Evolução na forma de fazer e apreciar

O objectivo do Homem é apenas um: a evolução, tenha ela as consequências que tiver, sejam elas boas ou más. O meio cultural/artístico não é excepção e tem-se verificado, ao longo dos anos (com uma taxa de velocidade que só tem tendência a crescer), um recurso cada vez maior por parte de artistas no que toca à tecnologia digital.
Por exemplo, veja-se a música: nos anos 50 e durante quase metade da década de 60, os grupos musicais tinham, em geral, uma formação idêntica, compostas por 3 ou 4 elementos cuja função era específica: a de executar o seu instrumento e assim construir um som feito por todos, em sintonia. Com o intuito de “evoluir”, nascem os primeiros sintetizadores que propõem toda uma nova fórmula: sons pré-feitos que podem ser reproduzidos, ou seja, a digitalização de notas musicais. Os primeiros utilizadores deste instrumento terão sido os grupos de rock progressivo (um pouco por toda a Europa e E.U.A.) que viam nele uma forma de ampliar e tornar a composição musical um pouco mais completa e preenchida. Anos mais tarde viriam a aparecer grupos que faziam música apenas com sintetizadores (por exemplo, os Kraftwerk) e com a chegada dos anos 80 torna-se uma forma de fazer música como outra qualquer. Hoje em dia, uma só pessoa consegue executar todos os sons de uma composição musical usando apenas o sintetizador, não precisando de mais nada.
Só olhando para trás no tempo nos damos conta de como realmente as artes “sofreram” com a digitalização. Por exemplo, a pintura evoluiu para a fotografia que hoje em dia está a evoluir para um número infindável de novas “soluções” de cariz virtual (por exemplo, o 3D). A própria forma de ler e apreciar um livro evoluiu de forma drástica e até já ouvi pessoas a dizer que preferem ler o seu livro no iPhone ou no computador, ao invés de possuir a sua forma física… forma essa que se está a extinguir para o digital. Se é bom ou mau? Para uma pessoa nascida no século passado talvez seja mas para aqueles que nasceram á 10 ou 12 anos não faz qualquer tipo de diferença, sendo este um sinal que cada geração deve apreciar a arte da forma mais conveniente, em conformidade com o seu tempo. Bom ou mau não sei, mas certamente é mais fácil…


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