(R)evolução

À luz da necessidade humana, imergiu um novo mecanismo  de interacção no nosso mássico ecossistema de intelectuais, que à semelhança de qualquer  organismo vivo ,  também estes seres média necessitam de um processo evolutivo para persistirem no mundo humano.

A forma lógica à qual designo por processo evolutivo trata-se por Remediação, sendo esta a forma como os novos média derivam, se transformam e coexistem com os médias anteriores, segundo Bolter e Grusin. Isto é, em prol de uma perfeita adaptação ao quotidiano, um sistema média está sempre intimamente ligado a um ou mais antecessores,  adquirindo e inovando as suas capacidades ao ponto de se transformarem completamente, coexistindo sempre com os médias antecessores. Por exemplo, o telefone, que surgiu como meio revolucionador dos meios comunicativos da escrita e da fala,  introduziu na nossa sociedade uma realidade completamente inovadora no século XIX. E como tal compreende a lógica implícita pela  Remediação, uma vez que deriva de meios outrora existentes, transformando-se num sistema média completamente distinto, coexistindo perfeitamente com os média anteriores.

Com o passar do tempo e das necessidades, cada vez maiores, de uma comunicação móbil, abrangendo assim uma maior comunidade activa, surgiu o telemóvel, introduzindo o conceito de comunicação móvel e tornando possível o diálogo com qualquer individuo em qualquer canto do globo, uma híper-rede de comunicações no mundo humano.

E este não é um exemplo único. A pintura que nos tempo mais remotos, antes de existir qualquer sistema de escrita, servia para retratar, identificar ou até mesmo expressar acções, conduziu à descoberta da escrita pela luz, a fotografia, que por sua vez levou-nos a descobrir o cinema,  e por consequente a realidade virtual,  o descortinar da quarta parede, entrando na geração tridimensional, o 3D.

Este é também um processo que pode ser reversível, não tem uma ordem concreta. Cada meio média é desenvolvido com base num já existente, convergindo num novo, direcionando o olhar e imaginação enraizados na nossa comunidade para o seu desenvolvimento, deslumbrando e preenchendo, seja pelo ansioso e voraz consumismo  humano ou pelo auxilio nas tarefas do dia-a-dia.

É por isso como que um processo evolutivo numa “comunidade” criada pelo ser humano, que a par e passo nos acompanha, fixando-se cada vez mais nos mais pequenos hábitos diários do individuo comum. Podendo ainda muitas vezes ser tomado como bem essencial, dado adquirido , ou até mesmo “parte de nós” em situações extremas.

Veremos então o próximo passo, a futura inovação, a (r)evolução deste organismo média.

Até já, aos confins do mundo.

 

Inês Arromba


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