A Maquinização do Homem

O ser humano vem passando por diversas mudanças culturais em suas formas de comunicação, passando da cultura oral, passando pela escrita, a visual, a audiovisual e culminando na confluência de todas elas na cultura virtual. Percebemos que com o passar do tempo os médias vem introduzindo mais rapidamente novos meios de estarmos ligado a essa era digital.

Não devemos esquecer que a internet não existe sem a comunidade, mas a comunidade antes vivia sem ela, a pergunta é: por que hoje a comunidade não vive mais sem ela?

A resposta é tão simples como deveria ser dois mais dois, os novos médias existem para tornar simultâneo o presente, para a interação cotidiana, para suprir necessidades modernas, hoje muitos aspectos alteram o modo da presença humana, da forma de aprendizagem, os novos médias se tornaram uma nova forma de interligar as pessoas.  O computador deixou de estar restrito a meros meios funcionais, assim como o desenvolvimento do telemóvel.

O desenvolvimento da imprensa, das universidades, da própria forma de escrita levaram os meios digitais a evoluirem com rapidez, e esta rapidez tornou-se cotidiana. Com os comerciais, somos bombardeados diariamente com imagens desses novos equipamentos, a publicidade se torna um isntrumento de mediaçao entre o consumo e o que se produz. A forma de apropriação dos médias encoraja as empresas a distribuirem sinais para fazer convergências, contudo esta convergência deve ser pensada, de modo que estas podem se integrar nas formas culturais já existentes.

Os médias são mercadorias, não nascem por produção instantânea, e a maioria de sua produtividade é pensada pelos próprios utilizadores, que mudam constantemente a necessidades desses produtos seguindo conveniências pré-estabelecidas que esta mesma “sociedade” impõe: uma intensificação da presença da identificação digital.

Devemos sempre lembrar que os médias estão nos influenciando nas mais diversas áreas de nossos vidas, seja na arte, no mercado, na forma de nos relacionarmos, estão cada vez mais presentes e mais desenvolvidas, quase que perpassam desapercebidos, são quase que extensão de nós. Acredito que no futuro não existirá uma humanização da máquina e sim uma maquinização do homem.

Caroline Dominguez


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