Arquivo de 10 de Abril, 2013

DesVantagens da Tecnologia Digital

Tema de escrita: De que forma o software, isto é, a camada computacional da tecnologia digital condiciona as práticas sociais, culturais e artísticas?

Há cerca de 50 anos, durante o tempo da Guerra Fria, começou a ser criado nos Estados Unidos da América, algo que hoje em dia se denomina de Internet. Obviamente que na altura não tinha a função que tem hoje. Na época a intenção era desenvolver um sistema de troca de informações entre computadores de maneira a que fosse sempre possível receber a informação, mesmo que um dos computadores da rede fosse desligado ou destruído, ou que uma das ligações entre computadores fosse interrompida. Eventualmente aquilo que era a ARPANET evoluiu para a World Wide Web.

O nascimento da World Wide Web foi uma autêntica revolução a vários níveis. Hoje em dia podemos aceder a qualquer parte do mundo com um simples clique. É tudo mais fácil, e para a maior parte da população mundial, muito mais acessível.

No entanto, apesar destas facilidades todas, penso que esta invenção tem os seus contras.

De vez em quando o meu pai me conta pequenas recordações da infância dele, onde ele relembra como os convívios entre as pessoas eram feitos, como os jogos de futebol entre povoações vizinhas e como as festas da terra juntavam as povoações. E agora fica triste por ver gerações a perder estas pequenas tradições devido à evolução e ao desenvolvimento das sociedades, que estão cada vez mais agarradas aos meios tecnológicos. Um exemplo desta evolução são as redes sociais, como o Facebook. O que têm de muito bom também têm de muito mau. Da mesma forma como conseguem unir pessoas que se encontram em lados opostos do mundo, conseguem afastar pessoas que eram próximas.

Outro contra que encontro na Internet é a nível do mundo das artes e da cultura. Actualmente  e mais uma vez graças ao fácil acesso da informação, qualquer um de nós consegue ver obras como a Mona Lisa, a Guernica ou O Grito, sentados na nossa sala, através do ecrã do nosso computador. No entanto penso que uma obra de arte não pode, nem deve ser apreciada desta forma. É suposto nós deslocarmo-nos ao local onde ela se encontra para pudermos ter uma verdadeira admiração da obra de um artista. Isto aplica-se não só à pintura, como à escultura, arquitectura  à dança, ao teatro, etc. Evidentemente que nem todos temos as possibilidades de fazer isto, e nesse caso, lá recorremos à nossa querida Internet e ao nosso querido Google. Porém, toda a experiência que deveria ter sido vivida entre a obra de arte e o espectador não existiu.

Desta forma, penso que todas estas novas tecnologias, apesar de terem imensas vantagens, condicionam toda uma vivência social, cultural e artística.

Filipa Machado

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Sistemas computacionais no fazer artístico

Em alguns grupos artísticos é possível de se observar como os sistemas computacionais interagem em suas práticas, no caso específico a música, onde é possível criar composições num pequeno espaço de tempo.

Podemos encontrar dentro desses sistemas possibilidades de fazer música, apartir de elementos que proporcionam montar várias vozes melódicas e uma harmonia. Como exemplo o GarageBand, programa oferecido pela Apple. Este aplicativo funciona como um estúdio, assim podendo fazer gravações.

Podemos observar esse exemplo a partir do vídeo acima, o grupo de tecnomelody “Gang do Eletro”, que utiliza apenas um aparelho eletrônico para criar suas composições.

Essas ferramentas de gravações, permitem reduzir o tempo que pode ser gasto e também o custo que músicos podem ter em estúdios, porém vem afetar de maneira negativa um outro lado que são as práticas dos demais artistas, no que diz respeito ao lucro e a valorização do estudo próprio da música, pois há muitos músicos que se questionam: “Por que passo horas estudando meu instrumento, enquanto outra pessoa está obtendo ganhos com a prática da gravação, podendo até mesmo não ter um conhecimento musical?”

Hoje em dia, muitos cantores utilizam esses programas para criarem suas músicas, até mesmo sem precisar sair de casa ou até mesmo pagar para terem serviços de gravação, como é o caso dos grupos de tecnomelody, um dos gêneros musicais típicos do norte do Brasil. Depois de terem suas gravações, são incluídas as vozes, onde as mesmas são remixadas por um Dj que utiliza o mesmo programa para obter um efeito “especial” esperado.

Letícia da Silva Farias

Reflexões sobre o vídeo Samsung 3D LED TV – Full Commercial 2010

Ao assistir este vídeo podemos perceber claramente os conceitos de imediacia, hipermediacia e até mesmo de remediação(os comerciais cada vez mais estão absorvendo as características do cinema, como forma de imersão ao telespectador).

Mas o que mais me chama atenção neste vídeo é justamente o comportamento humano diante de suas criações. Ao que me parece, o ser humano está sempre em busca de interagir com suas próprias criações. Os avanços tecnológicos, ao meu ver, estão pautados em sua essência em criar uma inteligência artificial, imortalizada, naturalizada.

Um exemplo que vai de encontro com esta reflexão é o momento que a criança toca na tela da tv, onde fadas dançam em meio a um jardim e uma dessas fadas reage ao toque da criança. Por um segundo somos levados a crer que ali há uma inteligencia artificial, que somos capazes de interagir com seres não humanos.

A necessidade que vejo, e me preocupa, é a de que não é o bastante a interação humana (como se os seres humanos interagissem muito uns com os outros….) Essa necessidade que o homem tem de criar algo que interaja com outros seres humanos por meio artificial me preocupa porque pode tomar os rumos da substituição.

O desejo de dar vida as suas fantasias não pode ser maior que o desejo de criar vidas humanas. A gravidez, a geração humana me parece não ser suficiente para a geração de humanos que estão hoje presentes na terra. No fundo, todos almejam criar seu próprio ser humano, sua máquina, seu frankstein, que segundo a mim, é uma tentativa também de ter a possibilidade de “moldar” a sua criatura de acordo com o seu próprio ser. Será mesmo que a interação seria mais fácil com um ser que foi moldado para não te contrariar? Porque no fundo o problema das relações humanas é justamente isto, a falta de compreensão diante da diversidade. Por isso acredito que muitos desejam suas fantasias com vida porque imaginam ilusoriamente que a vida seria melhor, que viver em sociedade, que sentir afeto seria mais fácil… será????

Carolina França Corrêa

O MEIO QUE OCULTA-SE

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O ser humano vive em busca de melhores condições para sua estadia terrena, logo foi criando mecanismos que pudesse tornar os trabalhos mais práticos e fáceis e sempre visando a diminuição do tempo.

Ao ouvirmos essas qualidades de praticidade, simplicidade, leveza e menor tempo, podemos até pensar que estamos frente a uma publicidade de algum equipamento eletrônico novo no mercado de consumo, mas não, o que me refiro é ao desejo que a humanidade tem em alcançar o pleno conforto e a execução de tarefas em imediato.

Sabendo que o computador é o grande representante dos avanços de pesquisas em busca de um equipamento que tenha em si, os mais diferenciados processamentos de dados para as mais diversas necessidades do usuário.

Sendo o computador uma importante ferramenta aglutinadora de funções que possibilita ao usuário uma interação com respostas quase imediatas, temos de ter em vista que esta tecnologia só é possível por meio de outros meios já existentes que proporciona seu funcionamento e que nos dias atuais passa a nossos olhos despercebido.

A descoberta do controle e transmissão elétrica é algo que consideramos tão natural que faz com que sua importância seja inferior a grande máquina computacional, porém sem ela muitos dos equipamentos que nos rodeiam deixariam de funcionar, pelo simples fato de a eletricidade ser a base de energia para o funcionamento dos equipamentos tecnológicos (pelo menos em sua maioria).

A eletricidade é um meio que permite ao meio computacional se mostrar ao usuário como uma interface independente e inovadora, porém se a eletricidade falhar torna-se evidente que ela é a base de energia para o funcionamento do computador e derivados eletrônicos. Com a falta momentânea de eletricidade o usuário é colocado frente a máquina física e é capaz de perceber o meio que se revela a ele.

A ocultação da eletricidade como meio aconteceu pelo uso de interfaces cada vez mais interativas e amigáveis aos olhos do usuário, o que o leva a esquecer momentaneamente que esta frente a um equipamento eletrônico.

O computador pode ser entendido com a lógica de remediação, onde outros meios transformam-se, derivam ou coexistem e por possuir em si diversas possibilidades de funções ele torna-se o maior exemplo de mediador que temos dentro da história dos média.

Patrícia Grigoletto

Buffering

Con la llegada de la era digital el mundo ha ido cambiando, para mejor o peor. Las prácticas de ver, las prácticas de crear se han ido transformando hacia el mundo digital con ayuda de nuevo software y nuevos soportes.

A continuación intentaré relacionar las distintas áreas a las que afecta la digitalización de la sociedad (cultura, arte y relaciones) con las cuatro capacidades de Janet Murray.

Con respecto a las prácticas sociales y las relaciones la digitalización de la sociedad ha provocado que vivamos en un mundo más grande, más al alcance de todos pero más pequeño a la vez; un mundo que se reduce a la pantalla de nuestro ordenador, o de nuestro teléfono móvil pero desde donde podemos llegar a cualquier lado. Aquí encajaría la teoría de Murray The computer is a participatory medium, en el que todos participamos un poco en ese gran mundo digital y donde todos lo usamos también.

Cambiando de área, y observando la digitalización del arte, quiero enfocarlo desde la digitalización de la creación de arte. Los ordenadores y el software que traen para crear tienen capacidades infinitas. Sin ir más allá en el cine, la edición off-line ha permitido una producción de películas no linear consiguiendo reducir el tiempo de trabajo al ir montando a medida que se tiene el material, sin tener que montar linealmente. Pero lo que más me ha sorprende de está era digital, es la capacidad de nuevos pintores, de usar como material las tablets. Aquí adjunto un video de un dibujo sobre un iPad y su proceso. (The compute ris a procedual medium).

https://www.youtube.com/watch?v=Ig9UqmMsQRo

 

Por último el tema de la cultura, que desde la perspectiva de Murray se puede abordar desde dos puntos de vista: The computer is a encyclopedic medium y  The computer is a spatial medium. Con respecto al primero, la digitalización de la sociedad ha revolucionado el mundo de la enseñanza, desde Wikipedia, a herramientas como Google Academics. Pero ya antes de eso, habían aparecido las enciclopedias en CD, un gran avance que permitió un ahorro de espacio y papel. Y con respecto al segundo, podemos observar la digitalización de los museos, o proyectos como Rome Reborn, que nos permiten visitar museos o el pasado a través del software desenvolvido en los últimos años de recreación espacial.

Estas son solo algunas de las facilidades que nos ofrece el desenvolviemiento de software en la era digital, además de entretenimiento (videojuegos), compras on-line, trabajo en red, etc…

Cristina Rodríguez Díaz


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