Arquivo de 13 de Março, 2012

A “Escrita da Imagem com Movimento” …

O século mais marcante dos novos média foi de facto o XIX, pois aqui surgiram os sistemas mais revolucionários e marcantes da sua história: a Fonografia como “escrita do som”, Fotografia como “escrita da luz”, Cinematografia como “escrita da imagem com movimento”, Telégrafo como transmissor da escrita à distância,  o Telefone como transmissão da fala à distância, a Máquina de Escrever que deu autonomia e homogeneidade à letra, e a Datilografia como mecanização da letra para uso individual “escrita do dedo”. Todos eles bastante inovadores e marcantes, mas a meu ver é a Cinematografia que se destaca.

O Cinema surge como um “olho humano mecanizado” periférico, pois capta o real no instante. Acaba até por ser mais completo que este dos 5 sentidos, porque o registo fica eternizado.  Funciona quase como a memória humana, mas neste caso qualquer um pode ter acesso ao que foi filmado, e não só apenas o ser ao qual pertence a memória.

Através deste sistema pode-se fazer um registo pormenorizado, sem ser preciso recorrer a palavras para o explicar, pois diz-se que “uma imagem vale mais que mil palavras”. Sem esquecer que posteriormente, a “escrita da imagem com movimento” alia-se à “escrita do som”. Cinematografia e fonografia juntos completam-se, tanto é que hoje em dia é “quase” impensável vê-los autónomos. Mas há excepções, visto que a rádio é só fonográfica  e no caso na cinematografia temos um exemplo recente, o “The Artist” ganhou o Óscar para melhor filme.

Francisca Luís Pereira

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A voz, a fotografia e as primeiras imagens em movimento

Nos dias de hoje, a nossa sociedade apesar de pobre, é uma sociedade de luxos. Seria impossível, antigamente, pensar em ver algo em movimento, ver a captação real de um momento ou até ouvir um simples ruido que não saísse de uma boca. Hoje em dia, em casa ou fora dela, vemos por todo o lado sequências de imagens, ouvimos vozes na rádio, na televisão, no computador, nos carros, nas lojas, em todo o lado conseguimos estar em contacto com estes novos media.

Podemos começar por falar da primeira fotografia que foi registada em 1838. Trata-se de uma fotografia urbana que apanha duas ruas de prédios e uma rua entre elas, esta fotografia deu-nos o primeiro registo de lugar, o primeiro retracto do ser humano, onde podemos observar cada pormenor, coisa que seria impensável se simplesmente lá passasse-mos no meio, pois há sempre mais do que aquilo que vemos para descobrir, existem muitos mais ângulos e ainda muitas mais perspectivas.

A voz, que tem o seu primeiro registo em 1877, tem a capacidade de registar todos os elementos expressivos de qualquer individuo. É mais presente que, por exemplo, uma fotografia, essa trata-se de uma forma mais plena de captar a presença.

Já as primeiras filmagens foram realizadas em 1888, no jardim de uma casa onde os actores aparecem a rir e a andar de um lado para o outro, intitulada de Roundhay Garden Secene é uma curta-metragem britânica considerada o primeiro filme da história ainda sobrevivente. Essas filmagens vieram revolucionar toda a geração que via só e simplesmente aquilo que era naturalmente visível, palpável e real.

As imagens em movimento são cinema, o cinema são imagens em movimento, dão-nos uma expansão visual fantástica para além de servirem de registo, de poderem voltar a ser vistas, de poderem ser inventadas e impossíveis (porque a imaginação cresce com o cinema). As imagens acima de tudo serviam como registo do passado – memórias.

A voz, a fotografia e as imagens em movimento são, sem dúvida, uma extensão dos sentidos, alargam-nos a capacidade de ver e ouvir, conseguimos ver (através de fotografias) e ouvir (através de filmes, gravações etc.) o que não conseguimos captar naturalmente, no momento, cara a cara. Com o registo da primeira voz, da primeira fotografia e da primeira imagem em movimento, todo o mundo começou a poder preocupar-se com os chamados pormenores, e isso acaba por completar o conhecimento do real.

Mais tarde, tudo isso deixou de servir tanto de testemunho de um acontecimento, de um momento e passou a servir mais de entretenimento. Daí veio tudo aquilo que conhecemos hoje, que nos entretém como grande parte dos programas televisivos, a propaganda, a publicidade, os programas de rádio, a música, os teatros, o cinema, etc.

Tudo isto é um fenómeno que veio alargar toda a percepção visual e auditiva daquilo que nos rodeia.

Soraia Lima

Amazing Technology!

Today, we can reach everywhere within the digital world except for the hidden people and information. We are included in the digital world when we use media devices. Computer, camera, voice recorder, television etc..

The internet is one of the most important constructs of the digital world. In recent years the Internet has become almost as indispensable as food. It is necessary everywhere. We are doing everything with the computer. A lot of things can be done through the computer.  İt contains many data. These data are images, audio and written documents.

They are also used for communication. Now we open a computer which has internet access and we talk to our parents or friends in another country. These conversations can be audio and video, as well as writing. And we can send a lot of messages for everyone.

This is amazing.

burcusenturan87

Os média ao meu alcance!

Hoje em dia, os média digitais não participam nos meus processos formais de aprendizagem, a não ser, para realizar alguns trabalhos, ou fazer uma pequena pesquisa na Internet. No entanto, enquanto frequentei o ensino secundário, os média digitais estavam constantemente a fazer parte do processo da minha aprendizagem. Tirei formação no Curso Profissional de Multimédia, o que me fez adquirir competências a nível de Edição/Captação de Imagem, Vídeo e Som e também aprender o básico acerca de códigos HTML e animação 3D.

Sempre me interessei bastante por música, sendo os Módulos com a matéria do Som que mais me fascinavam. A certa altura fui a uma visita de estudo ao Estúdio do Rui Veloso (Vale dos Lobos), em que eu e os meus colegas tivemos oportunidade de conhecer o próprio. Fiquei entusiasmado com tudo o que vi e meti na cabeça que iria juntar o dinheiro que fosse preciso para um dia gravar ideias minhas num estúdio. Até que conheci uma pessoa entendida no assunto que me perguntou “Quando alugas um estúdio, estás a pagar pelo quê?” encolhi os ombros ao que ele continuou “Estás a alugar apenas o espaço!”. Aquelas palavras para mim fizeram todo o sentido. Para quê depender dos outros e gastar tanto dinheiro? Basta investir em coisas simples e muito mais baratas que o aluguer de um estúdio!

Como toco Guitarra, a minha primeira preocupação foi como haveria de a gravar. É necessário uma placa de som externa que tenha entrada Jack como a M-Audio Fast Track. Esta placa possui também uma entrada de microfone podendo ser possível através desta gravar Guitarra, Baixo (através da entrada Jack) e Voz. Para produzir os efeitos da Guitarra a do Baixo é necessário o programa Amplitube. Este é um programa que através de plugins conseguimos obter o som idêntico dos instrumentos como a distorção, som acústico, etc. Podemos também personalizar os sons do instrumento ao nosso gosto.

Finalmente, para quem não sabe tocar Bateria e gostaria de fazer um projecto a solo sem pedir a ajuda de ninguém é necessário o Superior Drummer. Este programa funciona em conjunto com qualquer programa de edição que dê para trabalhar em MIDI. É necessário perder algum tempo a criar batidas originais, por isso podemos optar por utilizar samples.

Para captar e editar o som utilizei as minhas competências adquiridas no curso com o programa Steinberg Nuendo onde edito a música. Este programa contém plugins para introduzir efeitos na Voz, trabalhar com MIDI e equalizar a música.

Foi um breve resumo de como não é propriamente necessário gastar muito dinheiro para gravarmos alguma coisa com qualidade, basta investir nalguns materiais e programas e é possível gravar a qualquer altura. Graças às competências adquiridas sobre os média digitais no meu ensino secundário e alguns adquiridos fora do contexto da minha formação é possível eu ter o meu próprio estúdio.

Pedro Abreu


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