“Cyborgização”

http://visao.sapo.pt/a-historia-do-primeiro-cyborg-de-carne-e-osso=f666615

Começo com esta notícia com uma intenção muito clara: clarificar a ideia de cyborg. Todos sabemos que um cyborg é uma mistura entre a tecnologia e o ser humano, é, na verdade, um homem máquina. Mas se por um lado este cyborg ainda não é uma vulgaridade na sociedade, essa mesma sociedade é um conjunto de cyborgs sem o saberem.  Paradoxal? Talvez. A verdade é que a tecnologia é, de facto, parte integral do ser humano. Neste momento não haverá uma pessoa que não use tecnologia, não haverá, no fundo, ninguém que não dependa destes tão variados aparelhos que estão ao nosso dispor. Vou dar dois exemplos:

Telemóvel: começo por este objecto por ser uma vítima do vício que este cria. O telemóvel é um dos objectos do qual não abdicamos nem por um segundo. Dormimos com ele, comemos com ele e até há quem não vá à casa de banho se o levar. Não coloco em causa a utilidade desta tecnologia, a verdade é que nos adaptámos tanto ao telemóvel que a sem ele estamos completamente sozinhos, mesmo que rodeados de pessoas. Esta extensão da nossa capacidade comunicativa é cada vez mais um “faz-tudo” que podemos transportar no bolso. Quem sabe se dentro de alguns anos o podemos implantar no nosso corpo? Por certo acabaria com o enorme problema que criamos quando nos esquecemos dele em casa.

Computador: à semelhança do anterior, a presença do computador na sociedade também é inquestionável. Todos os serviços oferecidos à comunidade são feitos, actualmente, por um computador. Esta tecnologia apresenta mais funções que o telemóvel e, por isso torna-se também numa dependência. É praticamente impossível sobreviver ao sistema educativo sem um computador. E com o aparecimento da Internet, este objecto complexo deixou de ser um elemento usado maioritariamente para trabalhar e passou a ser um fonte de divertimento e de comunicação. Com o Facebook e outras redes sociais, o computador é também um elemento activo na criação de uma “solidão virtual”, ou seja, o estar sozinho no meio virtual quando se está no meio de muita gente.

Creio que estes dois exemplos tenham elucidado o meu ponto de vista. Claro que com o aparecimento de novas tecnologias como Ipad e afins, esta “cyborgização” é mais visível. A ideia de cyborg é a metáfora perfeita para identificar uma sociedade que depende das tecnologias para sobreviver porque, apesar de não fazerem parte do corpo, estes objectos estão sempre “ali mesmo à mão”.

Filipa Traqueia


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