Arquivo de 24 de Maio, 2012

É Netspeak, é? A tá. %-)

Lembra-se que precisa ler o script, mas precisa que uma pessoa o envie. Pega o seu telemóvel para resolver a situação, mas tendo pouco crédito para fazer uma ligação manda uma mensagem via SMS.

_ Oi, blz? Vc ta em ksa? Qria v se pde manda o script d hj.

5 minutos depois…

_blz? to em ksa sim. Vou entrar no MSN.

3 segundos depois…

_ok! Bjo! Valew!

Ambos se conectaram a rede MSN e começaram a teclar instantaneamente:

-oi

-oi

-um momento que vou procurar.

-ok.

30 segundos depois…

-pronto já enviei é só vc salvar.

-valeu, já salvei.

-amanha tem que chegar mais cedo.

-blz, 15 minutos né?

-sim.

-entao te amanha. Bjo e obrigada.

-bjão!:-)

8 minutos depois da primeira mensagem via SMS já tinha resolvido a situação.

O que queremos tratar com a situação acima não diz respeito à narrativa em si, mas a forma de comunicação estabelecida entre as pessoas.

Na necessidade de um contato o SMS “serviço de mensagens curtas” foi utilizado, e podemos observar como a escrita foi afetada por este meio. As palavras foram suprimidas, abreviadas. A pergunta foi direta e sucinta. Esta é uma característica deste meio, que o próprio nome já explica – serviço de MENSAGENS CURTAS. E ainda algum tempo demorou em obter-se uma resposta, 5 minutos que foi o tempo da pessoa ver a mensagem (mas poderia ter sido imediato se a pessoa estivesse com o telemóvel em mãos ou mesmo no bolso naquele momento, mas não fora o caso) e alguns segundos para digitar e enviar.  Quando o meio de contato foi modificado e agora estamos falando do MSN este tempo de conversação diminuiu muito, ou quase não existiu uma vez que a conexão a internet estava em muito boas condições naquele momento e a configuração do meio permitiu.

No MSN tivemos um dialogo simplificado, mas ele poderia ter sido extenso tanto em tempo quanto em espaços (os caracteres) para digitar o texto ou a fala. E é neste ponto que queremos chegar – o texto e a fala – pois podemos obsevar que elementos da fala oral apareceram na escrita. É o caso do [né], [to]. E ainda do smiley  :- ) que substitui a expressão facial de sorriso da pessoa, já que não era possível visualizar pelo simples fato de não estarem presentes fisicamente ou seja um em frente ao outro. Foi na instantaneidade da comunicação, onde não há tempo para pensar e elaborar em demasia, que a espontaneidade da comunicação se deu, afetando o discurso e a utilização de palavras.

Estas questões temporais, que diz respeito a esta comunicação imediata que acaba incorporando elementos, representações, da dita fala oral nos textos escritos define o que David Crystal chamou de Netspeake quer dizer esta forma de comunicação que tem características que pertencem aos dois lados, tanto da fala, da oralidade, como da escrita.

Vânia Silvério 😉

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A internet e a P

De certo, a maneira com que o “P” foi utilizado no título causou estranheza. Mas, por que? Na comunicação atual, ele pode ser sinônimo do substantivo “língua”. Não? Pois o escrevemos (digitamos) para expressar um sorriso com a língua de fora (:-P) e somos, quase sempre, compreendidos. São variações de linguagem como essa que formam o netspeak. Ou seja, uma forma de falar, de se comunicar, que faz uso de representações gráficas e orais e que diversifica os estilos da língua.

Além disso, o netspeak proporciona uma aceleração da comunicação, uma vez que sua aplicação tem a capacidade de sincronizar, por exemplo, conversas em chats, por SMS, etc. Ainda exemplificando com o “P”, no caso, com o emoticon que ele constitui, vemos que é bem mais rápido e dinâmico, quando estamos em uma conversa em rede, enviarmos o sorriso gráfico em vez de falarmos “ah, estou feliz com um sorriso de orelha a orelha e com a língua de fora”. Com o emprego dos emoticons, a conversação se torna síncrona e a interação entre os participantes pode ser maior. (É visível que os emoticons são uma necessidade entre os que praticam o netspeak; ler uma frase no chat ou uma mensagem no telemóvel com uma carinha de expressão facial faz toda a diferença).

A utilização de abreviações também causa esse efeito. Por mais que elas (ainda) não possam ser usadas com todos (com meus pais, por exemplo, tenho que falar corretamente, sem abreviar; no máximo, mando um “bjo”), já são frequentes e formam um novo estilo de linguagem. A substituição da palavra pela letra feita no título pode ser, pelo menos por enquanto, um exagero; mas, sem dúvida, o netspeak vem enriquecendo cada vez mais a comunicação e as línguas em si.

Parte da opinião do professor David Crystal a respeito da influencia da internet sobre a linguagem atual: “You look at a screen and what you see on the screen is the same kind of English language that you saw before the Internet came into existence. Except now there are these new styles to exploit. The language has become expressively richer as a result of the Internet.”

Mais no link:

Bruna Fernandes

A terra e o ser humano em constante evolução ou em vias de desaparecimento?

Muitas são as diferenças observáveis na comunicação humana ao longo da historia, a transmissão oral e escrita encontram um “parceiro”, a tecnologia… o que veio alterar o real físico da comunicação, seres  como que menos humanos sem o deixarem de ser, no entanto mais virtuais. Até que ponto é verdade, ou espontâneo aquilo que comunicamos virtualmente? O que se altera quando comunicamos virtualmente? Qual será o futuro da comunicação?

Posso concluir que, enquanto algumas formas de comunicação entram em desuso outras surgem, e assumem posições de vanguarda. A  maquina apresenta-nos o virtual o impensável, percorre quilómetros de distancia em segundos, uma espécie de  tele-transporte de pensamento. O ser solitário acompanhado da maquina. O individualismo e a indiferença  perante a sociedade vão marcando relações, as tecnologias afasta-nos do convívio sem extensões dos nossos sentidos, criando por vezes falsas imagens e expectativas. As vezes parece que o mundo está todo ás avessas, o excesso de tecnologia transmite-nos uma ideia de conforto, e ás vezes passamos tempo demais em frente a um computador e esquecendo-nos de viver a  vida real e vivemos uma espécie de vida virtual.

Uma sociedade muito centralizada na imagem, que faz uso da tecnologia para se promover, os novos media e o marketing de imagem e a linguagem publicitária, a transmissão de ideias, informação, conhecimento e ainda a comunicação pessoal e social num novo espaço cibernético, a interacção . O ser humano vai se adaptando ao meio que ele próprio criou e tudo se altera drasticamente sem que nos apercebamos da mudança.

Não se trata de discutir se a tecnologia e boa ou ma, porque quem tem essas características é o ser humano ele é que pode fazer um bom ou mau uso da tecnologia.

Os primórdios comunicavam à distância usando o fogo ou os tambores, na idade média vai se generalizando a escrita mas só um minoria sabia escrever, os correios, o telegrafo, o telefone, telemóvel, computador e finalmente Internet. A linguagem sofre constantes alterações e vai-se adaptando ao meio transmissor, são retiradas letras e os novos meios adaptam uma nova linguagem expressiva e simbólica que pretende comunicar e transmitir uma ideia no menor espaço de tempo possivel.

Existe uma barreira mais ou menos visível que nos separa daquilo que somos quando usamos extensões dos nossos sentidos para comunicar de quando comunicamos sem extensões.

E evolução é como o tempo, não se evita, não se pára. Como seres humanos temos a obrigação de pelo menos tentar viver da melhor maneira, e é isso que fazemos quando satisfazemos as necessidades do nosso corpo que são diferentes da maquina, em vez de energia eléctrica, precisamos de alimentos, agua, sentimos calor e frio, os computadores também aquecem e alimentam-se! Origem e  necessidades praticas  bastantes distintas do Humano e da Maquina!  Uma matéria que sente e reage, não sei, não gosto de dizer que as coisas não sentem, sentir é demasiado abstracto complexo e universal para dizer que um objecto ou uma maquina não sentem, eu não sou a maquina, como é que posso saber se sente ou não? Filosofia das coisas, imaginação. Isto é, o pensamento das coisas como se elas também sentissem. Resta-nos imaginar, mas também agir..

Há uma serie de pensamentos que nos surgem quando falamos de futuro da tecnologia  ou da comunicação, enumero filmes de cinema mergulharam neste imaginário e nos levam a viajar com eles até à luta de sobrevivência entre o Ser Humano e a Maquina

Refletir sobre:

A Natureza e o impacto da vida humana, que não se limita a viver como os outros seres em harmonia com as árvores e as plantas, uma necessidade inata de mexer mudar a coisas à nossa volta, construir, criar. A questão é que o mundo é de todos, e não basta ser capitalista e tentar tirar proveito de tudo o que existe, há um bem comum que se pretende que não é só individual e egoísta, sendo que a tecnologia nos isola enquanto seres mas, ao mesmo tempo coloca-nos em comunicação com outro seres não directa mas virtualmente.

Cristina Lopes


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