada vez mais cómodos e facilmente os infiltra no nosso quotidiano.

Portanto a mediação tecnológica está presente na grande parte do meu dia-a-dia, tanto como na maior parte das pessoas, seja através do telemóvel, televisão, aparelhagemns de som em centros comerciais, computadores, ecrãs panorâmicos que nos bombardeiam com informação publicitária, ou mesmo jornais e arranha-céus. A sociedade quotidiana é construída com o apoio da tecnologia.

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