O meio é a mensagem

“Os meios geram ambientes que moldam os tipos de sociedades e as formas de vida, com consequências profundas no homem. É por isso que “o meio é a mensagem“.   →  O meio é a mensagem porque é o meio o que modela e controla a escala e forma as associações devidas. Os conteúdos ou usos destes meios são tão variados como incapazes de modelar as formas de associação humana. Na realidade o seu conteúdo impede de ver o seu carácter”. Marshall McLuhan.

 

É na década de 60 que Herbert Marshall McLuhan – mestre em literatura Inglesa e doutorado em Filosofia – declara que “o meio é a mensagem” defendendo os proprietários dos meios – de comunicação – que sempre se dedicaram em entregar ao público o que este deseja, porque entendem que o seu poder está no meio e não na mensagem.

McLuhan chama a atenção para o facto de uma mensagem decretada de forma oral ou escrita, vai desencadear mecanismos díspares de compreensão, gerando significados distintos.

Por outras palavras, McLuhan tinha como objectivo dar a conhecer ao Mundo a intensidade que os meios têm em proporcionar sentidos desiguais, e diversos pensamentos psicológicos.

Aos olhos de Marshall McLuhan, o significado de “meio” é qualquer extensão de nós próprios, a partir do qual emerge uma mudança. O meio não constituí apenas a forma comunicativa mas determina também o próprio conteúdo da comunicação.

Já a “mensagem” é uma mudança de escala, de ritmo ou de padrão, que uma nova inovação introduz nos assuntos humanos. Uma mensagem sempre nos diz para olhar para além do óbvio e procurar mudanças não-óbvias. De notar que uma mensagem pode ter vários significados, dependendo do meio em que está inserida – oral, escrita, na televisão, rádio ou Internet.

Na minha óptica, o meio é um canal de passagem do conteúdo comunicativo, ou seja, o meio transporta a mensagem. Com isto entendesse que a mensagem está contida no meio, logo “o meio é a mensagem”.

Exemplificando, o meio abrange todo o instrumento que sirva de extensão de uma capacidade humana. Os livros são uma extensão dos olhos, os sapatos são uma extensão dos pés, as roupas são uma extensão da pele.

Já a mensagem não traz qualquer tipo de conteúdo novo, nós já detemos uma percepção da função e estrutura do objecto. Por exemplo, nós não vamos perguntar a alguém o que é um carro ou uma mota pois já possuímos conhecimento de algo que esteja relacionado com estes objectos.

 Duarte Covas

 


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