Arquivo de 23 de Fevereiro, 2013

Os Média Digitais dentro e fora das salas de aula

Os média digitais deixaram de ser um mero acessório e passaram a ter um papel importante no processo de aprendizagem. Hoje em dia são raros os espaços de ensino que não tenham pelo menos um computador à disposição do professor.

Funcionalidades como o Power Point ou o Prezi passaram a ter um papel importante nas salas de aula desde o ciclo até ao ensino superior. São importantes pois facilitam a troca de informação, a exposição de imagens alusivas e até a transmissão de videos relacionados com os temas leccionados. Estes tipos de suportes acabam por captar a atenção dos alunos e dinamizar os tempos de ensino.

Plataformas como o Hotmail e o Inforestudante facilitam a troca de materiais de apoio ou informações importantes entre os docentes e os alunos, que facilitam a vida escolar a todos os níveis, quer nos escalões mais baixos como o ensino básico ou nos mais altos como o ensino superior.

Relativamente a alguns anos atrás, o computador tem vindo a tornar-se mais importante para o sucesso escolar, apesar de ainda não ser um meio absolutamente imprescindivel. O computador é assim, um importante meio para o estudo, a pesquisa complementar e também para a realização de trabalhos escolares.

É curioso observar como as novas tecnologias são bastante usadas desde o ensino mais elementar até ao ensino mais especializado, como o ensino superior.

Rita Machado

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Um Singular Autómato Colectivo

Discorrer sobre a mediação digital será sempre reflectir sobre uma dualidade Yin/Yang. Creio que o lado sombrio predomina quando consideramos as relações humanas como mais que um meio para um fim ou uma mera ferramenta utilitária. Essa sombra alonga-se à medida que perdemos o controlo e distancia-nos de nós próprios.

Com a intensificação decursiva desde há vinte anos para cá, corremos o risco de nos metamorfosearmos no apêndice que transportamos, de adoptar o papel de objecto. O sujeito é o dispositivo que encarna a nossa ausência.

Nesse contexto há que ter em conta um conceito de literacia digital que peca por se limitar ao domínio da linguagem informática. O lapso reside no desvalorizar da consciência. Por conseguinte, usamos muitas vezes o universo virtual como um mecanismo de escapismo, de obstrução dos sentidos, visando desligar o interruptor crítico do espírito. Num mundo moderno acelerado pela tecnologia, a visão turva e a atitude de reflexo é fugir a um exacerbado temor da solidão. Assim, cada um ludibria a fachada do eu face a esse tormento. Na verdade, estamos somente a fomentar o seu âmago. Não só o medo é procrastinado, mas também uma conduta activa e de manejo das rédeas da vida perante questões maiores. Evitar o elefante no quarto é uma forma alternativa de carpe diem e evadimo-nos tanto diante do presente como do futuro.

Em oposição ao que apregoam, as redes sociais online, por exemplo, desconectam indivíduos. Plataformas como o Facebook fabricam uma determinada representação de uma pessoa e, como ente único, esta é coagida a adaptar-se. Contribuem também para uma progressiva banalização e deturpação do termo “amizade”, de tal modo que é precisamente o espaço cibernético quem mais se aproxima da sua acepção fidedigna: por lhe concedermos o título de prioridade, pela permanência ao longo do tempo e pela não dependência de um contexto semelhante para sobreviver (devido à sua ubiquidade). Se permitirmos que os média digitais regulem a nossa teia de contactos, se forem eles o souvenir da existência de pessoa x, o que seremos senão um espelho partido?

Daí irrompem duas alienações de aparência paradoxal: a ilusória das excepções que recusam a subjugação por teclados e uma outra, real, que afecta massivamente a sociedade e se disfarça pelo facto de ser partilhada por multidões. Na mesma senda de concebermos necessidades que não o são através da mecanização, é comum os primeiros acreditarem que a sua minoria é sinónimo de estarem errados e, então, resvalam no avassalador buraco negro. No fim, ninguém é ninguém e essa insanidade encara-se com normalidade.

As relações à distância não devem tomar o trono das presenciais. Tal será entrar numa espiral de erros comunicativos e cair no poço superficial da despersonalização. O tacto, os gestos, a permuta de palavras e a troca de olhares sem paredes são sustentáculos a que tendemos a renunciar no ponto final da infância. É da conectividade mental motivada pelo acto físico que se desenvolve a qualidade etérea das ligações interpessoais.

Claro, a era digital, inclusive no íntimo, não é um vilão absoluto. Somos nós a escrever o guião! Cabe à humanidade despertar, aprender a retorquir “não” à pressão social, resistir aos (enérgicos, porém breves) sintomas de privação e restringir o carácter anestesiante da tecnologia. Ela possui o potencial imenso de divulgar, integrar e até criar novas práticas artísticas. Pode ser arte! Inquietar e expandir horizontes! Originar introspecção e autoconhecimento! Um aperfeiçoamento individual como linha de partida para uma melhoria global, cuja amplificação estará, em parte, a cargo dos novos média.

Lâmpada: é o pólo positivo do mal que leva à génese de uma antagonista ideia de bem. Se queremos voar mais alto, apenas temos de cavar mais fundo!

                                                                                                Francisco Silveira


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