Uma fotografia vale mais que mil palavras?

Tema de escrita: O que significou ver uma fotografia pela primeira vez? O que acontece quando se regista a imagem?
Retratar a realidade sempre foi um desejo do ser humano e, em 1826, Joseph Niépce realizou esse desejo com a primeira fotografia. Iniciou-se então uma rápida evolução e, mais tarde, democratização que atualmente faz da fotografia acessível a todos e omnipresente na nossa vida.
Antes desta invenção, a pintura era utilizada como uma das formas de representação da realidade, seja para documentação como também para retratos familiares. Após o nascimento da fotografia, este processo tornou-se mais fácil, mais rápido à medida que ia evoluindo e mais fiel à realidade. Também surgiu uma nova profissão – fotógrafo, – que ocupava-se essencialmente de retratos ou da  fotografia como arte. Fascinava as pessoas a possibilidade de serem recordadas eternamente, num retrato fiel e cuidadosamente preparado. As fotografias são memórias vivas, registos do passado que é revivido ao olhá-las, como se o contexto em que foram tiradas pudesse ser vivido novamente e esta sensação, imagino, também estava presente no século XIX.
Ser fotógrafo, hoje em dia, é uma profissão de risco, a nível económico e a nível pessoal. Recorremos ao fotógrafo atual para documentar eventos importantes da nossa vida (mesmo neste aspecto,  os próprios familiares podem encarregar-se dessa tarefa) ou para tirar fotografias de carácter mais formal, e este dedica-se sobretudo à fotografia como documentação ou como arte.
Uma imagem vale mais que mil palavras, e isso torna-a importante na nossa vida. Fornece-nos a informação necessária que mais facilmente tomamos como realidade do que se fosse lida num texto. Por exemplo, as fotografias que retratam a pobreza em África ou a guerra na Síria – textualmente não teriam o mesmo impacto. Há fotógrafos que arriscam a vida para nos mostrar outras qualidades do ser humano, qualidades diferentes daquelas que mostra em fotografias familiares. Imagino que esta revelação do outro lado da fotografia, possivelmente no pós-I guerra mundial, tenha ajudado na mudança de mentalidades, mas continuamos a cometer os mesmos erros, ainda que com maior fluxo de imagens.
A fotografia pode alertar como também insensibilizar, e este é um problema para o qual devemos estar atentos. Há fotografias que podem mudar tudo, mas para reconhecermos isso é necessário não banalizarmos o seu apelo à mudança.

1968, Eddie Adams, World Press Photo of the Year

2012, Samuel Aranda, World Press Photo of the Year.

Tatiana Simões

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