Arquivo de 26 de Fevereiro, 2013

PoliTIC’s – Os media Burocráticos

Por muitos anos (e ainda hoje), as Tecnologias da Informação e da Comunicação foram (e são) controladas por pessoas de poder político.

Um exemplo óbvio disso: época de Hitler. Por muito tempo, as Tecnologias da Informação e da Comunicação estiveram subjugadas aos ideais políticos impostos pelo Terceiro Reich.

Hitler controlava o que devia ou não passar na televisão, nos jornais, na rádio. Esse controlo resultou na chacina de milhões de pessoas, propositadamente encoberto pelo próprio poder burocrático.

Se virmos bem as coisas, as próprias Tecnologias da Informação e da Comunicação que encobriram todo o enredo, são as mesmas que, posteriormente, denunciaram ao mundo a verdade.

Desde os seus primórdios, foram utilizadas como meio de manipulação. Partindo do mesmo exemplo, como chanceler, Hitler serviu-se disso mesmo para dar uma imagem dos judeus excessivamente distorcida da realidade.

Por detrás deste “embrulho” estava Joseph Goebbels, ministro da propaganda e do esclarecimento na Alemanha nazi.

Segundo um lema de Joseph,

Uma mentira, quando dita mil vezes, torna-se uma verdade.

Semelhante foi a situação em Itália, quando Mussolini se apoderou do cargo máximo de chefia. Soube usar de forma inteligente os meios de tecnologia comunicacional como forma de propaganda do seu ideal.

E mesmo no caso português, por muitos anos, a Rádio Televisão de Portugal (único canal televisivo da altura Salazarista) foi controlada pelo governo. Salazar tinha uma ideia própria do que queria transmitir ao povo português e fazia dos média o seu meio de propaganda.

Aquando do 25 de Abril de 1974, a RTP teve de ser tomada de assalto por parte dos revolucionários uma vez que esta era propriedade do governo.

No mesmo dia, a RTP e a Rádio Renascença, serviram de meio transmissor das senhas ditas revolucionárias.

Eis o que aconteceu: http://www.youtube.com/watch?v=N-PS3V5Hrek

Não só de repressão serviram os média, mas também de libertação. Estes são servidores de quem os “possui”.

Já John Markoff dizia:

Os computadores deixaram de ser rebaixados como ferramenta do controlo burocrático e passaram a ser valorizados como símbolo de expressão e liberdade pessoal.

Cristiana Almeida Rosa

Odisseia da Internet

Eu sinto-me previligiado. Mesmo antes de saber ler, já era capaz de utilizar a internet. Claro que eu tenho noção de que hoje em dia isso é comum entre maioria das crianças. Mas considero que, comparando a facilidade de acesso que se tinha em meados dos anos noventa e a que se tem hoje é fácil desenhar uma forte ligação entre o meu desenvolvimento intelectual e psicológico e o crescimento da internet como uma emulação da vida real.

Quando era novo e a internet era apenas uma criança, éramos simples e sem problemas, o mundo era o nosso recreio, mas ambos sabiamos que iriamos evoluir e ser algo maior. Enquanto eu tinha professores que explicavam como funcionava o mundo e me preparavam para o futuro, a internet tinha programadores sonhadores que imaginavam um futuro para ela. Éramos os dois muito novos e sabíamos que o futuro ia ser grande, mas naquele momento só queriamos brincar um com o outro.

Quando fomos para o novo milénio muita coisa mudou, ambos crescemos, tanto em tamanho como em conhecimento. Ainda brincávamos, mas também tínhamos de estudar e fazer trabalhos. Foi nesta altura que comecei a encarar a internet não só como um amigo para brincar mas como colega de trabalho, aquele que sabe sempre tudo e não tem problemas em ajudar os outros.

Durante a adolescência, nunca soube o que iria ser, nem a internet. Éramos um par de diamantes por lapidar. A internet ajudou-me a navegar o mundo sem sair de casa, mostrou-me ideias de pessoas que outrora nunca iriam ser faladas, pontos de vista que me faziam perceber melhor o mundo e eu mesmo.

Devo muito à internet, com ela descobri a maioria das coisas de que gosto mais, deu-me uma visão mais clara (apesar de ainda muito turva) da vida. Sem ela não seria o que sou hoje, graças a ela pude procurar aquilo que queria e não só aquilo que me mostravam.
Hoje em dia ainda estamos juntos, continuamos a fazer o mesmo, brincamos, estudamos e continuamos a descobrir o mundo, mas hoje em dia ela tem muitos mais amigos e muitos deles não a sabem utilizar…

“The Internet is the first thing that humanity has built that humanity doesn’t understand, the largest experiment in anarchy that we have ever had.”- Eric Schmidt

Fábio Campos

A ROBOTIZAÇÃO DA HUMANIDADE

O ser humano é um ser mutável que esta em constante evolução de sua espécie,  e sendo assim, a cada dia surgem novas necessidades que tem de ser sanadas para a que se tenha uma vida mais confortável  e cômoda.

A evolução do ser humano no decorrer da história acarretou imensas mudanças nas relações existentes entre o homem e o ambiente que o rodeia e também nas trocas interpessoais.

Em meio a esta geração na qual estamos inseridos, nos deparamos constantemente com avanços dos dispositivos de mediação da comunicação, que garantem uma interação fácil e muito prática.

O meio de comunicação entre os seres humanos deixa de ser apenas pelo contato direto entre os indivíduos, e passa a ter um equipamento tecnológico que tem o papel de mediar esta comunicação acarretando uma nova postura da humanidade a esse respeito.

Os avanços dos média fez com que o tráfego da informação desse uma grande salto, e a cada nova geração de equipamentos temos a evolução dos mecanismos que dão maior liberdade e poder ao homem sobre a máquina, que nos provoca a ilusão de controlarmos o material quando o que na verdade ocorre, por vezes, é o aprisionamento do ser à máquina.

Tornamo-nos dependentes dos dispositivos, transmitimos dados da nossa vida para eles gerirem, e  o tornamos assim uma extensão do nosso corpo, dando a eles um certo toque de humano, e esta aglutinação é feita em dupla via, pois nos tornemos também parte da máquina.

A sociedade vai nos impondo um modelo mais atual de dispositivos de média quase que diariamente e sempre munido de mensagens subliminares, incutido em nós a necessidade de consumir o que é mais novo, e que o que possuímos já esta ultrapassado,  e que não corresponderá a todas as  nossas necessidades.

A necessidade não surge de cada indivíduo,  e sim é imposta por uma indústria que rotula o que é a necessidade da humanidade naquele momento, e ao consumirmos o novo deitamos o que temos fora, causando uma produção de lixo tecnológico quase incalculável. Tudo isso pelo simples fato de o dispositivo que temos não nos dar mais a sensação de prazer e de completude por em fim suprimos todas as nossas eventuais necessidades.

Hoje não se é mais aceitável imaginar o ser humano vivendo sem seus complementos tecnológicos mediáticos, que funcionam como tentáculos facilitadores da vida cotidiana, o que leva cada vez mais a desumanização dos indivíduos e suas relações.

Patrícia Grigoletto

O ensino e a tecnologia

Neste mundo globalizado, é incontrolável o avanço da tecnologia na sociedade. O crescente aumento dos médias digitais proporcionam mudanças que influenciam directamente no comportamento de professores e alunos em sala de aula.  Esta revolução tecnológica  acelera o processo de inovação, provocando transformações no meio em que vivemos,  criando oportunidades e possibilitando o acesso à informação, permitindo assim aos profissionais da educação diferentes formas  de metodologias e técnicas para o ensino-aprendizagem.

O uso dos médias digitais no dia-a-dia de uma escola, necessita de treinamento dos docentes e técnicos da  instituição de ensino, é necessário que exista uma estrutura  que possibilite  a implementação dos materiais tecnológicos e o livre acesso aos alunos.  Para que haja o melhor aproveitamento  do ensino-aprendizagem com a inclusão da tecnologia na educação, faz-se necessário que tenha uma metodologia adequada para que o uso dessa ferramenta que proporcione uma aula dinâmica, produtiva e desenvolva habilidades nos alunos, atribuindo-lhes a percepção, interacção e produtividade dentro de um assunto  aprimorando o seu conhecimento. Esse modelo de nova escola,  compreende que a educação consiste no desenvolvimento e aproveitamento dessas tecnologias para a formação e  aperfeiçoamento de novas técnicas para o ensino básico e superior.

Conclui-se que os médias digitais nas práticas educacionais facilita o aprendizado dos alunos de formas diversificadas, proporcionando um ensino interactivo e colaborativo para a turma. É indissociável o uso da tecnologia  sem a proposta de uma metodologia pedagógica   para o desenvolvimento significativo da turma, o uso  dessas  práticas devem  possibilitar as vivências  tecnológicas em sala de aula, voltado para os métodos de ensino que devem atender às necessidades dos alunos de todas as idades, promovendo a inclusão nessa era digital, a qual deverá estar ao alcance de todos, para o acesso à informação e contribuindo para a formação de cidadãos para a sociedade moderna em que vivemos.

Niely Freitas

A Propaganda: da facilidade à necessidade

Tamanha foi a evolução da propaganda, intensificada pela evolução dos meios de informação em massa, que agora a propaganda é a alma do negócio. A propaganda de um determinado dispositivo tem como função tornar cada vez mais conhecido para atingir diferentes públicos-alvo, para que possa abranger todas as idades. Nisso, vale ressaltar que tamanha evolução dos dispositivos, o que fazia-se útil apenas para trabalho e para adultos, como um computador portátil ou o que destinado principalmente para crianças, foram repensados e adicionadas inúmeras novas funções, de uma forma que tornaram-se atrativos para todas as idades e públicos.

A publicidade fica com a função de deixar isto cada vez mais explícito. Tanto quanto as principais possibilidades que a utilização do produto pode trazer ao seu usuário, como nos deixar a sensação que determinado produto tem uma função indispensável de atender às nossas necessidades. Necessidade esta que muitas vezes nós mesmos criamos, mesmo não existindo. Vale ressaltar que as necessidades mudam realmente, a comunicação passa a ser mais dinamizada e suas diferentes formas passam a ser indispensáveis.

Porém, podemos refletir em várias outras funcionalidades que proporcionam estas facilidades, e esta é a palavra real que precisamos levar em consideração real: “facilidade”. E não “necessidade”. Este é apenas um exemplo raso do que a publicidade nos deixa a pensar, cabe-nos refletir se e uma realidade de uma propaganda é mesmo a realidade que queremos para nós e para nossa família, amigos, etc.

 

 

Francimar Santos

Sem Limites

A educação sofreu uma enorme transmutação ao longo dos últimos anos e tal vai continuar a acontecer sempre que ocorrer mais uma novidade no “mundo tecnológico”. Estas modificações permitiram que a educação se voltasse 180 graus nos olhares daqueles que instruem e daqueles que aprendem.

O tradicionalismo vivido pelo professor e aluno dentro da sala de aula já não é o mesmo daquele que era partilhado há alguns anos atrás. Os instrumentos, de uma certa forma ultrapassados, deram lugar aquilo que é interactivo e digital.

O aparecimento da Internet e dos computadores facilitou o trabalho do professor e do aluno. A transmissão da informação pode ser passada através das plataformas do Microsoft Office tornando a aprendizagem bem mais acessível e apresentável. As apresentações orais podem ser complementadas por vídeos, por sites da Internet ou por imagens.

A Internet tornou-se no maior meio de pesquisa e publicação de informação em todo o mundo – revolucionando todo o sistema de aprendizagem – pois possibilita que uma quantidade impensável de informação esteja disponível em poucos segundos. Muitas das vezes, a Internet abrange os mesmos livros que são procurados com grande dificuldade em bibliotecas.

Com a chegada da Internet e a sua respectiva progressão, surgiram várias plataformas dentro do contexto educativo que facilitaram a aprendizagem. Dentro da minha vida estudantil, deparei-me inicialmente com a plataforma Moodle e anos mais tarde, com a plataforma Inforestudante. Estas plataformas, juntamente com o Hotmail, fazem com que o acesso à informação dada por professores e membros do conselho directivo seja acedida facilmente, em qualquer computador com acesso à Internet, de uma maneira veloz e descomplicada, facilitando assim o trabalho para ambas as partes.

Temos de nos libertar, sem ambiguidades, do antiquado e falso argumento de que os média digitais são apenas um meio de comunicação. Os média digitais são uma ferramenta excessivamente importante na evolução da aprendizagem, tornando-se instantaneamente nos dias de hoje, no eixo central do sistema educativo. Todos aqueles que se encontram dentro deste sistema, estão dentro de um ideologia que tem como pilar de suporte estas novas tecnologias.

Na minha opinião, ainda não demos conta até que ponto a revolução das tecnologias de aprendizagem se encontra inserida no modo de aprendizagem da grande maioria das massas populacionais. Os quadros a giz foram substituídos por quadros interactivos, os cadernos e os livros deram lugar aos tablets e computadores. A caneta cedeu perante o simples toque no ecrã.

Duarte Covas

A internet e a educação

Educação! Ora ai está algo que tem vindo a mudar ao longo dos anos.

Já lá vai um tempinho desde que o único meio de apoio disponível limitava-se apenas aos livros, que podiam ser comprados ou consultados em bibliotecas. De há uns anos para cá, com a criação dos meios digitais, foram criados outros tipos de apoios, através dos quais podemos usufruir de um grande número de informação.

Antigamente, se quiséssemos procurar algo, teríamos de pesquisar num grande números de livros sobre o assunto que procurávamos. Com a disponibilização da internet ao público, esta tarefa foi bastante facilitada, devido e podermos encontrar com grande facilidade material sobre qualquer assunto imaginável.

Hoje em dia, o meio digital está a infiltrar-se cada vez mais nas salas de aula.

Cada vez mais os professores utilizam plataformas para complementarem o seu método de ensino, quer seja pela disponibilização de materiais através de plataformas como o Inforestudante, ou através do uso de websites como o Youtube de maneira a fazerem uma apresentação mais visual da matéria a ser lecionada.

Relativamente aos alunos, estes têm mais meios disponíveis no que toca á pesquisa de conteúdo. Por exemplo websites como o Google, que alojam diversos links. Neste caso o utilizador precisa simplesmente de escrever no campo de pesquisa aquilo que deseja encontrar, e ao passo de um click tem acesso a diversos link’s, sobre o assunto pesquisado. Em relação a websites com informação concreta, podemos referir a Wikipédia, uma base de dados, onde os utilizadores contribuem com o seu conhecimento, para que outros utilizadores usufruam deste.

Recentemente tomei conhecimento de algo chamado Khan University, esta consiste em aulas gratuitas sobre as mais variadas disciplinas. Tal como a Wikipedia, os utilizadores também podem ajudar na criação de novas disciplinas, chegando estes a poder lecionar as mesma. É uma boa ferramenta para quem queira enriquecer os seus conhecimentos, uma vez que utiliza linguagem acessível e está traduzido para diversas línguas. Muitas escolas e universidades nos E.U.A já utilizam esta ferramenta nas suas salas de aula como complemento ao método de ensino.

Desde que comecei a ter contacto com os meios digitais, que os uso para diversas atividades. Sem dúvida algum, os média digitais são uma ferramenta extremamente útil no que respeita á minha formação acadêmica  ao enriquecimento social e cultural, bem como á estimulação da minha imaginação e criatividade.

Rafael Borges

A um clique do outro lado

 

Hoje em dia, o poder da tecnologia faz parte do quotidiano de todos nós, uns mais outros menos. No entanto, esta ideia de “mediação digital” parece-se ajustar na perfeição aos dias de hoje, numa sociedade que, de certa forma, vive para alimentar/alimentar-se da máquina. Para esta ideia muito contribuem os factores de que tudo parece estar a um clique de distância, a possibilidade de criar uma personalidade virtual em redes sociais, as facilidades apresentadas em termos de comunicação… a multiplicidade combinada de aspectos que tornam realmente a internet o “brinquedo” mais procurado deste século.

Apesar de todas as funcionalidades da mesma, penso que o verdadeiro poder da web está na partilha de conhecimento, quer seja cultural, científica, política, religiosa… a internet é, de facto, a enciclopédia mais completa e vasta do mundo. Este aspecto tem vindo a crescer desde que foi criado o facebook e, em particular, o botão “partilhar”. Para mim, a magia não reside tanto no “gostar” mas sim no “partilhar”. É impressionante a rapidez com que o conhecimento sobre um dado específico de um tema específico percorre computadores e computadores á volta do mundo num espaço de tempo bastante pequeno, uma espécie de utopia para aqueles que realmente vem na informação e na cultura uma forma de vida.

Hoje em dia, a comunicação síncrona está adaptada às necessidades de toda a gente e penso que esta é uma boa forma de nos relacionar-mos uns com os outros… até certo ponto. Existe redes para todos os gostos onde eu talvez destacaria o Last.fm (rede de scrobble de ficheiros musicais) e talvez o facebook. Sempre fui daqueles que dizia que falar é na rua, com as pessoas… mas de certo modo há que ver as vantagens que esta rede nos oferece em termos de comunicação… desde a primeira vez que fiz um comentário a alguma coisa, algo me saltou á vista: as pessoas podiam dizer o que lhes apetecesse de forma ordenada, “cada um á sua vez”, onde ninguém fala pela vez de ninguém. Na vida real muitas vezes não é assim e há que tirar partido dos pontos positivos da rede. A internet revela-se então uma ferramenta indispensável para os dias de hoje, no entanto, há que saber utilizar e não esquecer que quanto mais nos alimentamos da máquina mais ela se alimenta de nós!

o homem “internetizado”.

 

As vias tradicionais foram encurtadas… tudo parece tão próximo que o próximo muitas das vezes parece tão distante. A facilidade de comunicação dos novos tempos fez também com que a vida corresse mais depressa, parece que sempre falta tempo pra ver muitas coisas e falar com tantas pessoas; pessoas estas que em sua maioria nem se sabe ao certo quem são e onde verdadeiramente estão.

A tal proximidade faz do homem “internetizado” mais informado de tudo e presente em muitos lugares diferentes em frações de milésimos de segundos, ubíquo. A informação está em um clique; este que aguça a curiosidade e o entretenimento que com um tempo torna-se uma dependência; ocupando tempo que anteriormente era possivelmente mais bem empregado. O fato e que o ser humano está se tornando mais solitário, se fechando em um mundo único e cibernético, um mundo em que ele é o centro das atenções, que tudo está ao seu dispor, onde o alcance a certas coisas dantes inatingíveis estão às pontas dos seus dedos.

Infelizmente o homem cada vez mais se torna escravo de sua criação, se fechando em um casulo digital onde os comandos já começam a fazer parte de suas entranhas e de seus sentimentos.  Onde o touchscreen ficou mais agradável que um afago, um sorriso verdadeiro, um beijo ou um abraço. Onde não se precisa sair de frente do ecrã para encontrar o amor de sua vida ou a pessoa que escolheu para compartilhar os bons momentos. Mas como compartilhar esses sentimentos se pra muitos, isso não é mais importante? Se para terem momentos de prazer não precisam necessariamente ter contato físico? Pra muitos o contato virtual se tornou tão prazeroso ao ponto de não haverem mais interesse em sair, fazer um simples passeio pra conquistar alguém.   

Mas tudo pode ser remediado no momento em que se pode usar a tecnologia a favor de encontrar novas pessoas através das redes sociais e convida-las para um passeio no parque; fazer um grupo de amigos para compartilhar o futebol no fim de semana, reencontrar antigos colegas de escola e se aproximar da família curtindo aqueles que se quer bem.

políTICa

Tema de escrita: Qual a dimensão política das tecnologias de comunicação e de informação? 

Refletir sobre a dimensão política das tecnologias de informação e de comunicação (TIC) é, de facto, um exercício tão grande quanto a enormidade delas… Algo bastante complexo, apesar de parecer (e de se fazer parecer) simples. Pensando nesta última ideia, encontro já política em torno do assunto.

Mesmo antes de partir para uma análise muito profunda, penso que, antes de mais, as TIC são elas próprias uma dimensão da política. Usando o pragmatismo que me é característico, passo a enumerar alguns exemplos de meios de informação e comunicação que são propriedade de alguns indivíduos. Ainda que sejam apenas algumas gotas no oceano imenso que é o universo das TIC existentes sob o poder de um pequeno grupo de influência (individual ou grupos), servem para espelhar o estado das coisas.

No Reino Unido, Rupert Murdoch é dono dos jornais The Sun, The Times, e Sunday Times, três dos maiores dali, e detém 39% da Sky, a maior transmissora de televisão paga do país, com 10 milhões de subscritores. Em Itália, Silvio Berlusconi é o maior acionista da maior operadora privada de televisão gratuita, a Mediaset, sendo que o seu irmão é dono do Il Giornale e a sua mulher, dona do Il Foglio, dois dos maiores jornais do país. Em Portugal, o grupo Impresa, de Francisco P. Balsemão, detém a SIC, uma das maiores operadoras de televisão, um dos maiores jornais, o Expresso, assim como várias revistas, sítios web, etc. Ora, a dimensão política destes casos é óbvia: os donos destes média são políticos – primeiros-ministros de dois países e um outro indivíduo com atividade política. A enumeração podia e devia estender-se muito mais para além disto, mas nem tenho espaço nem vontade de me arreliar com a realidade, já que a maior parte dos média são dominados por políticos ou por pessoas ligadas à política.

Afinal, a internet nasceu de uma dimensão política, como ferramenta no mundo dos políticos, um poder. E, apesar de ser verdade que já não é exclusivamente assim, continua a ter uma forte dimensão política e é bastante politizada. Sendo as TIC propriedade dos políticos, parece-me óbvio o que se faz com elas: política.

Aprendi na escola que o nosso mundo tinha encolhido, isto é, que os diferentes lugares do mapa tinham ficado aparentemente mais próximos uns dos outros devido ao desenvolvimento das redes de transportes e comunicações. Isso é verdade, mas não posso deixar de ficar intrigado com a noção de mundo que me é passada pelas TIC em situações de guerra, por exemplo. Eu estou consciente dos conflitos armados que vão havendo por esse mundo fora, mas a maior parte das pessoas não. Elas apenas vão sabendo o que ouvem, vêm ou lêem nas TIC controladas, o que representa uma fração muito pequena da realidade e, quase sempre, um ponto de vista preferencial acerca do assunto. Ora, parece-me evidente que o conteúdo que chega às massas é limado pelo remetente, não esquecendo aquele que é posto de parte porque talvez seja do interesse dos “donos” das TIC. Tudo isso é política. Então, o mundo que, afinal, estará mais pequeno, parece ainda ser muito grande, quando há conflitos armados por vários lugares, que merecem preocupação, parecem ter lugar num lugar longínquo, sem impacto na nossa pacífica vida, pela maneira que nos são relatados.

Exemplos como a Coreia do Norte, onde não há internet disponível à população, ou o Egito, onde se proibiu o Youtube por ter exibido um vídeo ofensivo de cariz religioso, são o reflexo do poder imenso que a internet tem e pode ter.

Metaforizando e sendo um pouco simplista, penso que se pode dizer que se trata de um caso como a escolha entre uma maçã muito saudável, benéfica para a saúde e um chocolate prejudicial. A maior parte das pessoas, confrontada com uma escolha assim, optaria pelo chocolate, pois o prazer de o comer é enorme, mesmo sabendo que é a opção menos acertada para a sua saúde, tendendo a esquecer isso. Claro que haveria sempre alguns que escolheriam a maçã, mas uma minoria: aqueles que o faziam por teimosia ou grande consciência do potencial prejuízo do chocolate perante o benefício da maçã.

É isto que acontece com o mundo das TIC. Os utilizadores usam (e abusam) delas, mesmo estando disponível informação acerca dos seus malefícios e até ser escandalosamente evidente o rol de imoralidades que as rodeiam. E continuam a fazê-lo, pois é demasiado incómodo, trabalhoso ou cansativo preocuparem-se com esses aspetos. Isso poderia ser alterado, alertando as pessoas acerca dos aspetos positivos e negativos de cada escolha e consciencializando-as sobre o papel e importência das TIC. Mas isso não se faz… Porque quem tem o maior poder de o fazer não está interessado nisso, pois talvez tenha uma fábrica de chocolates…Fica-se apenas pela aceitação não refletida das coisas, nada mais, como se estivesse tudo bem…

Não quero nem posso alongar-me muito mais sobre o assunto, mas sinto que é alarmante esta falta de participação das massas no controlo das TIC, assim como acho que não é o legítimo elas serem tão controladas por pequenos grupos de indivíduos, que têm em si o poder de fazer das “suas” TIC o que bem entendem. Simplesmente não deveria ser assim. As TIC são de e para as massas. Portanto, são elas que devem preservá-las e dinamizá-las. Não creio que isso já aconteça, como me querem fazer crer. Sim, as massas já têm liberdade para criar conteúdo, mas isso não é o suficiente para deixar de haver uma preferência ideológica permanente no conteúdo que nos é massivamente apresentado. Isto, porque é humanamente impossível haver uma situação ideal em que cada um vai à procura do conteúdo que mais serve o seu interesse. Assim, deve procurar-se atingir uma forma de fazer das TIC um espaço aberto a todos, comum, isento de ideologia política, que albergue e transmita os conteúdos de todos os pontos ideológicos, de maneira a que, depois de ser confrontado com eles, o indivíduo possa partir para uma pesquisa pessoal sobre um ponto e escolher seguir um modelo de ação que ache o ideal para si.

No filme do Homem-aranha diz-se, a certa altura, isto: “Com grande poder, vem grande responsabilidade”. E é esta verdade universal que devia estar refletida nas TIC. Elas são um enorme poder ao nosso dispor e, portanto, há uma enorme responsabilidade em nós para com elas. Hoje em dia, não penso que haja.

Agora, depois de uma muito breve pesquisa eletrónica e de uma reflexão não muito exaustiva sobre o assunto, concluo que a minha ideia inicial se mantém verdadeira e ainda é reforçada. As TIC são elas próprias política e, para o bem e para o mal, estarão sempre ligadas com o poder, já que são uma poderosa ferramenta para inúmeros fins. O ideal não existe, mas o mais vantajoso sim, e é esse ponto que devemos procurar atingir. Enquanto as TIC forem controladas como são hoje, sentir-me-ei muito triste, pois acho que estamos a menosprezar e a não aproveitar o potencial que elas têm para a humanidade. É preciso cuidarmos do que é nosso por natureza, tomar conta disso, procurar o seu bem e não deixar que alguém se apodere disso. Se isto é algo que se ensina às crianças, porque será que nós, os crescidos, não o fazemos?

Ricardo Almeida

Facilitando a aprendizagem

Hoje em dia os meios tecnológicos vêm modificando o modo como se ensina e aprende em sala de aula. O uso de diversas ferramentas modernas permitiu ao professor uma melhor forma de apresentar o conteúdo aos alunos, tornando-se assim mais rápida e ágil, além de tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas, proporcionando uma melhor assimilação do assunto discutido.

No decorrer dos tempos ocorreram transformações  na educação que tiveram influencias de mecanismos que possibilitaram aos professores uma mudança no modo em que as  informações são levada para sala de aula. O quadro negro junto com os médias: rádios, televisão, data-show, retroprojetores entre outros, evoluíram até as modernas lousas digitais  que possibilitaram o acesso simples e rápido as  informações necessária para ser desfrutada  no decorrer da aula .

Em uma escola em São Paulo já é possível trocar o giz pelo quadro digital.  A reportagem que será mostrada no vídeo a seguir revela como a tecnologia está mudando a forma como são lecionadas as aulas. A lousa digital permite aos professores e alunos o acesso diversificado da informação, facilitando a melhor compreensão do que está sendo ensinado por meios: visuais, auditivos e táteis, que possibilitam aos estudantes uma forma mais simples, dinâmica e atrativa com relação aos assuntos que serão abordados em sala.

 

Portanto, pode-se afirmar que a inclusão dos médias digitais nas aulas, tem sido desenvolvido com sucesso na  aprendizagem. Tendo em vista que, a Era Digital influência diretamente no cotidiano de uma sociedade, acredito que a tecnologia tenha um papel fundamental na relação do professor com as novas formas de ensino, facilitando o acesso às informações que irão servir de base para construção do conhecimento do aluno.

Rodrigo Sá

Um outro olhar digital

Na era da informação e interatividade digital, lhe dar com a obsolescência tecnológica é perfeitamente natural, tão comum que às ferramentas eletrônicas que estamos cada vez mais dependentes e habituados a utilizar possuem vida extremamente curta e ainda assim poucos se mostram incomodados com isso, também, convenhamos, a informatização digital ganhou proporção convenientemente ao mesmo tempo em que o capitalismo tomou as rédeas do sistema financeiro, então, “o melhor produto pelo menor preço” – demandando a fabricação e comércio de produtos de baixa qualidade e pouca vida útil, além do impacto sócio-econômico sofrido por países pobres ou emergentes – transformou-se no slogan de uma sociedade imediatista regida pelo consumo, explorando a constante evolução tecnológica para firmar conceitos e hábitos deturpados pelos mecanismos econômicos.

Analisando essa realidade de progressão da tecnologia constantemente mutável, o ideal seria o que os eletrônicos pudessem ser atualizados com facilidade ou consertados com eficiência e baixo custo, às empresas que fabricam e comercializam esses produtos deveriam incentivar tal atitude, e não um consumismo exacerbado e firmado na prática de descartar tudo como se não houvesse mais valor utilitário após seu “vencimento” com o objetivo único de adquirir outros. Às pessoas são condicionadas a agir de tal maneira ao ponto de acharem conformismo nesta ação, influenciadas por elaboradas campanhas de marketing difundidas em mídias de massa, gerando com isso enormes pilhas de detritos que na maioria das vezes terminam em quintais de países em desenvolvimento, fazendo dessas mediações instrumentos para seu próprio fim, criando assim uma incógnita subversiva do que realmente somos, produto ou consumidor.

Esta obsolescência intrínseca nos leva a uma questão que vai muito além do espaço virtual mediado pelos computadores, telemóveis e demais eletrônicos que nos propiciam conexões com este ambiente digital, o lixo eletrônico.

As baterias usadas nos aparelhos celulares são fabricados à base de níquel, cádmio, lítio e outros materiais tóxicos para os seres humanos e a maioria dos animais. Se imaginarmos que existem, atualmente, mais de 3 bilhões de aparelhos celulares em funcionamento na face da Terra, e que em média os usuários trocam as baterias dos seus aparelhos de dois em dois anos, podemos imaginar o tamanho do problema que teremos que enfrentar para definir o encaminhamento e o destino adequado para essas baterias.”

PUC-Rio

As proporções dessa problemática se expandem para muito além da realidade das palpáveis baterias de eletrônicos comuns ao nosso dia-a-dia, essas ligações necessitam de instalações de re-emissão de sinal e infra-estrutura para as mesmas, satélites (aumentando a incidência de lixo espacial), ou ainda demandam uma enorme extração de recursos naturais que a cada novo eletrônico fabricado tornam-se mais escassos, não há sentido conquistar benefícios gigantescos trazidos pelos adventos da evolução tecnológica a qualquer custo. Procurando combater o problema do lixo eletrônico, em 2007 às Nações Unidas lançaram o programa STEP (Solving The E-Waste Problem) organizando esforços mundiais com intenção de viabilizar a reciclagem de produtos eletrônicos em larga escala e em nível mundial, é apenas um exemplo de vários existentes no mundo, entretanto, essas iniciativas poderiam ser potencializadas se a população mundial fosse eficientemente conscientizada, assim como se às empresas responsáveis pela fabricação desses produtos adotassem métodos mais eficientes de manuseio dos resíduos de tais, seja na fabricação ou mesmo na reciclagem. Trata-se de um esforço político global focado na mudança dessa concepção, centrado também na inclusão à essas mediações e na sustentabilidade ambiental.

Além dessas questões, ainda há o fato de que os processos de extração de matéria prima e fabricação desses eletrônicos ocorrem em escala mundial, objetivando proporcionar utensílios para uma minoria de pessoas, mais especificamente a população de países “ricos”, característica peculiar desse sistema econômico que centra os recursos nas mãos de poucos e distancia a maioria do resultado final. Isso implica não apenas pensar na preservação do meio ambiente, mas também, na boa utilização de recursos naturais, e na saúde de uma sociedade consciente, projetando eficientemente tecnologia limpa a serviço do bem estar e benefício mundial.

Sidney Góes


Calendário

Fevereiro 2013
S T Q Q S S D
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728  

Estatística

  • 939.787 hits

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 1.230 outros seguidores