Arquivo de 26 de Fevereiro, 2013

PoliTIC’s – Os media Burocráticos

Por muitos anos (e ainda hoje), as Tecnologias da Informação e da Comunicação foram (e são) controladas por pessoas de poder político.

Um exemplo óbvio disso: época de Hitler. Por muito tempo, as Tecnologias da Informação e da Comunicação estiveram subjugadas aos ideais políticos impostos pelo Terceiro Reich.

Hitler controlava o que devia ou não passar na televisão, nos jornais, na rádio. Esse controlo resultou na chacina de milhões de pessoas, propositadamente encoberto pelo próprio poder burocrático.

Se virmos bem as coisas, as próprias Tecnologias da Informação e da Comunicação que encobriram todo o enredo, são as mesmas que, posteriormente, denunciaram ao mundo a verdade.

Desde os seus primórdios, foram utilizadas como meio de manipulação. Partindo do mesmo exemplo, como chanceler, Hitler serviu-se disso mesmo para dar uma imagem dos judeus excessivamente distorcida da realidade.

Por detrás deste “embrulho” estava Joseph Goebbels, ministro da propaganda e do esclarecimento na Alemanha nazi.

Segundo um lema de Joseph,

Uma mentira, quando dita mil vezes, torna-se uma verdade.

Semelhante foi a situação em Itália, quando Mussolini se apoderou do cargo máximo de chefia. Soube usar de forma inteligente os meios de tecnologia comunicacional como forma de propaganda do seu ideal.

E mesmo no caso português, por muitos anos, a Rádio Televisão de Portugal (único canal televisivo da altura Salazarista) foi controlada pelo governo. Salazar tinha uma ideia própria do que queria transmitir ao povo português e fazia dos média o seu meio de propaganda.

Aquando do 25 de Abril de 1974, a RTP teve de ser tomada de assalto por parte dos revolucionários uma vez que esta era propriedade do governo.

No mesmo dia, a RTP e a Rádio Renascença, serviram de meio transmissor das senhas ditas revolucionárias.

Eis o que aconteceu: http://www.youtube.com/watch?v=N-PS3V5Hrek

Não só de repressão serviram os média, mas também de libertação. Estes são servidores de quem os “possui”.

Já John Markoff dizia:

Os computadores deixaram de ser rebaixados como ferramenta do controlo burocrático e passaram a ser valorizados como símbolo de expressão e liberdade pessoal.

Cristiana Almeida Rosa

Odisseia da Internet

Eu sinto-me previligiado. Mesmo antes de saber ler, já era capaz de utilizar a internet. Claro que eu tenho noção de que hoje em dia isso é comum entre maioria das crianças. Mas considero que, comparando a facilidade de acesso que se tinha em meados dos anos noventa e a que se tem hoje é fácil desenhar uma forte ligação entre o meu desenvolvimento intelectual e psicológico e o crescimento da internet como uma emulação da vida real.

Quando era novo e a internet era apenas uma criança, éramos simples e sem problemas, o mundo era o nosso recreio, mas ambos sabiamos que iriamos evoluir e ser algo maior. Enquanto eu tinha professores que explicavam como funcionava o mundo e me preparavam para o futuro, a internet tinha programadores sonhadores que imaginavam um futuro para ela. Éramos os dois muito novos e sabíamos que o futuro ia ser grande, mas naquele momento só queriamos brincar um com o outro.

Quando fomos para o novo milénio muita coisa mudou, ambos crescemos, tanto em tamanho como em conhecimento. Ainda brincávamos, mas também tínhamos de estudar e fazer trabalhos. Foi nesta altura que comecei a encarar a internet não só como um amigo para brincar mas como colega de trabalho, aquele que sabe sempre tudo e não tem problemas em ajudar os outros.

Durante a adolescência, nunca soube o que iria ser, nem a internet. Éramos um par de diamantes por lapidar. A internet ajudou-me a navegar o mundo sem sair de casa, mostrou-me ideias de pessoas que outrora nunca iriam ser faladas, pontos de vista que me faziam perceber melhor o mundo e eu mesmo.

Devo muito à internet, com ela descobri a maioria das coisas de que gosto mais, deu-me uma visão mais clara (apesar de ainda muito turva) da vida. Sem ela não seria o que sou hoje, graças a ela pude procurar aquilo que queria e não só aquilo que me mostravam.
Hoje em dia ainda estamos juntos, continuamos a fazer o mesmo, brincamos, estudamos e continuamos a descobrir o mundo, mas hoje em dia ela tem muitos mais amigos e muitos deles não a sabem utilizar…

“The Internet is the first thing that humanity has built that humanity doesn’t understand, the largest experiment in anarchy that we have ever had.”- Eric Schmidt

Fábio Campos

A ROBOTIZAÇÃO DA HUMANIDADE

O ser humano é um ser mutável que esta em constante evolução de sua espécie,  e sendo assim, a cada dia surgem novas necessidades que tem de ser sanadas para a que se tenha uma vida mais confortável  e cômoda.

A evolução do ser humano no decorrer da história acarretou imensas mudanças nas relações existentes entre o homem e o ambiente que o rodeia e também nas trocas interpessoais.

Em meio a esta geração na qual estamos inseridos, nos deparamos constantemente com avanços dos dispositivos de mediação da comunicação, que garantem uma interação fácil e muito prática.

O meio de comunicação entre os seres humanos deixa de ser apenas pelo contato direto entre os indivíduos, e passa a ter um equipamento tecnológico que tem o papel de mediar esta comunicação acarretando uma nova postura da humanidade a esse respeito.

Os avanços dos média fez com que o tráfego da informação desse uma grande salto, e a cada nova geração de equipamentos temos a evolução dos mecanismos que dão maior liberdade e poder ao homem sobre a máquina, que nos provoca a ilusão de controlarmos o material quando o que na verdade ocorre, por vezes, é o aprisionamento do ser à máquina.

Tornamo-nos dependentes dos dispositivos, transmitimos dados da nossa vida para eles gerirem, e  o tornamos assim uma extensão do nosso corpo, dando a eles um certo toque de humano, e esta aglutinação é feita em dupla via, pois nos tornemos também parte da máquina.

A sociedade vai nos impondo um modelo mais atual de dispositivos de média quase que diariamente e sempre munido de mensagens subliminares, incutido em nós a necessidade de consumir o que é mais novo, e que o que possuímos já esta ultrapassado,  e que não corresponderá a todas as  nossas necessidades.

A necessidade não surge de cada indivíduo,  e sim é imposta por uma indústria que rotula o que é a necessidade da humanidade naquele momento, e ao consumirmos o novo deitamos o que temos fora, causando uma produção de lixo tecnológico quase incalculável. Tudo isso pelo simples fato de o dispositivo que temos não nos dar mais a sensação de prazer e de completude por em fim suprimos todas as nossas eventuais necessidades.

Hoje não se é mais aceitável imaginar o ser humano vivendo sem seus complementos tecnológicos mediáticos, que funcionam como tentáculos facilitadores da vida cotidiana, o que leva cada vez mais a desumanização dos indivíduos e suas relações.

Patrícia Grigoletto

O ensino e a tecnologia

Neste mundo globalizado, é incontrolável o avanço da tecnologia na sociedade. O crescente aumento dos médias digitais proporcionam mudanças que influenciam directamente no comportamento de professores e alunos em sala de aula.  Esta revolução tecnológica  acelera o processo de inovação, provocando transformações no meio em que vivemos,  criando oportunidades e possibilitando o acesso à informação, permitindo assim aos profissionais da educação diferentes formas  de metodologias e técnicas para o ensino-aprendizagem.

O uso dos médias digitais no dia-a-dia de uma escola, necessita de treinamento dos docentes e técnicos da  instituição de ensino, é necessário que exista uma estrutura  que possibilite  a implementação dos materiais tecnológicos e o livre acesso aos alunos.  Para que haja o melhor aproveitamento  do ensino-aprendizagem com a inclusão da tecnologia na educação, faz-se necessário que tenha uma metodologia adequada para que o uso dessa ferramenta que proporcione uma aula dinâmica, produtiva e desenvolva habilidades nos alunos, atribuindo-lhes a percepção, interacção e produtividade dentro de um assunto  aprimorando o seu conhecimento. Esse modelo de nova escola,  compreende que a educação consiste no desenvolvimento e aproveitamento dessas tecnologias para a formação e  aperfeiçoamento de novas técnicas para o ensino básico e superior.

Conclui-se que os médias digitais nas práticas educacionais facilita o aprendizado dos alunos de formas diversificadas, proporcionando um ensino interactivo e colaborativo para a turma. É indissociável o uso da tecnologia  sem a proposta de uma metodologia pedagógica   para o desenvolvimento significativo da turma, o uso  dessas  práticas devem  possibilitar as vivências  tecnológicas em sala de aula, voltado para os métodos de ensino que devem atender às necessidades dos alunos de todas as idades, promovendo a inclusão nessa era digital, a qual deverá estar ao alcance de todos, para o acesso à informação e contribuindo para a formação de cidadãos para a sociedade moderna em que vivemos.

Niely Freitas

A Propaganda: da facilidade à necessidade

Tamanha foi a evolução da propaganda, intensificada pela evolução dos meios de informação em massa, que agora a propaganda é a alma do negócio. A propaganda de um determinado dispositivo tem como função tornar cada vez mais conhecido para atingir diferentes públicos-alvo, para que possa abranger todas as idades. Nisso, vale ressaltar que tamanha evolução dos dispositivos, o que fazia-se útil apenas para trabalho e para adultos, como um computador portátil ou o que destinado principalmente para crianças, foram repensados e adicionadas inúmeras novas funções, de uma forma que tornaram-se atrativos para todas as idades e públicos.

A publicidade fica com a função de deixar isto cada vez mais explícito. Tanto quanto as principais possibilidades que a utilização do produto pode trazer ao seu usuário, como nos deixar a sensação que determinado produto tem uma função indispensável de atender às nossas necessidades. Necessidade esta que muitas vezes nós mesmos criamos, mesmo não existindo. Vale ressaltar que as necessidades mudam realmente, a comunicação passa a ser mais dinamizada e suas diferentes formas passam a ser indispensáveis.

Porém, podemos refletir em várias outras funcionalidades que proporcionam estas facilidades, e esta é a palavra real que precisamos levar em consideração real: “facilidade”. E não “necessidade”. Este é apenas um exemplo raso do que a publicidade nos deixa a pensar, cabe-nos refletir se e uma realidade de uma propaganda é mesmo a realidade que queremos para nós e para nossa família, amigos, etc.

 

 

Francimar Santos

Sem Limites

A educação sofreu uma enorme transmutação ao longo dos últimos anos e tal vai continuar a acontecer sempre que ocorrer mais uma novidade no “mundo tecnológico”. Estas modificações permitiram que a educação se voltasse 180 graus nos olhares daqueles que instruem e daqueles que aprendem.

O tradicionalismo vivido pelo professor e aluno dentro da sala de aula já não é o mesmo daquele que era partilhado há alguns anos atrás. Os instrumentos, de uma certa forma ultrapassados, deram lugar aquilo que é interactivo e digital.

O aparecimento da Internet e dos computadores facilitou o trabalho do professor e do aluno. A transmissão da informação pode ser passada através das plataformas do Microsoft Office tornando a aprendizagem bem mais acessível e apresentável. As apresentações orais podem ser complementadas por vídeos, por sites da Internet ou por imagens.

A Internet tornou-se no maior meio de pesquisa e publicação de informação em todo o mundo – revolucionando todo o sistema de aprendizagem – pois possibilita que uma quantidade impensável de informação esteja disponível em poucos segundos. Muitas das vezes, a Internet abrange os mesmos livros que são procurados com grande dificuldade em bibliotecas.

Com a chegada da Internet e a sua respectiva progressão, surgiram várias plataformas dentro do contexto educativo que facilitaram a aprendizagem. Dentro da minha vida estudantil, deparei-me inicialmente com a plataforma Moodle e anos mais tarde, com a plataforma Inforestudante. Estas plataformas, juntamente com o Hotmail, fazem com que o acesso à informação dada por professores e membros do conselho directivo seja acedida facilmente, em qualquer computador com acesso à Internet, de uma maneira veloz e descomplicada, facilitando assim o trabalho para ambas as partes.

Temos de nos libertar, sem ambiguidades, do antiquado e falso argumento de que os média digitais são apenas um meio de comunicação. Os média digitais são uma ferramenta excessivamente importante na evolução da aprendizagem, tornando-se instantaneamente nos dias de hoje, no eixo central do sistema educativo. Todos aqueles que se encontram dentro deste sistema, estão dentro de um ideologia que tem como pilar de suporte estas novas tecnologias.

Na minha opinião, ainda não demos conta até que ponto a revolução das tecnologias de aprendizagem se encontra inserida no modo de aprendizagem da grande maioria das massas populacionais. Os quadros a giz foram substituídos por quadros interactivos, os cadernos e os livros deram lugar aos tablets e computadores. A caneta cedeu perante o simples toque no ecrã.

Duarte Covas

A internet e a educação

Educação! Ora ai está algo que tem vindo a mudar ao longo dos anos.

Já lá vai um tempinho desde que o único meio de apoio disponível limitava-se apenas aos livros, que podiam ser comprados ou consultados em bibliotecas. De há uns anos para cá, com a criação dos meios digitais, foram criados outros tipos de apoios, através dos quais podemos usufruir de um grande número de informação.

Antigamente, se quiséssemos procurar algo, teríamos de pesquisar num grande números de livros sobre o assunto que procurávamos. Com a disponibilização da internet ao público, esta tarefa foi bastante facilitada, devido e podermos encontrar com grande facilidade material sobre qualquer assunto imaginável.

Hoje em dia, o meio digital está a infiltrar-se cada vez mais nas salas de aula.

Cada vez mais os professores utilizam plataformas para complementarem o seu método de ensino, quer seja pela disponibilização de materiais através de plataformas como o Inforestudante, ou através do uso de websites como o Youtube de maneira a fazerem uma apresentação mais visual da matéria a ser lecionada.

Relativamente aos alunos, estes têm mais meios disponíveis no que toca á pesquisa de conteúdo. Por exemplo websites como o Google, que alojam diversos links. Neste caso o utilizador precisa simplesmente de escrever no campo de pesquisa aquilo que deseja encontrar, e ao passo de um click tem acesso a diversos link’s, sobre o assunto pesquisado. Em relação a websites com informação concreta, podemos referir a Wikipédia, uma base de dados, onde os utilizadores contribuem com o seu conhecimento, para que outros utilizadores usufruam deste.

Recentemente tomei conhecimento de algo chamado Khan University, esta consiste em aulas gratuitas sobre as mais variadas disciplinas. Tal como a Wikipedia, os utilizadores também podem ajudar na criação de novas disciplinas, chegando estes a poder lecionar as mesma. É uma boa ferramenta para quem queira enriquecer os seus conhecimentos, uma vez que utiliza linguagem acessível e está traduzido para diversas línguas. Muitas escolas e universidades nos E.U.A já utilizam esta ferramenta nas suas salas de aula como complemento ao método de ensino.

Desde que comecei a ter contacto com os meios digitais, que os uso para diversas atividades. Sem dúvida algum, os média digitais são uma ferramenta extremamente útil no que respeita á minha formação acadêmica  ao enriquecimento social e cultural, bem como á estimulação da minha imaginação e criatividade.

Rafael Borges


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