As mudanças depois do Mundo Computacional!

A camada computacional permite-nos aceder ao mundo social, cultural e artístico à distância de um click. Ou seja, podemos ter acesso a estes meios em qualquer lado, a qualquer hora, basta ter acesso a um dispositivo ligado à Internet.

Um principio base do meio digital/ novos média é a “representação numérica” (algoritmos). Todos os objectos que os constituem são processados por dígitos matemáticos. Denomina-se este facto como “transcodificação”, sendo esta a dita “linguagem computacional”. Interagem desta forma todos os objectos digitais, que muitas vezes tem uma linguagem de codificação de programas diferentes. Quando isto acontece recorre-se à “modularidade”, processo que altera todos os elementos de ficheiros digitais sem os danificar. Com isto torna-se possível abrir uma imagem em vários programas de edição, por exemplo. Também é possível passar um elemento analógico para digital, através da “manipulação por algoritmos”.

Surge assim a “transcodificação cultural”, isto é, há uma transformação social, cultural e artística em códigos computacionais por parte da “transcodificação”. Assim os referidos são transformados/ adaptados aos novos média e aos meios digitais tecnológicos. Consequentemente, isto leva a mudanças nas práticas quotidianos sociais, culturais e artísticas que não existiam antes de vivermos num “mundo computacional”.

A nível social e cultural é marcado pela individualização/ solidão, na medida em que cada pessoa se refugia no seu “mundo digital”, tornando-se mais ausente e menos comunicativo socialmente. Muitas das pessoas já não convivem socialmente, só virtualmente através de chat e plataformas digitais comunicativas, tais como skype, msn, etc. Trabalhar em casa é casa vez mais comum, também como ter reuniões de trabalho por conferencias digitais. O mesmo acontece com o consumismo de bens do quotidiano e não só, visto que muitas pessoas hoje em dia já não se deslocam a superfícies comerciais para fazer as suas compras, fazem-nas on line.

Toda a arte em geral também foi obrigada a mudar os seus hábitos. Nos nossos dias é raro o artista que não tenha um site on line, que divulgue as suas obras e um serie de informação disponível sobre o seu trabalho. E é este o meio mais utilizado para promover a arte/cultura actualmente. Tanto é que o Google desenvolveu um plataforma interessantíssima “Google Art Project“, onde qualquer um pode ter acesso as obras dos museus mais conceituados a nível mundial. É como se fizéssemos uma vista guiada, mas de forma virtual.

Em suma, vê-se que de facto existem mudanças significativas dos hábitos quotidianos, e que o meio digital veio modificar as vivências de toda a humanidade. É sem dúvida uma mudança que facilita o dia à dia de qualquer individuo, mas mesmo assim deve existir um meio termo, ou seja, não abusar deste “serviçal”, pois a vida é muito mais para além deste massivo “mundo digital”.

 

Francisca Luís


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