Arquivo de 12 de Abril, 2013

Evolução na forma de fazer e apreciar

O objectivo do Homem é apenas um: a evolução, tenha ela as consequências que tiver, sejam elas boas ou más. O meio cultural/artístico não é excepção e tem-se verificado, ao longo dos anos (com uma taxa de velocidade que só tem tendência a crescer), um recurso cada vez maior por parte de artistas no que toca à tecnologia digital.
Por exemplo, veja-se a música: nos anos 50 e durante quase metade da década de 60, os grupos musicais tinham, em geral, uma formação idêntica, compostas por 3 ou 4 elementos cuja função era específica: a de executar o seu instrumento e assim construir um som feito por todos, em sintonia. Com o intuito de “evoluir”, nascem os primeiros sintetizadores que propõem toda uma nova fórmula: sons pré-feitos que podem ser reproduzidos, ou seja, a digitalização de notas musicais. Os primeiros utilizadores deste instrumento terão sido os grupos de rock progressivo (um pouco por toda a Europa e E.U.A.) que viam nele uma forma de ampliar e tornar a composição musical um pouco mais completa e preenchida. Anos mais tarde viriam a aparecer grupos que faziam música apenas com sintetizadores (por exemplo, os Kraftwerk) e com a chegada dos anos 80 torna-se uma forma de fazer música como outra qualquer. Hoje em dia, uma só pessoa consegue executar todos os sons de uma composição musical usando apenas o sintetizador, não precisando de mais nada.
Só olhando para trás no tempo nos damos conta de como realmente as artes “sofreram” com a digitalização. Por exemplo, a pintura evoluiu para a fotografia que hoje em dia está a evoluir para um número infindável de novas “soluções” de cariz virtual (por exemplo, o 3D). A própria forma de ler e apreciar um livro evoluiu de forma drástica e até já ouvi pessoas a dizer que preferem ler o seu livro no iPhone ou no computador, ao invés de possuir a sua forma física… forma essa que se está a extinguir para o digital. Se é bom ou mau? Para uma pessoa nascida no século passado talvez seja mas para aqueles que nasceram á 10 ou 12 anos não faz qualquer tipo de diferença, sendo este um sinal que cada geração deve apreciar a arte da forma mais conveniente, em conformidade com o seu tempo. Bom ou mau não sei, mas certamente é mais fácil…

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O meio é a mensagem

“Os meios geram ambientes que moldam os tipos de sociedades e as formas de vida, com consequências profundas no homem. É por isso que “o meio é a mensagem“.   →  O meio é a mensagem porque é o meio o que modela e controla a escala e forma as associações devidas. Os conteúdos ou usos destes meios são tão variados como incapazes de modelar as formas de associação humana. Na realidade o seu conteúdo impede de ver o seu carácter”. Marshall McLuhan.

 

É na década de 60 que Herbert Marshall McLuhan – mestre em literatura Inglesa e doutorado em Filosofia – declara que “o meio é a mensagem” defendendo os proprietários dos meios – de comunicação – que sempre se dedicaram em entregar ao público o que este deseja, porque entendem que o seu poder está no meio e não na mensagem.

McLuhan chama a atenção para o facto de uma mensagem decretada de forma oral ou escrita, vai desencadear mecanismos díspares de compreensão, gerando significados distintos.

Por outras palavras, McLuhan tinha como objectivo dar a conhecer ao Mundo a intensidade que os meios têm em proporcionar sentidos desiguais, e diversos pensamentos psicológicos.

Aos olhos de Marshall McLuhan, o significado de “meio” é qualquer extensão de nós próprios, a partir do qual emerge uma mudança. O meio não constituí apenas a forma comunicativa mas determina também o próprio conteúdo da comunicação.

Já a “mensagem” é uma mudança de escala, de ritmo ou de padrão, que uma nova inovação introduz nos assuntos humanos. Uma mensagem sempre nos diz para olhar para além do óbvio e procurar mudanças não-óbvias. De notar que uma mensagem pode ter vários significados, dependendo do meio em que está inserida – oral, escrita, na televisão, rádio ou Internet.

Na minha óptica, o meio é um canal de passagem do conteúdo comunicativo, ou seja, o meio transporta a mensagem. Com isto entendesse que a mensagem está contida no meio, logo “o meio é a mensagem”.

Exemplificando, o meio abrange todo o instrumento que sirva de extensão de uma capacidade humana. Os livros são uma extensão dos olhos, os sapatos são uma extensão dos pés, as roupas são uma extensão da pele.

Já a mensagem não traz qualquer tipo de conteúdo novo, nós já detemos uma percepção da função e estrutura do objecto. Por exemplo, nós não vamos perguntar a alguém o que é um carro ou uma mota pois já possuímos conhecimento de algo que esteja relacionado com estes objectos.

 Duarte Covas

 


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