Fotografia Evolução

“De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório.”

Henri Cartier-Bresson

Image                          1ª Fotografia: Joseph Nicéphore Niépce

Pouca gente sabe, mas a fotografia surgiu da lingua Grega: “photos” tendo como significado luz, e “graphein” que significa escrever. Apesar da palavra fotografia ter-se tornado popular só em 1839, a fotografia moderna só começou em 1820 com as primeiras fotografias permanentes. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acumulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando, juntas ou em paralelo, ao longo de muitos anos.

Acredito que para as pessoas na época foi uma novidade imensamente grande, poder captar imagens do real, coisa que somente simbolicamente as pinturas poderiam mostrar. O caráter de prova do que realmente aconteceu, atribuído à imagem fotográfica pelo pensamento da época em que foi concebida pela primeira vez, transformou-a num duplo da realidade, num espelho, cuja magia estava em perenizar a imagem que refletia. Para muitos, dentre eles o poeta francês Baudelaire, a fotografia libertou a arte da necessidade de ser uma cópia fiel do real, garantindo um novo espaço de criatividade para esta.

No entanto entre o sujeito que olha e a imagem que elabora existem muito mais que os olhos podem ver. A fotografia para além da sua gênese automática, ultrapassando a ideia de analogon da realidade, é uma elaboração do vivido, o resultado de um ato de investimento de sentido, ou ainda, uma leitura do real realizada mediante ao uso de uma série de regras que envolvem, inclusive, o controle de um determinado saber de ordem técnica.

Porém foi a parti da fotografia que o cinema deve toda a sua história. Foi no final do século XIX, em 1895, na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière inventaram o cinema a parti da fotografia em movimento, possibilitando esta criação revolucionária no mundo das artes e da indústria cultural.

Indícios históricos e arqueológicos comprovam que é antiga a preocupação do homem com o registo do movimento. O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspectos dinâmicos da vida humana e da natureza, produzindo narrativas através de figuras. O jogo de sombras do teatro de marionetes oriental é considerado um dos mais remotos precursores do cinema. Experiências posteriores como a câmara escura e a lanterna mágica constituem os fundamentos da ciência óptica, que torna possível a realidade cinematográfica.

A partir do aperfeiçoamento do cinetoscópio, os irmãos Auguste e Louis Lumière idealizam o cinematógrafo em 1895, um aparelho que é uma espécie de ancestral da firmadora  movido a manivela e utiliza negativos perfurados, substituindo a acção de várias máquinas fotográficas para registrar o movimento. O cinematógrafo torna possível, também, a projeção das imagens para o público. O nome do aparelho passou a identificar, em todas as línguas, a nova ARTE. A apresentação pública do cinematógrafo marca oficialmente o início da história do cinema. O som vem três décadas depois, no final dos anos 20. O advento do som, nos Estados Unidos, revoluciona a produção cinematográfica mundial.

Contudo devemos aos inventores da fotografia toda essa revolução, que antes era apenas um meio para retratar a realidade existente da época e hoje serve como entretenimento e ARTE  em todo o mundo.

Caroline Dominguez


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